Direita, esquerda e centro devem ter consciência e votar de olho no futuro

Redação
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Armando Cardoso - Foto de Arquivo

Entre ovadas, bets, orgias etílicas e sexuais, tentativas de interferências externas e autoridades eleitorais e jornalísticas se intrometendo no pleito, o Brasil elege amanhã (04) seu 40º. presidente da República. Não é nada, não é nada, mas é o homem que comandará os destinos de 213,2 milhões de pessoas pelo menos até janeiro de 2030. Portanto, tudo o que a maioria dos milhões de eleitores aptos a votar quer é que os brasileiros de direita, de esquerda ou de centro tenham um mínimo de coerência e de preocupação com o futuro do país.

Independentemente de nossas opções políticas, não devemos esquecer que a democracia nos dá a liberdade de escolher o molho com o qual seremos devorados. Em outras palavras, o risco de votar pela aparência, pela beleza do discurso ou pela plasticidade da campanha é sermos obrigados a conviver por quatro anos com um Brasil de aparências. Votar certo é entender que, antes das eleições, todos os candidatos têm muitos predicados. O problema é que a gente só conhece de fato o sujeito depois de ele ser eleito.

É chegada a hora de tentarmos mudar a regra de que, independentemente do partido vencedor, o povo sempre perde nas eleições. Se realmente queremos reformar ou melhorar o que está posto, nada melhor do que nos unirmos no processo de conscientização de que qualquer mudança só depende de nós. É fundamental que saibamos diferenciar o candidato de um time de futebol carente de torcida. Somos muitos mais do que meros torcedores. Temos obrigação de fiscalizar os eleitos, sejam eles simpáticos ou antipáticos às nossas causas.

É público e notório que, no momento, não há assunto mais espinhoso para o povo brasileiro do que as eleições presidenciais de domingo. Além de escolher o candidato que, acima das divergências pessoais e ideológicas, preza pela união e, principalmente, pelos preceitos estabelecidos no sistema democrático, é bom estarmos atentos às esmolas oferecidas. Se forem muitas, façam como o santo, desconfiem e não votem no benfeitor. Simples assim.

Dito isso, me associo àqueles que torcem para que, diante da urna eletrônica, ninguém pense e aja como pau mandado. Como a pátria de todos, o Brasil espera que cada um de nós vote certo no candidato certo, isto é, naquele que quer o bem da nação e depois, bem depois, da própria família, dos amigos e dos aliados de copa e cozinha. O voto é coisa séria. Por isso, mesmo sozinho, vote de acordo com seus princípios, de modo a sempre ter a certeza de que ele (o voto) jamais será perdido.

Como as eleições de 2026 têm revelado muito mais sobre pessoas do que sobre candidatos, é bom que pelo menos o eleitor brasileiro desconfie que quem ganha não é quem vence, mas quem vota com inteligência. O cidadão que não assume a responsabilidade ao escolher seus candidatos transforma o resultado do pleito presidencial numa verdadeira e perigosa roleta russa. Para que raciocinemos diante da urna eletrônica, vale repetir uma célebre frase do ex-presidente norte-americano Theodore Roosevelt. Segundo ele, um voto é como um rifle: sua utilidade depende do caráter de quem o usa. Que a democracia e a esperança vençam o ódio. E que o amor e igualdade prevaleçam sobre os medos e, principalmente, sobre a desesperança dos derrotados.

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Armando Cardoso é presidente do Conselho Editorial de Notibras

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