{"id":4509,"date":"2026-09-20T04:00:20","date_gmt":"2026-09-20T07:00:20","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/portal\/?p=4509"},"modified":"2026-09-20T05:27:03","modified_gmt":"2026-09-20T08:27:03","slug":"saiba-como-proteger-seu-pet-da-sarna-de-ouvido","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/portal\/leitura-vip\/saiba-como-proteger-seu-pet-da-sarna-de-ouvido\/","title":{"rendered":"Saiba como proteger seu pet da sarna de ouvido"},"content":{"rendered":"<p>Um problema muito comum, altamente contagioso e que tira o sono de c\u00e3es e gatos atende pelo nome cient\u00edfico de sarna otod\u00e9cica. Popularmente conhecida como sarna de ouvido ou otoacar\u00edase, essa infec\u00e7\u00e3o parasit\u00e1ria afeta o conduto auditivo dos animais. Apesar de n\u00e3o ser considerada uma doen\u00e7a de extrema gravidade, ela gera um inc\u00f4modo profundo e prejudica gravemente o bem-estar e a qualidade de vida dos animais de estima\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O grande vil\u00e3o dessa hist\u00f3ria \u00e9 o <em>Otodectes cynotis<\/em>, um \u00e1caro microsc\u00f3pico que escolhe o ouvido dos pets como morada. Diferente de outros parasitas que cavam t\u00faneis sob a pele, esse tipo de \u00e1caro se espalha pela superf\u00edcie do conduto auditivo. Ele passa todo o seu ciclo de vida ali dentro, alimentando-se ativamente de restos de pele, sangue e linfa do hospedeiro, o que gera uma rea\u00e7\u00e3o inflamat\u00f3ria severa.<\/p>\n<p>Por ser extremamente ativo e agitado, o parasita provoca uma coceira praticamente insuport\u00e1vel no animal. Esse movimento constante lesiona a pele sens\u00edvel da regi\u00e3o e estimula as gl\u00e2ndulas a produzirem cer\u00famen em excesso. O resultado \u00e9 o surgimento de placas escuras, com aspecto que lembra borra de caf\u00e9, acompanhadas por um odor forte e muito desagrad\u00e1vel na orelha do pet.<\/p>\n<p>Embora o \u00e1caro seja microsc\u00f3pico, quando a infesta\u00e7\u00e3o est\u00e1 muito avan\u00e7ada \u00e9 poss\u00edvel observar pequenas estruturas esbranqui\u00e7adas se mexendo em meio \u00e0 sujeira. A transmiss\u00e3o acontece de forma r\u00e1pida e direta, bastando o contato pr\u00f3ximo entre um animal contaminado e um saud\u00e1vel. O cont\u00e1gio tamb\u00e9m ocorre por vias indiretas, como o compartilhamento de caminhas, cobertores, comedouros e brinquedos.<\/p>\n<p>Casas com m\u00faltiplos pets ou abrigos de animais s\u00e3o os locais mais prop\u00edcios para surtos da doen\u00e7a. Gatos costumam manifestar o problema de forma ainda mais intensa, sendo a sarna respons\u00e1vel por metade dos casos de otite na esp\u00e9cie. C\u00e3es filhotes ou animais que j\u00e1 est\u00e3o debilitados por desnutri\u00e7\u00e3o e outras doen\u00e7as tamb\u00e9m s\u00e3o alvos f\u00e1ceis e tendem a desenvolver quadros mais severos.<\/p>\n<p>Uma d\u00favida muito frequente entre os tutores \u00e9 se a sarna de ouvido pode passar para os seres humanos. A resposta trar\u00e1 al\u00edvio: o cont\u00e1gio em humanos \u00e9 extremamente raro, pois o \u00e1caro n\u00e3o consegue se reproduzir na nossa pele. No m\u00e1ximo, o contato direto e prolongado com o pet infectado pode causar uma dermatite leve e tempor\u00e1ria na pessoa, caracterizada por coceira, que costuma sumir sozinha sem a necessidade de tratamentos complexos.<\/p>\n<p>O sinal de alerta mais claro para o tutor \u00e9 o comportamento do pet, que passa a chacoalhar a cabe\u00e7a repetidamente e a co\u00e7ar a regi\u00e3o com as patas traseiras. O desespero para aliviar o inc\u00f4modo faz com que o animal esfregue as orelhas no ch\u00e3o ou nas paredes. Esse ato cont\u00ednuo cria feridas e crostas ao redor das orelhas e no pesco\u00e7o, abrindo portas para infec\u00e7\u00f5es secund\u00e1rias por bact\u00e9rias ou fungos.<\/p>\n<p>Em casos cr\u00f4nicos e sem tratamento, o chacoalhar violento da cabe\u00e7a pode romper vasos sangu\u00edneos internos da orelha. Isso causa o chamado otohematoma, uma complica\u00e7\u00e3o em que a cartilagem da orelha fica inchada e cheia de sangue, exigindo corre\u00e7\u00e3o cir\u00fargica. Infelizmente, a maioria dos tutores s\u00f3 percebe o problema quando a infesta\u00e7\u00e3o j\u00e1 est\u00e1 avan\u00e7ada e surgem essas les\u00f5es maiores, refor\u00e7ando a import\u00e2ncia de consultas veterin\u00e1rias peri\u00f3dicas.<\/p>\n<p>Ao notar os primeiros sintomas de coceira, o tutor deve agendar uma consulta e evitar um erro muito comum: limpar as orelhas do animal antes de lev\u00e1-lo ao veterin\u00e1rio. Remover a sujeira de casa dificulta a visualiza\u00e7\u00e3o do \u00e1caro pelo profissional, atrapalhando o diagn\u00f3stico. No consult\u00f3rio, o especialista recolhe uma amostra da cera com um swab e, com o uso de microsc\u00f3pio ou otosc\u00f3pio, confirma a presen\u00e7a dos parasitas vivos se movimentando.<\/p>\n<p>O tratamento pode durar at\u00e9 um m\u00eas e exige disciplina, combinando o uso de antiparasit\u00e1rios sist\u00eamicos com medicamentos t\u00f3picos para aliviar a inflama\u00e7\u00e3o. A higieniza\u00e7\u00e3o adequada do conduto auditivo \u00e9 a grande chave para o sucesso do processo. O ac\u00famulo de cer\u00famen impede que os rem\u00e9dios cheguem at\u00e9 a pele para eliminar os \u00e1caros, al\u00e9m de favorecer a prolifera\u00e7\u00e3o de outros microrganismos nocivos.<\/p>\n<p>Para realizar a limpeza correta, o tutor deve aplicar o produto espec\u00edfico recomendado pelo veterin\u00e1rio e massagear bem a base da orelha. Ap\u00f3s aguardar de 10 a 15 minutos para amolecer as placas de cera, deve-se remover a sujeira de dentro para fora usando apenas algod\u00e3o e o pr\u00f3prio dedo. O foco deve ser a parte externa e vis\u00edvel do ouvido, sem pressionar a regi\u00e3o e sem utilizar pin\u00e7as ou hastes flex\u00edveis, que oferecem risco de perfura\u00e7\u00e3o do t\u00edmpano.<\/p>\n<p>Por fim, os cuidados precisam ser estendidos para al\u00e9m do pet doente. Como o \u00e1caro \u00e9 altamente contagioso, se houver outros c\u00e3es ou gatos na casa, todos devem receber o tratamento antiparasit\u00e1rio simultaneamente, mesmo que n\u00e3o apresentem sintomas. Em paralelo, \u00e9 indispens\u00e1vel lavar caminhas, tapetes e brinquedos com \u00e1gua quente e desinfetante para eliminar os parasitas do ambiente e garantir que o pet fique totalmente livre do problema.<\/p>\n<p><strong>\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Instagram:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/leoobernar\">@leoobernar<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um problema muito comum, altamente contagioso e que tira o sono de c\u00e3es e gatos atende pelo nome cient\u00edfico de sarna otod\u00e9cica. Popularmente conhecida como sarna de ouvido ou otoacar\u00edase, essa infec\u00e7\u00e3o parasit\u00e1ria afeta o conduto auditivo dos animais. 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