Quando o Carnaval foi para as ruas e ganhou mais brilho

José Escarlate

Paulo Renato Figueiredo, o Paulinho, filho do presidente João Baptista Figueiredo, era frequentador assíduo da Beija-Flor de Nilópolis, onde ia sempre acompanhado pelo segurança da presidência, o sargento Siqueira, oriundo da Polícia do Exército, na rua Barão de Mesquita, no Rio.

Paulinho já havia desfilado pelo Salgueiro. Tanto frequentava a quadra da escola como desfilava. O outro filho de Figueiredo, Johnny, também chegou a desfilar na agremiação.

Pela amizade com Anísio, o sargento Siqueira disse adeus às armas. Pediu reforma do Exército, ganhando de Anísio um ponto de bicho no Espírito Santo, onde passou a faturar bem e, obviamente, a gastar mais.

Mais tarde vim a saber que o Siqueira, primeiro sargento, forte como um touro, falecera vitimado por um infarto fulminante na capital capixaba.

Quem também era figurinha carimbada na Beija-Flor de Nilópolis era o diretor, publicitário e empresário José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, com longa história nos carnavais.

Foi o Boni que idealizou as transmissões dos desfiles das escolas de samba. Ele sempre disse ter encontrado na Beija-Flor uma equipe tão boa que a teria levado para a Globo.

PV

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