Às vezes me perguntam sobre o que é “Pensamentos em Forma de Poesias”, e eu confesso que não gosto muito de responder isso como quem apresenta um objeto inanimado. Parece que, quando a gente tenta explicar demais um livro, acaba tirando dele justamente aquilo que o fez nascer.
Esse livro é feito de pensamentos que eu não consegui simplesmente deixar quietos dentro de mim, aliás, eu nunca consigo. São poesias, sim, mas não são poesias românticas e, pensando bem, acho que tenho poucas poesias “românticas”, digamos assim, porque não gosto dessa história de ficar floreando o amor. Muitas dessas poesias nasceram porque alguma coisa me incomodou, outras porque eu precisava tentar entender determinadas situações e outras, talvez, simplesmente porque escrever era a única maneira que eu tinha de organizar os meus sentimentos caóticos.
“Pensamentos em Forma de Poesias” tem muito de mim, mas também tem muito do mundo que eu observo: das relações humanas, das contradições, das injustiças e dos comportamentos que aprendemos a aceitar sem questionar. Eu escrevo sobre aquilo que me atravessa, e aquilo que me atravessa dificilmente é bonito.
Acho que é por isso que eu não enxergo esse livro apenas como uma coletânea de poesias e, francamente, não sei se todo leitor vai concordar comigo, mas penso que nem precisa, porque, antes de ser um livro que alguém pode ler, ele foi um lugar onde eu coloquei aquilo que não cabia mais somente dentro de mim.


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