Visão do Lula 4 ajudou democratas a devolverem Trump ao pó da Flórida

Redação
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Arimathéia Martins - Foto Rafa Neddermeyer

A exemplo do Brasil, onde os jovens, velhos, nordestinos e eleitores com alguma deficiência se levantaram contra o clã Bolsonaro, o eleitorado norte-americano ressurgiu das cinzas democratas e devolveu ao pó o todo poderoso republicano Donald Trump. Acalentador para o mundo menos raivoso, o resultado tirou a força de extremistas que sonhavam dominar o planeta, silenciou a América que se imaginou marchando unida à direita e varreu para debaixo do tapete aqueles que vivem e lucram com as guerras.

Reprovado nas ruas, nas pesquisas e nas urnas, o presidente dos Estados Unidos, quem diria, berrou, esperneou, deportou, tarifou, matou, esfolou, mas, apesar da plumagem de lorde, nadou, nadou e morreu na praia, mais precisamente no Piscinão de Long Beach, na Califórnia, onde as ondas costumam arrebentar nas casas. Como derrotado, talvez já pense em se refugiar ou voltar ao pó em Palm Beach, na Flórida, onde se fixou desde 2019. Sem os votos dos imigrantes, notadamente dos latinos, Trump perdeu a eleição com apoio explícito do “Explode” brasileiro”, grito de guerra que garantiu ao Brasil dos verdadeiros patriotas o Lula 4.

O agradecimento foi ao vivo e em cores e partiu de Isaiah Martin, criador de conteúdo e ativista do Partido Democrata. Por meio das redes sociais, dos jornais e das emissoras de TV, Isaiah agradeceu ao Brasil por mostrar ao partido o caminho da vitória. Além de acachapante e histórica em alguns dos 50 estados dos EUA, a derrota política de Donald nas eleições legislativas significou para determinados segmentos o resgate da dignidade em um país governado por uma equipe racista, xenófoba e preconceituosa.

Venceu a perseverança dos que não se renderam aos desmandos de Donald Trump e de Marco Rubio, entre outros. Por mais que não queiramos associar a política do Brasil com a dos EUA, o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva venceu mais uma disputa sem a necessidade de dar um grito sequer. Na verdade, o silêncio de Lula vem ecoando de modo ensurdecedor em todos os cômodos da Casa Branca e, agora, na fachada da Casa Rosada, sede do governo da Argentina.

E não é somente Lula, eleito o novo grande líder da América Latina, que Trump terá de engolir. Para quem sempre se achou acima do bem e do mal, ele perdeu a maioria nas duas casas do Congresso norte-americano e ainda será lembrado diariamente pelos republicanos a respeito de sua empáfia, uma das razões que levaram os democratas a quebrar tabus inquebráveis, elegendo sete brasileiros para mandatos estaduais, uma governadora e um governador negros, uma governadora indígena, um senador gay, um senador muçulmano e um Talarico, primeiro senador democrata eleito pelo Texas desde 1988.

Se estivesse participando de uma prova do Enem, eu diria que o líder dos republicanos gabaritou. Verde, amarela, roxa ou azul, a onda americana que recolocou Donald Trump no topo da insignificância assustou os bolsonaristas fujões, entre eles o senador Flávio Bolsonaro, os ex-deputados federais Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem, o blogueiro e influenciador Allan dos Santos, o parasita Paulo Figueiredo e o advogado de todas as maracutaias Willer Tomaz. Como a decisão sobre a permanência deles envolve órgãos do Executivo, como o Departamento de Estado, chefiado por Marco Rubio, por enquanto todos estão seguros.

O problema começará a ser sentido no dia 7 de novembro de 2028, data das eleições presidenciais dos EUA. A menos que os eleitores americanos emburreçam novamente, os democratas devem manter a força eleitoral. Isso quer dizer que um deles voltará a ocupar a cadeira principal da Casa Branca em janeiro de 2029. Tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, o resultado eleitoral provou que o princípio do futuro é a democracia. Contra os falsos democratas, ela não corre, mas sempre chega segura ao objetivo. Explode coração!

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