O Morumbi vestiu vermelho, branco e preto nas arquibancadas, mas quem mandou no gramado foi um camisa 9 de branco e preto. Gabigol marcou duas vezes e comandou a vitória de virada do Santos por 2 a 1 sobre o São Paulo, na noite de sexta-feira, 2, em partida atrasada da 21ª rodada do Campeonato Brasileiro.
Diante de 43.398 pagantes, o Tricolor começou melhor, pressionou, criou oportunidades e obrigou Diógenes a trabalhar desde os primeiros minutos. Mas futebol não se mede apenas pela quantidade de vezes que se chega à área adversária. Também se mede pela capacidade de transformar oportunidades em gols. E nisso o Santos foi cirúrgico.
O São Paulo abriu o placar aos 34 minutos do primeiro tempo. Luciano cobrou pênalti e colocou os donos da casa na frente. A comemoração tricolor, porém, praticamente não teve tempo de terminar. Um minuto depois, Escobar cruzou para a área e Gabigol apareceu para deixar tudo igual. Foi uma resposta fulminante do Peixe: 1 a 1.
O segundo tempo trouxe uma atração especial para o torcedor santista. Philippe Coutinho, recém-chegado ao clube e depois de quase oito meses sem disputar uma partida oficial, entrou em campo para fazer sua estreia.
E não demorou para deixar a marca, porque já aos oito minutos, Coutinho recebeu no meio, girou e encontrou Everton Cebolinha avançando. Cebolinha acionou Gabigol, que invadiu a área, livrou-se da marcação e bateu para fazer 2 a 1. Era a virada e também a confirmação de que a noite tinha dono.
Gabigol voltou a ser protagonista justamente em um clássico. O atacante atravessa excelente momento: chegou ao confronto acumulando gols e assistências nas últimas partidas e, diante do São Paulo, acrescentou mais dois gols à conta.
Se Gabigol resolveu na frente, Diógenes tratou de garantir atrás. O São Paulo partiu para cima em busca do empate e aumentou consideravelmente a pressão. Os números ajudam a mostrar o tamanho da insistência tricolor: foram 20 finalizações contra nove do Santos e 14 escanteios contra apenas um do Peixe.
Nada disso, entretanto, mudou o placar. Na reta final, Diógenes transformou-se numa muralha. Aos 43 minutos, Artur fez bela jogada, abriu espaço e bateu colocado. O goleiro santista conseguiu desviar.
Já nos acréscimos, Danielzinho teve outra grande oportunidade. Mais uma vez Diógenes apareceu para impedir o empate e assegurar os três pontos.
Quando o árbitro encerrou a partida, o placar dizia muito sobre a eficiência das duas equipes: São Paulo 1, Santos 2.
Peixe nada para cima
O resultado confirmou a arrancada santista no Campeonato Brasileiro. O Santos chegou à quinta vitória consecutiva na competição, sequência que não alcançava desde 2019. Além disso, o triunfo no Morumbi encerrou um incômodo jejum santista diante do rival em sua casa pelo Brasileirão.
Com a vitória, o Peixe chegou a 41 pontos e assumiu a sétima colocação, aproximando-se da zona de classificação para a Libertadores. O São Paulo permaneceu com 36 pontos, na 11ª posição.
Para o Tricolor, ficou a frustração de ter pressionado, finalizado mais e criado oportunidades sem conseguir transformar o domínio territorial em resultado. Para o Santos, ficou uma noite para guardar, com a estreia de Coutinho estreou, Diógenes fechando o gol e a equipe conquistando a quinta vitória consecutiva.
Mas os holofotes terminaram mesmo apontados para Gabigol. Em território tricolor, o camisa 9 precisou de dois golpes certeiros para transformar o Morumbi em palco de uma festa santista.
Próximos jogos
O São Paulo volta a campo na quarta-feira, 7, quando enfrenta o Cruzeiro, às 21h30, no Mineirão.
O Santos terá pela frente um desafio ainda maior. Na quinta-feira, 8, recebe o Flamengo, às 19h30, na Vila Belmiro, tentando transformar a arrancada das últimas rodadas em combustível para entrar definitivamente na briga pelas primeiras posições do Brasileirão.

