{"id":6025,"date":"2026-10-03T19:32:21","date_gmt":"2026-10-03T22:32:21","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/portal\/?p=6025"},"modified":"2026-10-03T20:00:52","modified_gmt":"2026-10-03T23:00:52","slug":"soberanas-vencem-brabas-acabam-com-hegemonia-e-pintam-brasil-de-tricolor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/portal\/esportes\/soberanas-vencem-brabas-acabam-com-hegemonia-e-pintam-brasil-de-tricolor\/","title":{"rendered":"Soberanas vencem Brabas, acabam com hegemonia e pintam Brasil de tricolor"},"content":{"rendered":"<p>As Brabas encontraram pela frente as Soberanas. E, depois de seis anos de dom\u00ednio quase absoluto do Corinthians, o futebol feminino brasileiro ganhou uma nova campe\u00e3. O S\u00e3o Paulo conquistou neste s\u00e1bado, 3, o Brasileir\u00e3o Feminino A1 de 2026, ao empatar por 1 a 1 com o rival no Morumbi e fazer valer a vantagem constru\u00edda na primeira partida da decis\u00e3o.<\/p>\n<p>A ta\u00e7a foi conquistada com 3 a 2 no placar agregado. Uma semana antes, as Soberanas haviam conseguido uma fa\u00e7anha na Neo Qu\u00edmica Arena: vit\u00f3ria de virada por 2 a 1, a primeira do S\u00e3o Paulo sobre o Corinthians no est\u00e1dio alvinegro. Bastava, portanto, n\u00e3o perder em casa. E n\u00e3o perdeu.<\/p>\n<p>O t\u00edtulo tem dimens\u00e3o ainda maior porque p\u00f5e fim a uma dinastia. O Corinthians chegava \u00e0 sua d\u00e9cima final consecutiva e perseguia o s\u00e9timo t\u00edtulo seguido do Brasileiro. Desde 2020, nenhuma advers\u00e1ria conseguia arrancar a coroa das Brabas. Coube justamente \u00e0s Soberanas interromper a sequ\u00eancia.<\/p>\n<p>O S\u00e3o Paulo come\u00e7ou a decis\u00e3o disposto a n\u00e3o administrar vantagem alguma. Aos 10 minutos, Aline Milene encontrou Bia Menezes, que avan\u00e7ou pela esquerda e bateu para o gol. A goleira Nicole n\u00e3o conseguiu evitar: 1 a 0 e explos\u00e3o tricolor no Morumbi.<\/p>\n<p>O Corinthians, por\u00e9m, n\u00e3o carregou durante tantos anos a condi\u00e7\u00e3o de maior pot\u00eancia do futebol feminino brasileiro por acaso. Reagiu rapidamente.<\/p>\n<p>Aos 18, Carlinha se atrapalhou na sa\u00edda de bola e Juliete aproveitou o presente para empatar. Era o combust\u00edvel de que as Brabas precisavam. O 1 a 1 ainda dava a ta\u00e7a ao S\u00e3o Paulo, mas um segundo gol corintiano levaria a decis\u00e3o para as penalidades e come\u00e7ou o sofrimento.<\/p>\n<p>O segundo tempo transformou a goleira s\u00e3o-paulina na grande personagem da final. O Corinthians cresceu, pressionou e teve a oportunidade que parecia capaz de mudar a hist\u00f3ria do campeonato. P\u00eanalti para as Brabas. Gabi Zanotti, uma das jogadoras mais experientes e importantes do time, colocou a bola na marca da cal.<\/p>\n<p>Era a chance da virada. Carlinha tinha diante de si tamb\u00e9m a possibilidade de apagar o erro cometido no gol de Juliete. Gabi bateu mas Carlinha defendeu.<\/p>\n<p>Em quest\u00e3o de minutos, a goleira atravessou os dois extremos que o futebol costuma reservar aos seus personagens. A falha que poderia persegui-la deu lugar \u00e0 defesa que ajudou a escrever seu nome na hist\u00f3ria do S\u00e3o Paulo. Em sua 231\u00aa partida pelo clube, tornou-se uma das protagonistas do primeiro t\u00edtulo brasileiro das Soberanas no formato atual da competi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Depois disso, o rel\u00f3gio passou a correr mais devagar para os tricolores e depressa demais para as corintianas. O Corinthians insistiu e o S\u00e3o Paulo resistiu at\u00e9 o apito final.<\/p>\n<p>N\u00e3o foi uma decis\u00e3o qualquer. 49.405 pessoas foram ao Morumbi. O n\u00famero estabeleceu novo recorde de p\u00fablico em partidas de clubes do futebol feminino no Brasil e, segundo registros da competi\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m na Am\u00e9rica do Sul.<\/p>\n<p>A marca anterior tamb\u00e9m pertencia a um S\u00e3o Paulo x Corinthians: 44.529 espectadores acompanharam a decis\u00e3o de 2024 na Neo Qu\u00edmica Arena.<\/p>\n<p>Dois anos depois, a hist\u00f3ria se inverteu. Naquela ocasi\u00e3o, o Corinthians ficou com a ta\u00e7a. Agora, diante de uma massa majoritariamente tricolor, foram as Soberanas que deram a volta ol\u00edmpica.<\/p>\n<p>Oficialmente, \u00e9 o primeiro t\u00edtulo do S\u00e3o Paulo no Brasileir\u00e3o Feminino no formato iniciado em 2013. H\u00e1 uma p\u00e1gina anterior nessa hist\u00f3ria: o clube conquistou uma competi\u00e7\u00e3o nacional em 1997, mas aquela disputa pertencia a outra estrutura do futebol feminino brasileiro.<\/p>\n<p>A conquista de 2026 tamb\u00e9m rende ao S\u00e3o Paulo R$ 2 milh\u00f5es em premia\u00e7\u00e3o, valor recorde pago ao campe\u00e3o. O Corinthians, vice, fica com R$ 1 milh\u00e3o. Os dois clubes est\u00e3o classificados para a Libertadores Feminina de 2027.<\/p>\n<p>Mas dinheiro e estat\u00edstica provavelmente ser\u00e3o detalhes na mem\u00f3ria de quem estava no Morumbi. Ficar\u00e3o a bola de Bia Menezes entrando no gol. A falha de Carlinha. O p\u00eanalti de Gabi Zanotti. A defesa da goleira. A press\u00e3o desesperada das Brabas. O rel\u00f3gio caminhando para o fim.<\/p>\n<p>E, finalmente, o apito. Por seis temporadas consecutivas, o Brasileir\u00e3o Feminino teve as cores do Corinthians. Neste s\u00e1bado, as Soberanas derrubaram as Brabas, quebraram a hegemonia e pintaram o Brasil de vermelho, branco e preto, com a coroa mudando de cabe\u00e7a.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As Brabas encontraram pela frente as Soberanas. E, depois de seis anos de dom\u00ednio quase absoluto do Corinthians, o futebol feminino brasileiro ganhou uma nova campe\u00e3. 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