{"id":4032,"date":"2026-09-15T07:59:11","date_gmt":"2026-09-15T10:59:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/portal\/?p=4032"},"modified":"2026-09-15T11:01:18","modified_gmt":"2026-09-15T14:01:18","slug":"dobrar-investimentos-pode-zerar-deficit-em-infraestrutura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/portal\/brasil\/dobrar-investimentos-pode-zerar-deficit-em-infraestrutura\/","title":{"rendered":"Dobrar investimentos pode zerar d\u00e9ficit em infraestrutura"},"content":{"rendered":"<p>O Brasil precisa mais que dobrar os investimentos em infraestrutura para reduzir o d\u00e9ficit hist\u00f3rico do setor e se aproximar dos padr\u00f5es internacionais. \u00c9 o que aponta o estudo Financiamento dos Investimentos em Infraestrutura no Brasil, da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI), que prop\u00f5e um novo regime de financiamento para ampliar a participa\u00e7\u00e3o do capital privado e sustentar projetos de longo prazo.<\/p>\n<p>Em 2024, foram investidos R$ 266,8 bilh\u00f5es em infraestrutura, equivalentes a 2,27% do PIB. Segundo a CNI, o pa\u00eds precisaria elevar esse patamar para 4,65% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 550 bilh\u00f5es por ano, e mant\u00ea-lo por pelo menos duas d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>Do total investido em 2024:<\/p>\n<p>R$ 188,1 bilh\u00f5es (70,5%) vieram do setor privado;<br \/>\nR$ 78,6 bilh\u00f5es foram investimentos p\u00fablicos;<\/p>\n<p>Estados e munic\u00edpios responderam pela maior parte dos aportes p\u00fablicos.<\/p>\n<p><strong>Novo modelo<\/strong><br \/>\nPara a CNI, nenhuma fonte de recursos, isoladamente, \u00e9 capaz de atender \u00e0s necessidades do pa\u00eds. O novo regime deveria combinar recursos p\u00fablicos e privados, ampliar o mercado de capitais e criar condi\u00e7\u00f5es para investimentos de longo prazo.<\/p>\n<p>Em nota, o presidente da CNI, Ricardo Alban, defende estabilidade econ\u00f4mica e institucional para atrair capital.<\/p>\n<p>\u201cO Brasil precisa de responsabilidade fiscal, institui\u00e7\u00f5es s\u00f3lidas e seguran\u00e7a jur\u00eddica para criar condi\u00e7\u00f5es de mobilizar mais recursos privados para o setor de infraestrutura, sem abrir m\u00e3o do papel estrat\u00e9gico dos investimentos p\u00fablicos\u201d, ressalta.<\/p>\n<p>Alban tamb\u00e9m defende uma estrat\u00e9gia de Estado para garantir continuidade aos projetos. Segundo ele, a moderniza\u00e7\u00e3o da infraestrutura demanda esfor\u00e7o cont\u00ednuo, sistem\u00e1tico e de longo prazo, com uma pol\u00edtica de Estado, conduzida por diversos governos.<\/p>\n<p><strong>Fontes privadas<\/strong><br \/>\nO estudo mostra uma mudan\u00e7a na composi\u00e7\u00e3o do financiamento da infraestrutura de 2010 a 2024. Em valores atualizados para 2024, as fontes privadas passaram de uma m\u00e9dia de R$ 88,6 bilh\u00f5es no per\u00edodo de 2010 a 2014 para R$ 184,5 bilh\u00f5es em 2024.<\/p>\n<p>No mesmo intervalo, os recursos p\u00fablicos recuaram de R$ 208,5 bilh\u00f5es para R$ 107 bilh\u00f5es. As institui\u00e7\u00f5es multilaterais responderam por R$ 8,4 bilh\u00f5es em 2024.<\/p>\n<p>Na \u00faltima d\u00e9cada, houve uma mudan\u00e7a estrutural no financiamento da infraestrutura brasileira. A participa\u00e7\u00e3o das fontes privadas passou de 29,3%, entre 2010 e 2014, para 61,5% em 2024.<\/p>\n<p><strong>Medidas propostas<\/strong><br \/>\nA CNI aponta que o novo regime deve incluir:<\/p>\n<p>estabilidade macroecon\u00f4mica e fiscal, para reduzir riscos e o custo do capital;<br \/>\nfortalecimento do mercado de capitais, com mais investidores institucionais;<br \/>\nexpans\u00e3o do cr\u00e9dito privado, com modelos que distribuam riscos de forma mais eficiente;<br \/>\ncarteira maior de projetos estruturados para concess\u00f5es e parcerias;<br \/>\nseguran\u00e7a jur\u00eddica e previsibilidade regulat\u00f3ria; e<br \/>\nautonomia t\u00e9cnica das ag\u00eancias reguladoras.<\/p>\n<p>O estudo tamb\u00e9m destaca o papel do Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES) e de outras institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas de desenvolvimento na redu\u00e7\u00e3o de riscos, estrutura\u00e7\u00e3o de projetos e mobiliza\u00e7\u00e3o de capital privado.<\/p>\n<p><strong>Li\u00e7\u00f5es externas<\/strong><br \/>\nA an\u00e1lise re\u00fane experi\u00eancias de Reino Unido, Chile, Austr\u00e1lia, M\u00e9xico, Espanha, \u00cdndia e Fran\u00e7a. Apesar das diferen\u00e7as entre os modelos, a CNI identifica fatores comuns nos pa\u00edses que conseguiram ampliar a capacidade de financiamento da infraestrutura: estabilidade econ\u00f4mica, institui\u00e7\u00f5es confi\u00e1veis, previsibilidade regulat\u00f3ria, mercado de capitais desenvolvido e instrumentos de longo prazo.<\/p>\n<p>Segundo a CNI, os recursos p\u00fablicos devem atuar de forma estrat\u00e9gica para atrair investimentos privados. Pela sugest\u00e3o da entidade, o investimento p\u00fablico continuar\u00e1 sendo fundamental, mas o pa\u00eds precisa avan\u00e7ar para um modelo em que esses recursos tenham maior capacidade de mobilizar capital privado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil precisa mais que dobrar os investimentos em infraestrutura para reduzir o d\u00e9ficit hist\u00f3rico do setor e se aproximar dos padr\u00f5es internacionais. \u00c9 o que aponta o estudo Financiamento dos Investimentos em Infraestrutura no Brasil, da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI), que prop\u00f5e um novo regime de financiamento para ampliar a participa\u00e7\u00e3o do capital [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4035,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"tmauthors":[27],"class_list":["post-4032","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-brasil"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4032","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4032"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4032\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4036,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4032\/revisions\/4036"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4035"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4032"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4032"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4032"},{"taxonomy":"tmauthors","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tmauthors?post=4032"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}