Apesar do Congresso hostil,  Lula tem tudo para fazer o Brasil avançar

Redação
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Sonja Tavares - Foto Lula Marques

No ápice de minha melhor versão como ser humano, cheguei à idade superior com um único objetivo: ser feliz nos dias ensolarados, sorrir nos nublados e pensar nos chuvosos. Se nada disso for possível, dou três pulinhos e sigo em frente. Afinal, ainda que tenha conseguido eleger meu malvado favorito para o Palácio do Planalto, não pude evitar a eleição de fanáticos, extremistas, reacionários, déspotas e autocráticos amalucados para governos estaduais e, principalmente, para o Congresso Nacional.

Apesar do desgosto e da preocupação com o futuro da nação, por enquanto o mais importante é ser feliz. Vou à luta, pois aprendi com os sábios que, mais cedo ou mais tarde, a sociedade sempre acaba vencendo, mesmo ante a inércia ou antagonismo do Estado. Como disse Ulysses Guimarães, o Senhor Diretas Já, em um de seus brilhantes e históricos discursos, “A história nos desafia para grandes serviços. Ela nos consagrará se o fizermos e nos repudiará se desertarmos”.

Portanto, resta canalizar energia e continuar andando em frente, pois atrás vem uma multidão em busca do que a Pátria Amada pode oferecer com mais quatro anos de Lula da Silva. Infelizmente, no Congresso de 2027 a tese majoritária deve permanecer a mesma. Servir? Jamais! Se servir? Sempre! Digo isso porque, até a vitória do progressismo, no Brasil de 2026 mais interessante do que avaliar a economia, os números do desemprego e os da inflação era ouvir de alguns que o governo posto está fazendo tudo errado e que, portanto, devia ser eleito o que prometia fazer tudo diferente.

Ou seja, às favas com as ideias e com os projetos futuros. Venceu quem melhor convenceu. Venceu quem deu um fim ao indesejado, extremado e quase perenizado estágio da política brasileira, cuja consequência foi o pior Congresso da história nacional. Uma pena, mas a perspectiva é de que o próximo seja ainda mais danoso. Considerando todas as máximas bíblicas e a expectativa criada pelos passionalmente eleitos em 4 de outubro, rogo para que, independentemente das preferências ideológicas, Deus se apiede do povo, da Pátria e de sua Constituição.

Que todos os santos e todas as almas se unam em nome da história, da geografia, da esperança e de dias melhores para o país. Foi triste e desalentador ver o próprio chicoteado produzir o chicote com o qual seria açoitado. Como a escolha é questão de livre-arbítrio, teríamos de aceitá-la e torcer para que alguém de bom coração conseguisse exorcizar a maldição da injustiça social. O enviado de Deus estava e permaneceu entre nós. Que bom que as preces dos eleitores do bem foram ouvidas.

Apesar do apodrecimento antecipado do Congresso, pelo menos restou a confiança na democracia plena e a certeza de que eu e milhões de brasileiros teremos liberdade e paz para esperarmos as tardes de domingo dos próximos quatro anos, quando, nas arquibancadas do Maracanã, torceremos sem amarras pelos times dos quais somos fãs. Sintetizando o que penso, governar com um Congresso com forte presença da oposição será um desafio para o presidente reeleito. Nada que a força e a vontade do povo não consigam alterar. Ou seja, se depender da participação popular, Lula tem tudo para fazer o melhor governo da história do Brasil. Só os loucos, mercenários e apostadores do caos não acreditam. Azar o deles.

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Sonja Tavares é Editora de Política de Notibras

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