Delação

Brasil vira país de vassalos onde a deduragem manda

Sergio Jones

Há várias e inúmeras definições para o vocábulo delator. Uma delas podemos definir como uma pessoa que expõe uma má conduta, atividade desonesta ou ilegal que ocorre em uma organização pública ou privada. Dentre estes biltres, um dos considerados mais emblemáticos deles é a figura de Judas Iscariotes que traiu o Mestre pelo qual nutria tanto amor.

Quando se trata da “República Brasileira” muito tem a ser observado sobre o valor que envolve a figura do delator, tal comportamento é considerado entre o ser humano com um dos atos mais abomináveis e condenados, ao longo de sua história. O ser abjeto que faz esta opção na vida é duplamente rejeitado, tanto pelo ser que foi alvo de sua traição quanto pelo qual se beneficiou com a tal delação. Tal comportamento coloca este cidadão na condição de pária social, um tipo de leproso do qual todo mundo quer manter distante.

Procurando fugir da mesmice que afeta em especial a grande mídia, podemos citar o caso de Collor de Mello por ser a figura deste elemento bastante conhecida nos escândalos políticos que permeia esta infeliz nação dos trópicos. A desdita dele teve começo quando o irmão, um motorista e uma de suas secretárias deram com as línguas nos dentes. O juiz Nicolau também começou a perder a sua fortuna em consequência de denúncia feita por seu genro. O que podemos deduzir é que o termo lealdade que condiciona a uma obediência cega e incondicional se tornou uma raridade entre nós meros mortais.

Vivemos em um país de vassalos, nenhum destes citados biliardários construíram as suas incomensuráveis riquezas sozinhos. Todos eles se valeram e se valem de um exército de lacaios e serviçais que renunciaram de seus próprios direitos e aceitam os ditames do grande chefe, a qualquer custo. A leitura que se pode fazer de toda esta tragédia humana é que a lealdade e a subserviência canina são mistificadas e oriundas de nosso atraso histórico. A relação atualmente mantidas entre alguns deputados com seus respectivos chefes de gabinetes são similares as existentes entre os coronéis e seus jagunços.

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