{"id":6753,"date":"2026-10-11T02:25:31","date_gmt":"2026-10-11T05:25:31","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/portal\/?p=6753"},"modified":"2026-10-11T09:26:53","modified_gmt":"2026-10-11T12:26:53","slug":"estudo-da-puc-sugere-melhorias-para-alertas-de-desastres-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/portal\/brasil\/estudo-da-puc-sugere-melhorias-para-alertas-de-desastres-no-brasil\/","title":{"rendered":"Estudo da PUC sugere melhorias para alertas de desastres no Brasil"},"content":{"rendered":"<p>Apenas 1,83% dos alertas de desastres disparados por SMS no pa\u00eds entre 2018 e 2023 continham todos os elementos considerados essenciais para uma comunica\u00e7\u00e3o eficaz, aponta o estudo Mensagens de alerta de desastres: desafios e oportunidades com base na experi\u00eancia do Brasil.<\/p>\n<p>Realizado pelos pesquisadores Murilo Noli da Fonseca e Luciene Pimentel da Silva, da Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Paran\u00e1 (PUCPR), o estudo analisou 73.701 mensagens enviadas por \u00f3rg\u00e3os de prote\u00e7\u00e3o e defesa civil do pa\u00eds, sobre o aspecto de efici\u00eancia das informa\u00e7\u00f5es distribu\u00eddas.<\/p>\n<p>O resultado apontou a aus\u00eancia de v\u00e1rios elementos necess\u00e1rios \u00e0 uma comunica\u00e7\u00e3o eficiente nas mensagens.<\/p>\n<p>\u201cAo receber uma mensagem, a pessoa precisa conseguir identificar se est\u00e1 em risco, entender o que est\u00e1 acontecendo, saber onde o evento pode ocorrer, o que deve fazer e por quanto tempo precisa permanecer em alerta\u201d, explica Luciene.<\/p>\n<p>Foram analisadas as mensagens de SMS de at\u00e9 160 caracteres cadastradas no sistema da Ag\u00eancia Nacional de Telecomunica\u00e7\u00f5es (Anatel) entre 2018 e 2023. Os pesquisadores classificaram o total de mensagens por fonte, perigo, localiza\u00e7\u00e3o, orienta\u00e7\u00f5es e tempo e analisaram esses elementos conforme os padr\u00f5es do Classifica\u00e7\u00e3o e Codifica\u00e7\u00e3o de Desastres (Cobrade).<\/p>\n<p>Um exemplo do que \u00e9 esperado pelo padr\u00e3o \u00e9 a explica\u00e7\u00e3o dos danos potenciais do perigo, que apareceram em apenas 7,7% das mensagens analisadas. A localidade precisa, tamb\u00e9m s\u00f3 foi identificada em 5,9% das mensagens e os hor\u00e1rios do termino do perigo s\u00f3 constava em 9% dos textos.<\/p>\n<p>A pr\u00f3pria identifica\u00e7\u00e3o da categoria da mensagem, se era um aviso, uma comunica\u00e7\u00e3o, um alerta ou uma advert\u00eancia n\u00e3o aparecia em 76,2% das mensagens distribu\u00eddas. A palavra alerta estava presente em apenas 19% das mensagens, enquanto a palavra aviso apareceu em 2,2% e aten\u00e7\u00e3o em 1,8% dos textos disparados.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o dos pesquisadores, a aus\u00eancia desses elementos revela a inefici\u00eancia na comunica\u00e7\u00e3o do desastre.<\/p>\n<p>\u201cQuanto mais clara e espec\u00edfica for a mensagem, maiores s\u00e3o as condi\u00e7\u00f5es para que ela seja compreendida e utilizada na tomada de decis\u00e3o\u201d, acrescenta a pesquisadora da PUCPR.<\/p>\n<p><strong>Limita\u00e7\u00f5es<\/strong><br \/>\nO limite padr\u00e3o de 160 caracteres, incluindo espa\u00e7os e pontua\u00e7\u00f5es, determinado pela ferramenta de envio de SMS tamb\u00e9m foi apontado pelos pesquisadores como um dos desafios para a inclus\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es mais completas e espec\u00edficas nos alertas.<\/p>\n<p>A diversifica\u00e7\u00e3o com o uso complementar de diferentes canais de comunica\u00e7\u00e3o como Cell Broadcast, aplicativos de mensagens e sistemas locais de comunica\u00e7\u00e3o, conforme vem sendo adotado no Brasil mais recentemente resulta em uma estrat\u00e9gia capaz de aumentar a efici\u00eancia na comunica\u00e7\u00e3o, destaca o estudo.<\/p>\n<p>Para o pesquisador Murilo Fonseca, n\u00e3o existe necessariamente um \u00fanico canal capaz de atender a todas as situa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u201cUm sistema multicanal precisa considerar as caracter\u00edsticas da popula\u00e7\u00e3o, incluindo diferentes n\u00edveis de alfabetiza\u00e7\u00e3o e acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o, a presen\u00e7a de pessoas idosas, pessoas com defici\u00eancia e outros grupos que podem enfrentar barreiras de comunica\u00e7\u00e3o; as caracter\u00edsticas do territ\u00f3rio; os meios de comunica\u00e7\u00e3o dispon\u00edveis e acess\u00edveis; e a din\u00e2mica do fen\u00f4meno\u201d, afirma.<\/p>\n<p><strong>Dados<\/strong><br \/>\nDe forma geral, a maior parte das mensagens analisadas, 73,6%, tinham o objetivo de alertar sobre chuvas intensas. O segundo tipo de comunica\u00e7\u00e3o mais frequente foi a de baixa umidade do ar, representando 8,5% das mensagens, e, em seguida, aparece a mensagem de alerta para granizo, que representou 4,2% das mensagens analisadas.<\/p>\n<p>As esta\u00e7\u00f5es da primavera e do ver\u00e3o, que ocorrem entre os meses de setembro e mar\u00e7o no Hemisf\u00e9rio Sul, foram os per\u00edodos do ano que concentraram 75% dos disparos de mensagens a cada ano. Essas mensagens foram distribu\u00eddas principalmente nos meses de janeiro, 15,9%, e dezembro, 13,4%.<\/p>\n<p>Em termos de regionalidade, o sudeste do Brasil apresentou o maior n\u00famero de disparos de mensagens \u00e0 popula\u00e7\u00e3o, com 75,2% dos textos enviados. A Regi\u00e3o Sul foi respons\u00e1vel por 18,6%, o Centro-Oeste 3,7%, Nordeste, 1,5% e Norte, 0,98% das mensagens.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apenas 1,83% dos alertas de desastres disparados por SMS no pa\u00eds entre 2018 e 2023 continham todos os elementos considerados essenciais para uma comunica\u00e7\u00e3o eficaz, aponta o estudo Mensagens de alerta de desastres: desafios e oportunidades com base na experi\u00eancia do Brasil. 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