A cada vez que inicio um trabalho, seja um poema, a preparação de uma aula ou palestra, o planejamento de um livro literário ou teórico etc., eu tenho uma sensação de morte. É como se eu abrisse mão de minha vida própria e fosse ingressar em alguma outra vida que não a minha, como se eu perdesse o controle sobre meus pensamentos e atitudes. Pode ser consequência do que atualmente começaram a chamar de hiperfoco ou, algo diferente, do que chamavam de alienação. TDAHs de todo mundo, uni-vos! Pode também ser mera procrastinação desse bode velho intelectual periférico já cansado. Ou sintoma da ansiedade crônica que sempre me perseguiu.
Em certo sentido, será que todo trabalho é alienado, mesmo aquele que você faz do fundo do coração? Sei lá… Acho que me acostumei a me achar mais perto de mim quando intimamente não penso nada e estou o mais vazio possível de toda personalidade, seja a dos personagens ou eus-líricos, seja o ponto de vista de alguma perspectiva teórica. Será que exagerei em minhas meditações Zen, mesmo que de meu modo próprio ou improvisado?
Sei lá! Tenho e quero trabalhar. Fui ali morrer um tiquinho e volto já.
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Acho que sim.😂😂😂