O problema de ser intensa

Redação
Redação
1 minutos de leitura
Emanuelle Nascimento - Foto Francisco Filipino

Sempre achei curioso quando dizem que alguém é “intenso” como se fosse necessariamente um defeito.

Talvez seja.

Talvez também seja uma qualidade que ninguém soube administrar.

Eu gosto de gente que ri alto, sente profundamente, fala com entusiasmo, manda áudio grande, faz planos improváveis e se envolve com aquilo que acredita.

Le Breton poderia nos ajudar a pensar o corpo como experiência social.

Eu acrescentaria: algumas pessoas simplesmente não nasceram para viver em volume baixo.

E tudo bem.

O mundo já tem gente demais tentando parecer indiferente.

Eu prefiro a inconveniência de quem sente.

Pelo menos dá assunto.

Compartilhar
Nenhum comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *