{"id":6377,"date":"2026-10-07T15:08:10","date_gmt":"2026-10-07T18:08:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/portal\/?p=6377"},"modified":"2026-10-07T16:11:04","modified_gmt":"2026-10-07T19:11:04","slug":"moda-nao-tem-prazo-de-validade-e-alguma-coisa-finalmente-esta-mudando","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/portal\/mulher-vestir-e-viver\/moda-nao-tem-prazo-de-validade-e-alguma-coisa-finalmente-esta-mudando\/","title":{"rendered":"Moda n\u00e3o tem prazo de validade e alguma coisa finalmente est\u00e1 mudando"},"content":{"rendered":"<p>Mulheres de diferentes corpos e gera\u00e7\u00f5es conquistaram mais espa\u00e7o na publicidade, nas vitrines e, principalmente, na conversa sobre moda. O guarda-roupa come\u00e7a a refletir melhor aquilo que sempre esteve nas ruas: pessoas reais n\u00e3o s\u00e3o produzidas em tamanho \u00fanico.<\/p>\n<p>H\u00e1 mulheres baixas e altas, magras e gordas, com quadris largos, ombros estreitos, seios grandes ou pequenos. E h\u00e1 mulheres de 20 anos que adoram roupas cl\u00e1ssicas e senhoras de 70 que ficam magn\u00edficas usando jeans.<\/p>\n<p>Nenhuma etiqueta deveria ter autoridade para decidir quem pode ser elegante, porque roupa boa \u00e9 aquela que encontra a pessoa, e isso n\u00e3o significa abandonar crit\u00e9rios.<\/p>\n<p>Caimento continua importante. Propor\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m. Tecidos, cortes e comprimentos podem valorizar diferentes silhuetas, mas existe enorme diferen\u00e7a entre conhecer o pr\u00f3prio corpo e travar uma guerra contra ele.<\/p>\n<p>A roupa deveria trabalhar a favor de quem a veste, n\u00e3o o contr\u00e1rio. Quando uma mulher passa horas desconfort\u00e1vel apenas porque determinada pe\u00e7a est\u00e1 na moda, alguma coisa deu errado nessa rela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Moda pode sugerir, contudo, jamais deveria sentenciar. E h\u00e1 outro detalhe frequentemente esquecido: conforto tamb\u00e9m pode ser sofisticado.<\/p>\n<p>Um tecido agrad\u00e1vel, uma cintura que n\u00e3o aperta, um sapato no qual se consegue caminhar e uma pe\u00e7a que acompanha os movimentos podem produzir uma eleg\u00e2ncia muito maior do que qualquer figurino suportado com sofrimento.<\/p>\n<p>E quem disse que idade tem uniforme? Talvez uma das regras mais ultrapassadas seja aquela que determina como uma mulher deve se vestir depois de determinada idade.<\/p>\n<p>Envelhecer n\u00e3o obriga ningu\u00e9m a desaparecer dentro de roupas sem personalidade. Cabelos brancos podem acompanhar cores intensas. Rugas convivem perfeitamente com brincos grandes. Um vestido bonito n\u00e3o pede carteira de identidade antes de ser vestido.<\/p>\n<p>Naturalmente, gostos mudam, como o corpo e a vida. E justamente por isso o estilo pode amadurecer junto.<\/p>\n<p>A eleg\u00e2ncia de uma mulher de 60 ou 70 anos talvez esteja precisamente naquilo que uma jovem ainda est\u00e1 aprendendo: conhecer a si mesma. Depois de d\u00e9cadas experimentando cortes, cores, erros e acertos, chega uma fase em que o espelho pode deixar de ser tribunal.<\/p>\n<p>Torna-se c\u00famplice.. e no fim das contas, tend\u00eancias passam. A barra sobe, depois desce; a cal\u00e7a aperta e depois alarga; uma cor vira febre e meses depois desaparece das vitrines.<\/p>\n<p>Mas estilo \u00e9 diferente, porque fica. \u00c9 que a pe\u00e7a mais importante de qualquer guarda-roupa nunca esteve pendurada num cabide, mas na personalidade de quem a veste.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mulheres de diferentes corpos e gera\u00e7\u00f5es conquistaram mais espa\u00e7o na publicidade, nas vitrines e, principalmente, na conversa sobre moda. O guarda-roupa come\u00e7a a refletir melhor aquilo que sempre esteve nas ruas: pessoas reais n\u00e3o s\u00e3o produzidas em tamanho \u00fanico. 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