{"id":6907,"date":"2026-10-13T16:21:32","date_gmt":"2026-10-13T19:21:32","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/portal\/?p=6907"},"modified":"2026-10-13T16:25:30","modified_gmt":"2026-10-13T19:25:30","slug":"fugitivo-o-vinho-que-nao-pede-licenca-para-chegar-a-mesa-e-ser-degustado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/portal\/gastronomia-de-chefs\/fugitivo-o-vinho-que-nao-pede-licenca-para-chegar-a-mesa-e-ser-degustado\/","title":{"rendered":"Fugitivo, o vinho que n\u00e3o pede licen\u00e7a para chegar \u00e0 mesa e ser degustado"},"content":{"rendered":"<p>H\u00e1 vinhos que chegam \u00e0 mesa carregados de cerim\u00f4nia. Exigem ta\u00e7as especiais, explica\u00e7\u00f5es sobre safras, regi\u00f5es produtoras e, muitas vezes, uma conta que assusta. Outros simplesmente chegam, s\u00e3o abertos e cumprem aquilo que talvez seja sua maior voca\u00e7\u00e3o: aproximar pessoas.<\/p>\n<p>O Fugitivo Pr\u00f3fugo Ros\u00e9 parece ter nascido para essa segunda categoria. De origem argentina, chama aten\u00e7\u00e3o antes mesmo de ser aberto. Seu r\u00f3tulo irreverente, com uma figura de \u00f3culos e express\u00e3o divertida, foge da solenidade de muitas garrafas. \u00c9 quase uma provoca\u00e7\u00e3o: por que levar o vinho t\u00e3o a s\u00e9rio?<\/p>\n<p>Imagine uma tarde ensolarada em Bras\u00edlia. Amigos reunidos, uma varanda, uma mesa com queijos, bruschettas ou petiscos. A conversa come\u00e7a sem compromisso e vai longe. Um ros\u00e9 servido fresco combina perfeitamente com esse cen\u00e1rio.<\/p>\n<p>E n\u00e3o \u00e9 preciso complicar a harmoniza\u00e7\u00e3o. Ros\u00e9s s\u00e3o, em geral, vers\u00e1teis e podem acompanhar saladas, peixes, aves e pratos leves. O importante \u00e9 experimentar, descobrir prefer\u00eancias e aproveitar o momento.<\/p>\n<p>Mas existe outra quest\u00e3o que merece entrar nessa conversa: o pre\u00e7o.<\/p>\n<p>Durante muito tempo, criou-se a impress\u00e3o de que apreciar vinho seria um privil\u00e9gio de quem pudesse gastar muito. Como se uma garrafa de R$ 200 proporcionasse necessariamente uma experi\u00eancia cinco vezes melhor do que outra de R$ 40.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 assim que o prazer funciona. Existem vinhos caros extraordin\u00e1rios e vinhos acess\u00edveis que surpreendem. O segredo est\u00e1 em saber escolher, sem confundir pre\u00e7o com satisfa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 justamente dessa ideia que nasce a filosofia da Sociedade do Vinho que projeta dar acesso a vinho para todos.<\/p>\n<p>Democratizar o vinho n\u00e3o significa desprezar os grandes r\u00f3tulos. Significa mostrar que ningu\u00e9m precisa conhecer todas as uvas do mundo, dominar termos franceses ou gastar uma fortuna para apreciar uma boa ta\u00e7a. O Fugitivo Pr\u00f3fugo Ros\u00e9, com seu nome curioso e sua apresenta\u00e7\u00e3o bem-humorada, \u00e9 um convite para essa conversa.<\/p>\n<p>Talvez ele n\u00e3o seja o vinho reservado para uma grande celebra\u00e7\u00e3o, ou n\u00e3o seja aquele que nos lembra que uma ter\u00e7a-feira qualquer tamb\u00e9m pode merecer um brinde. Porque, no fim das contas, o melhor vinho nem sempre \u00e9 o mais caro, o mais premiado ou o mais famoso. \u00c0s vezes, \u00e9 simplesmente aquele que foi aberto na companhia certa.<\/p>\n<p>&#8230;&#8230;&#8230;<\/p>\n<p><strong>Pedro Henrique Le\u00f4ncio Mota \u00e9 fundador da Sociedade do Vinho<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 vinhos que chegam \u00e0 mesa carregados de cerim\u00f4nia. 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