Flávio abre dois pontos sobre Lula na véspera da eleição, aponta Datafolha

Redação
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Marta Nobre - Foto Reprodução/TV Globo

A corrida presidencial chega à reta final com o coração dos candidatos batendo mais forte e os nervos das campanhas à flor da pele. Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado, 24, véspera do segundo turno, coloca o senador Flávio Bolsonaro (PL) novamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O parlamentar registra 51% dos votos válidos, contra 49% do petista, uma diferença de dois pontos percentuais que, embora represente vantagem numérica para o candidato do PL, mantém a disputa em empate técnico.

O levantamento, cuja margem de erro é de dois pontos percentuais, reforça a perspectiva de uma eleição decidida voto a voto. Não há, portanto, espaço para comemorações antecipadas. Flávio pode até enxergar uma avenida aberta em direção ao Palácio do Planalto, mas Lula continua na pista, acelerando para impedir que o adversário cruze primeiro a linha de chegada.

A fotografia eleitoral divulgada pelo Datafolha indica uma disputa marcada pelo equilíbrio. Na pesquisa anterior, apresentada na quinta-feira, 22, os dois candidatos apareciam com 50% dos votos válidos. Agora, Flávio ganha um ponto percentual, enquanto Lula perde um. A oscilação, porém, está dentro da margem de erro e não permite afirmar que houve uma mudança estatisticamente significativa na preferência do eleitorado.

Ainda assim, a vantagem numérica oferece combustível político à campanha bolsonarista, que tenta transformar a reta final numa demonstração de força. Do outro lado, os petistas apostam na mobilização de suas bases tradicionais e na capacidade de Lula de reagir quando a disputa parece escapar de suas mãos.

O cenário lembra uma briga de foice dentro de um elevador: não há espaço para recuar, tampouco para movimentos em falso. Cada voto conquistado pode representar um passo em direção à vitória, enquanto qualquer deslize pode custar quatro anos longe do comando do país.

A diferença de dois pontos também revela o tamanho do desafio que espera os dois candidatos neste domingo, 25. Flávio precisa transformar a liderança numérica das pesquisas em votos efetivos nas urnas. Lula, por sua vez, precisa demonstrar que ainda dispõe de reservas eleitorais suficientes para ultrapassar o adversário na hora decisiva.

A batalha, que começou com discursos inflamados, ataques recíprocos e uma polarização que dividiu famílias, amizades e até mesas de bar, termina sob o signo da incerteza. Os dois lados chegam ao último dia de campanha conscientes de que a vitória não está garantida.

Para Flávio Bolsonaro, os números representam um sinal favorável na tentativa de chegar à Presidência. Para Lula, funcionam como advertência de que a permanência no Planalto depende de uma reação nas urnas.

No fim das contas, a pesquisa aponta uma vantagem, mas não proclama vencedor. A palavra definitiva pertence aos eleitores, que neste domingo terão a responsabilidade de escolher quem governará o Brasil pelos próximos quatro anos.

Até lá, Flávio pode dormir embalado pelos dois pontos de vantagem. Lula, certamente, não encontrará motivos para uma noite tranquila. Porque, quando a diferença cabe na margem de erro, o único resultado que realmente importa é aquele que sairá das urnas.

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Marta Nobre é Editora Executiva de Notibras

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