Escrevi este poema há muitos anos. Na verdade, o texto original, escrito há tanto tempo, é outro. Ele é apenas a tentativa de resgate daquilo que, em detalhes, não me recordo mais e não consigo localizar, pois foi escrito em um pedaço de papel qualquer e simplesmente sumiu. Mas consigo lembrar e reviver, em boa parte, a emoção que me levou a ele. Então segue uma nova versão:
Um cometa cruzou minha órbita
E foi tanta sua luminosidade
Ǫue, por um momento, me cegou,
Mas ao recuperar a visão
Ela era muito mais nítida
E me permitia enxergar
Muito mais longe
Por algum tempo segui seu rastro,
Mas ele já estava partindo
(cometas são assim, efêmeros)
E aos poucos foi se distanciando
Se tornando apenas uma imagem,
Um ponto reluzente
E despareceu
De início, pensei
Ǫue não saberia mais viver
Sem sua presença
Depois acalentei minha anima
Afinal, ele modificou minha vida
Devo ser apenas grato (?)
E seguir em frente (?)
Às vezes, à noite, me pego
Olhando para o céu
Ǫuem sabe estaria voltando?
Ilusão, foi iluminar
Outro canto do universo
Já não sou o mesmo
E sigo em frente


Obrigado, queridos amig@s do Café literário/Notibras.
Sinto-me honrado por poder participar, entre tantos escritores maravilhos, dessa que é uma inicitaiva tão importante e, ao mesmo tempo, estimulado a continuar produzindo, pela forma generosa e acolhedora como tod@s são recebidos por aqui.
Abraços fratenos