Multinacionais estão comendo o Brasil pelas beiradas

Guilhermina Coimbra

A população brasileira percebe que as fronteiras comerciais brasileiras estão sendo invadidas.

Uma das invasões é o fato de, nas licitações do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro, terem participado – exclusivamente – empresas estrangeiras.

As licitações dos quatro aeroportos foram ganhas por empresas estrangeiras e nenhuma empresa brasileira.

A população brasileira não é xenófoba, absolutamente. Muito pelo contrário. A população brasileira é amiga, hospitaleira e perceptiva.

A população brasileira não aceita que os lucros, a renda a ser auferida no Brasil – com transações iguais a ora relatada – venha a beneficiar caixas de tesouros alienígenas, prejudicando os contribuintes de direito e de fato residentes no Brasil.

A população brasileira não pode é se conformar com o fato de que receitas estejam sendo desviadas da Caixa do Tesouro Nacional do Brasil e destinadas ao enriquecimento das Caixas de Tesouros alienígenas.

Os perceptivos nacionais e estrangeiros residentes no Brasil se espantam ao perceber que este está parecendo ser verdadeiramente um dos objetivos – ora alcançado – da Operação Lava Jato: invalidar empresas nacionais e abrir espaço para as empresas estrangeiras.

Em se tratando de invasão de empresas estrangeiras – a população do Brasil – se pergunta: quem deve zelar pelas empresas estabelecidas no Brasil?

Os juristas do Brasil estão – plenos de razão – por se aprofundarem, cada vez mais, nas pesquisas e nos estudos sobre crimes de lesa-pátria.

Nos crimes de lesa-pátria os lesados – furtados, roubados etc., etc. – somos nós: os nacionais e estrangeiros residentes no Brasil.

A população brasileira atentamente observa o modo como estão sendo feito os negócios públicos do Brasil, no Brasil.

Os negócios públicos do Brasil estão sendo efetuados como se fossem negócios privados de grupos de brasileiros espertalhões – confiando no que pensam ser a ignorância da população brasileira.

A população brasileira – uma das maiores contribuintes de direito e de fato do mundo – inteligentemente, se recusa a continuar patrocinando os desmandos e os péssimos negócios públicos que estão há muito fazendo e continuando a fazer, com os bens públicos do Brasil.

A população brasileira está atenta, não é população acéfala, nem muito menos indiferente, no que diz respeito aos negócio públicos mal feitos, causadores de prejuízos incalculáveis aos residentes no Brasil.

O Brasil merece respeito.

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