Polícia prende em flagrante homem suspeito de duplo homicídio em Ceilândia

Redação
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Carolina Paiva, Edição - Foto Divulgação

A Polícia Civil, por meio da 15ª Delegacia de Polícia (Ceilândia), realizou neste domingo (11), a Operação Kótos, que resultou na prisão em flagrante de João Victor Rodrigues Alves de Oliveira, de 22 anos, suspeito de cometer um duplo homicídio ocorrido durante a madrugada, na QNM 22, em Ceilândia/DF.

As vítimas foram identificadas como Larissa Rodrigues de Paula, de 24 anos, e Arlandson de Sousa Alves, de 34 anos. Ambos foram encontrados mortos no interior de uma residência. O crime teria ocorrido por volta das 2h50.

Assim que tomou conhecimento dos fatos, a equipe da 15ª DP iniciou uma investigação ininterrupta, realizando diligências para identificar o responsável pelos homicídios.

Durante as investigações, foram ouvidas mais de oito testemunhas, além da análise de imagens de câmeras de segurança, conversas e outras informações. O trabalho permitiu identificar o principal suspeito poucas horas após a descoberta dos corpos.

Os policiais descobriram que o suspeito possuía um histórico de conflitos com Arlandson. Segundo os depoimentos, a vítima havia intervindo anteriormente para defender a companheira do investigado, que sofria episódios de violência doméstica.

João Victor já havia sido preso em flagrante duas vezes em 2026, nos meses de março e setembro, por crimes praticados contra sua companheira. Ele também era investigado por possível descumprimento de medida protetiva de urgência.

As testemunhas relataram que, em setembro, o suspeito teria ameaçado Arlandson de morte, chegando a entrar em sua residência portando uma arma de fogo.

As ameaças foram tão graves que Arlandson decidiu deixar o imóvel e passou a morar com familiares, retornando apenas depois de saber que João Victor havia sido preso e não residia mais no local.

Outro fato descoberto pelos investigadores foi que, mesmo depois de deixar o imóvel, João Victor continuava com as chaves do lote, mantendo acesso ao local onde os corpos foram encontrados.

Com a identificação do suspeito, os policiais civis da 15ª DP intensificaram as buscas para localizá-lo. Por volta das 16h, ao saber que estava sendo procurado, João Victor compareceu à delegacia.

Durante seu interrogatório, ele negou envolvimento nos homicídios e apresentou uma versão alternativa dos acontecimentos. Entretanto, os policiais identificaram contradições entre suas declarações e os relatos das testemunhas, além de informações que não confirmavam integralmente sua versão.

Diante dos elementos reunidos ao longo das investigações, João Victor foi preso em flagrante, suspeito de cometer os dois homicídios qualificados por motivo torpe e mediante recurso que dificultou a defesa das vítimas.

A prisão ocorreu, após um trabalho contínuo da 15ª DP, que reuniu informações, ouviu testemunhas e identificou o principal suspeito em poucas horas.

O crime de homicídio qualificado prevê pena de 12 a 30 anos de reclusão para cada homicídio, em caso de condenação.

O nome Operação Kótos tem origem no grego antigo e significa rancor persistente ou ressentimento associado ao desejo de vingança. A denominação faz referência à possível motivação do duplo homicídio, que, segundo a principal linha de investigação, estaria relacionado a ameaças e desavenças anteriores entre o suspeito e uma das vítimas, após esta ter intervindo em defesa da companheira do investigado.

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