A composição da Câmara Legislativa eleita no domingo começa a produzir uma discussão que vai além dos nomes vencedores.
Dezessete dos 24 deputados distritais foram reeleitos, e a nova Casa terá maioria formada por partidos de centro e direita, embora algumas das maiores votações individuais tenham vindo da esquerda.
A combinação é politicamente importante porque Celina chega ao segundo turno cercada por uma rede parlamentar numericamente mais ampla, enquanto Grass teria, caso eleito, de construir pontes com uma Câmara cuja composição partidária não reproduz o campo político de sua candidatura.
Isso não significa maioria automática nem comportamento parlamentar previamente definido. A história política do DF mostra que as bases legislativas costumam ser formadas também por relações entre Executivo, bancadas e interesses locais, e não apenas pela posição ideológica das legendas.

