Igreja Católica lava as mãos com a entrada de Nossa Senhora na campanha

Redação
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@donairene13 - Foto de Arquivo

Em meio à crise envolvendo Nossa Senhora Aparecida, a campanha de Flávio Bolsonaro resolveu fazer uma live com pessoas ligadas a diferentes movimentos religiosos. A transmissão ocorreu justamente quando a polêmica envolvendo a padroeira do Brasil havia ganhado grande repercussão entre os católicos.

Entre os convidados estavam Padre Kelmon, candidato à Presidência em 2022, o pastor Ramon Lima, o reverendo anglicano Aldo Quintão e Sérgio Pina, pai de santo ligado à cantora Anitta. Ou seja, a campanha reuniu representantes de diferentes tradições religiosas, mas não contou com um representante da Igreja Católica Romana.

E esse detalhe chamou atenção justamente pelo contexto. Se a crise política estava concentrada na relação de Flávio com os católicos e envolvia Nossa Senhora Aparecida, seria natural esperar a presença de alguma liderança católica disposta a participar da conversa. A ausência deixa uma pergunta bastante simples: se a intenção da live era responder à crise com os católicos, por que nenhum representante da Igreja Católica estava ali?

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