Bola de neve do BRB pode derreter com demissões e a venda de fatias

Redação
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João Zisman, Foto de Arquivo

O Banco de Brasília discute a implantação de um Programa de Desligamento Voluntário que poderá reduzir seu quadro de empregados em aproximadamente 15%. O programa poderá alcançar até 500 dos 3.532 funcionários concursados da instituição.

A medida está sendo considerada para dezembro e poderá priorizar profissionais com pelo menos 38 anos de idade e 20 anos de carreira.

O programa integra as alternativas de reorganização do banco depois das operações investigadas envolvendo o Banco Master. A eventual implantação dependerá das decisões administrativas e das condições estabelecidas pela instituição.

A possibilidade de venda do controle acionário do BRB voltou a ser considerada e a federalização também aparece entre as alternativas discutidas para enfrentar as dificuldades financeiras.

O Governo do Distrito Federal controla 53,71% do capital do banco e busca uma solução que permita preservar suas atividades. As negociações para obtenção de até R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos enfrentam dificuldades.

A venda de aproximadamente R$ 14 bilhões em ativos contribuiu para melhorar a liquidez, mas não eliminou a necessidade de recomposição de capital.

A governadora Celina Leão tem defendido uma solução financeira para a instituição. É importante distinguir as alternativas em discussão de decisões efetivamente tomadas. Não existe, nas informações divulgadas, confirmação de privatização ou federalização.

O futuro do BRB envolve questões que vão além de seu balanço financeiro. O banco participa de operações de crédito, serviços bancários, financiamento de atividades econômicas e programas relacionados à administração pública.

Uma eventual mudança de controle exigiria avaliação de consequências patrimoniais, administrativas e econômicas.

Também seria necessário considerar os interesses dos empregados, dos clientes e do acionista controlador. A recuperação da capacidade financeira permanece como questão central, independentemente do modelo institucional que venha a ser adotado.

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