Leandro Grass, Paula Belmonte, Ricardo Cappelli e Kiko Caputo participaram na noite desta terça-feira do último debate da Globo antes do primeiro turno. Celina Leão decidiu não comparecer.
A ausência alterou a dinâmica, mas não retirou a governadora da discussão. BRB, Banco Master, situação fiscal, saúde e gestão foram utilizados pelos adversários para questionar a administração distrital.
Grass explorou de maneira mais sistemática a ausência e direcionou perguntas à governadora mesmo sem possibilidade de resposta direta. Entre as acusações feitas durante o debate, afirmou que R$ 120 milhões provenientes da saúde teriam sido transferidos ao BRB. A afirmação foi apresentada pelo candidato e deve ser tratada como acusação de campanha enquanto não houver verificação documental independente de seu conteúdo.
Paula concentrou parte das críticas na ausência de demonstrações financeiras atualizadas do BRB. Cappelli relacionou a crise do banco à responsabilidade política da administração anterior e da atual governadora. Kiko também utilizou o BRB para atacar o governo.
A cobertura publicada depois do programa destacou ainda outro movimento. Com Arruda fora da disputa, candidatos procuraram conversar diretamente com seu antigo eleitorado, ao mesmo tempo em que Paula e Cappelli dirigiram críticas a Grass, numa tentativa de impedir que o petista monopolize a condição de principal alternativa a Celina.
O debate não se resumiu aos ataques. Saúde, educação, segurança e mobilidade apareceram nas discussões, com propostas para hospitais, delegacias e expansão do transporte sobre trilhos. O conteúdo programático, porém, dividiu espaço com uma campanha que já está fortemente condicionada pela reta final e pela reorganização provocada pela retirada de Arruda.
Não há, nesta manhã, evidência suficiente para afirmar que Celina ganhou ou perdeu eleitoralmente com a ausência. O fato verificável é que deixou de enfrentar diretamente quatro adversários e, em contrapartida, permitiu que eles discutissem sua gestão sem sua participação.

