{"id":7255,"date":"2026-10-20T06:51:31","date_gmt":"2026-10-20T09:51:31","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/portal\/?p=7255"},"modified":"2026-10-20T06:51:31","modified_gmt":"2026-10-20T09:51:31","slug":"bruno-imperador-da-confraria-onde-seis-pedras-valem-mais-que-uma-coroa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/portal\/leitura-vip\/bruno-imperador-da-confraria-onde-seis-pedras-valem-mais-que-uma-coroa\/","title":{"rendered":"Bruno, imperador da confraria onde seis pedras valem mais que uma coroa"},"content":{"rendered":"<p>Embora majoritariamente presentes \u00e0 mesa, as mulheres n\u00e3o s\u00e3o o tema desta ter\u00e7a-feira, 19. Mesmo porque, se nelas n\u00e3o se deve bater sequer com uma flor, muito menos merecem apanhar em uma partida de domin\u00f3. E, convenhamos, perder para uma dama pode at\u00e9 ferir o orgulho masculino, mas jamais ser\u00e1 motivo para pedir interven\u00e7\u00e3o da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas.<\/p>\n<p>Hoje, portanto, deixo Afrodite descansando no Olimpo e volto os olhos para uma confraria masculina que, entre pedras, gargalhadas e pequenas conspira\u00e7\u00f5es, transforma o cotidiano da 205, em \u00c1guas Claras, numa esp\u00e9cie de assembleia permanente da felicidade.<\/p>\n<p>O protagonista \u00e9 Bruno Gliosci, imortalizado em primeiro plano na imagem produzida por Ot\u00e1via Kilvia. E n\u00e3o poderia ser diferente. Se a Academia Sueca resolvesse criar o Pr\u00eamio Nobel da Confraterniza\u00e7\u00e3o, Bruno seria candidato \u00fanico, eleito por aclama\u00e7\u00e3o, sem segundo turno, urna eletr\u00f4nica ou necessidade de recontagem.<\/p>\n<p>Presidente do Clube do Domin\u00f3, ele possui uma habilidade que faria inveja aos engenheiros de redes da tecnologia da informa\u00e7\u00e3o. Conecta pessoas, distribui afetos, eliminando interfer\u00eancias e restaurando conex\u00f5es perdidas. Com isso, mant\u00e9m funcionando, sem necessidade de senha, a mais sofisticada rede social que conhe\u00e7o, onde as pessoas se olham nos olhos.<\/p>\n<p>Bruno n\u00e3o preside. Harmoniza sem governar, simplesmente agregando. Tamb\u00e9m n\u00e3o cabe a ele distribuir ordens, mas oportunidades para que cada um encontre, entre uma carro\u00e7a e uma buchuda, o prazer de pertencer a alguma coisa maior que a pr\u00f3pria solid\u00e3o.<\/p>\n<p>Certa vez, num di\u00e1logo que minha imagina\u00e7\u00e3o se permite inventar, perguntei:<\/p>\n<p>\u2014 Bruno, qual \u00e9 o segredo para manter reunida uma cole\u00e7\u00e3o t\u00e3o heterog\u00eanea de criaturas?<\/p>\n<p>Ele ajeitou as pedras sobre a mesa, sorriu como um diplomata su\u00ed\u00e7o diante de uma crise internacional e respondeu:<\/p>\n<p>\u2014 Meu caro Seabra, o segredo \u00e9 simples. Aqui ningu\u00e9m precisa pensar igual. Basta respeitar o direito do outro de jogar errado.<\/p>\n<p>A resposta, embora fict\u00edcia, traduz a ess\u00eancia do personagem. Porque, se Bruno \u00e9 o maestro, os demais integrantes formam uma orquestra que mistura Beethoven, Luiz Gonzaga, os Beatles e uma bateria de escola de samba em pleno ensaio de Carnaval.<\/p>\n<p>Comecemos por Arnaldo, propriet\u00e1rio de uma cabeleira t\u00e3o branca que faria inveja aos patriarcas b\u00edblicos. Ele garante, com a convic\u00e7\u00e3o de quem testemunhou a abertura do Mar Vermelho, que a culpa \u00e9 dos netos.<\/p>\n<p>\u2014 Esses meninos esperam que eu cochile no sof\u00e1, passam Superbonder nos meus cabelos e depois jogam talco por cima.<\/p>\n<p>\u2014 E voc\u00ea nunca percebe?, pergunto.<\/p>\n<p>\u2014 S\u00f3 quando acordo e descubro que envelheci mais vinte anos.<\/p>\n<p>N\u00e3o muito distante est\u00e1 Aur\u00e9lio, enxadrista de reconhecidas habilidades, mas que eventualmente troca a geometria do tabuleiro pela fantasia das monarquias europeias. Basta enxergar uma quadra verde para imaginar as esmeraldas incrustadas na coroa de alguma rainha.<\/p>\n<p>\u2014 Xeque-mate! \u2014 anuncia um advers\u00e1rio.<\/p>\n<p>\u2014 Imposs\u00edvel! Eu estava protegendo a rainha!<\/p>\n<p>\u2014 Pois \u00e9, Aur\u00e9lio. Enquanto voc\u00ea admirava as joias da majestade, levaram seu rei para o cadafalso.<\/p>\n<p>Djalma, meu eterno cunhado Jajau, merece cap\u00edtulo pr\u00f3prio. Percorre mais de vinte quil\u00f4metros para chegar \u00e0 confraria, usando \u00f3culos que parecem retirados do perisc\u00f3pio de um submarino nuclear.<\/p>\n<p>\u2014 Jajau, voc\u00ea consegue enxergar as pedras daqui?<\/p>\n<p>\u2014 Consigo, sim. O problema \u00e9 que, com estes \u00f3culos, tamb\u00e9m enxergo as que ainda n\u00e3o foram fabricadas.<\/p>\n<p>Sua dedica\u00e7\u00e3o demonstra que amizade verdadeira n\u00e3o se mede em quil\u00f4metros, mas na disposi\u00e7\u00e3o de atravess\u00e1-los.<\/p>\n<p>Eli, por sua vez, trata as pedras como se fossem sapatinhos de cristal destinados aos p\u00e9s de princesas encantadas. H\u00e1 tanta delicadeza em seus movimentos que a mesa parece transformar-se numa passarela de alta-costura.<\/p>\n<p>\u2014 Eli, jogue logo essa pedra!<\/p>\n<p>\u2014 Calma, querido. Eleg\u00e2ncia n\u00e3o combina com precipita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Se Cinderela frequentasse o clube, certamente pediria a ele que escolhesse seu pr\u00f3ximo par de sapatos.<\/p>\n<p>Eug\u00eanio \u00e9 outro fen\u00f4meno da mitologia contempor\u00e2nea. Suspeito que Baco tenha decidido aposent\u00e1-lo compulsoriamente de alguma vin\u00edcola celestial para nome\u00e1-lo seu representante entre os mortais.<\/p>\n<p>\u2014 Eug\u00eanio, a vida \u00e9 curta, observo.<\/p>\n<p>\u2014 Justamente por isso, Seabra, n\u00e3o devemos desperdi\u00e7\u00e1-la bebendo \u00e1gua sem necessidade.<\/p>\n<p>A frase, evidentemente imagin\u00e1ria, poderia ser gravada numa \u00e2nfora encontrada nas ru\u00ednas de Pompeia.<\/p>\n<p>Igor surge sempre com a pressa dos homens que carregam um segredo dom\u00e9stico.<\/p>\n<p>\u2014 Hoje s\u00f3 posso jogar uma partida. Disse \u00e0 minha mulher que ia \u00e0 farm\u00e1cia comprar um desodorante mais arom\u00e1tico.<\/p>\n<p>Duas horas depois, algu\u00e9m pergunta:<\/p>\n<p>\u2014 Igor, e o desodorante?<\/p>\n<p>\u2014 Estou esperando o farmac\u00eautico terminar uma partida.<\/p>\n<p>Bruno, com a serenidade de um monge budista, apenas recomenda que ningu\u00e9m telefone para a esposa do rapaz.<\/p>\n<p>J\u00e1der, paraense de origem e vasca\u00edno por ado\u00e7\u00e3o, realizou uma fa\u00e7anha que nem os navegadores portugueses ousariam tentar, ao trocou o Remo pelo Vasco e as \u00e1guas do Rio Guam\u00e1 pelas do Lago Parano\u00e1.<\/p>\n<p>\u2014 J\u00e1der, abandonar o Remo n\u00e3o \u00e9 uma contradi\u00e7\u00e3o para quem veio de uma terra cercada de rios?<\/p>\n<p>\u2014 Contradi\u00e7\u00e3o seria continuar remando e nunca chegar a lugar nenhum, observa, sem tirar os olhos da mesa.<\/p>\n<p>A resposta provoca gargalhadas, embora os torcedores cruz-maltinos saibam que, dependendo da temporada, tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel navegar perigosamente perto do naufr\u00e1gio.<\/p>\n<p>L\u00e9o parece ter sido educado simultaneamente por aristocratas brit\u00e2nicos e monges tibetanos. Sua eleg\u00e2ncia \u00e9 t\u00e3o natural que, mesmo quando perde, d\u00e1 a impress\u00e3o de estar oferecendo ch\u00e1 \u00e0 rainha Elizabeth.<\/p>\n<p>\u2014 L\u00e9o, voc\u00ea acaba de levar uma surra!<\/p>\n<p>\u2014 Meu estimado amigo, prefiro interpretar o resultado como uma oportunidade de crescimento espiritual.<\/p>\n<p>J\u00e1 Leoz\u00e3o poderia ter comandado uma das divis\u00f5es de cavalaria de Gengis Khan. Seu cavanhaque, que desce em dire\u00e7\u00e3o ao t\u00f3rax, parece carregar mapas secretos das conquistas mong\u00f3is.<\/p>\n<p>\u2014 Leoz\u00e3o, esse cavanhaque \u00e9 barba ou corda de escalada?<\/p>\n<p>\u2014 Depende. Se eu perder a partida, posso us\u00e1-lo para sair daqui sem ser visto.<\/p>\n<p>Luciano, por sua vez, \u00e9 uma esp\u00e9cie de Saci-Perer\u00ea geneticamente modificado pelos deuses da capoeira. Ao contr\u00e1rio do personagem folcl\u00f3rico, que salta numa perna s\u00f3, nosso her\u00f3i prefere desafiar Newton de ponta-cabe\u00e7a, equilibrando o corpo com a m\u00e3o esquerda sobre o pr\u00f3prio cachimbo. \u00c9 uma fa\u00e7anha que mistura as travessuras de Monteiro Lobato com as acrobacias dos mestres de Angola.<\/p>\n<p>\u2014 Luciano, voc\u00ea joga domin\u00f3 ou capoeira?, pergunto, intrigado.<\/p>\n<p>\u2014 Os dois, Seabra. No domin\u00f3, dou uma rasteira no advers\u00e1rio. Na capoeira, bato uma carro\u00e7a.<\/p>\n<p>\u2014 E esse cachimbo aguenta seu peso?<\/p>\n<p>\u2014 Aguenta, sim. O problema \u00e9 quando algu\u00e9m pede fogo e eu perco o equil\u00edbrio.<\/p>\n<p>Se o Saci original habitava redemoinhos, Luciano criou um furac\u00e3o particular na confraria. Quando n\u00e3o est\u00e1 contando pontos, parece pronto para executar uma meia-lua de compasso, transformando o seis-duplo numa arma secreta. Suspeito que, se Mestre Bimba ressuscitasse e aparecesse na 205, pediria imediatamente uma revanche. N\u00e3o necessariamente na capoeira, e sim no domin\u00f3, onde Luciano tamb\u00e9m sabe gingar.<\/p>\n<p>Tassus \u00e9 um gigante com apar\u00eancia de urso siberiano e alma de panda. Sua presen\u00e7a sugere que poderia derrubar uma muralha com um espirro, mas sua delicadeza indica que pediria desculpas aos tijolos.<\/p>\n<p>\u2014 Tassus, voc\u00ea nunca fica nervoso?<\/p>\n<p>\u2014 Fico, sim. Mas passa quando lembro que at\u00e9 os ursos precisam de carinho.<\/p>\n<p>Thiago representa a tranquilidade que todos desejamos encontrar nas ruas de Bras\u00edlia. Homem ligado \u00e0 seguran\u00e7a, carrega consigo a serenidade de quem sabe que a ordem n\u00e3o precisa andar de m\u00e3os dadas com a arrog\u00e2ncia.<\/p>\n<p>\u2014 Thiago, se algu\u00e9m roubar uma pedra, voc\u00ea prende?<\/p>\n<p>\u2014 Primeiro investigo. Depois descubro se foi furto ou apenas incompet\u00eancia do advers\u00e1rio.<\/p>\n<p>Thiag\u00e3o, por outro lado, parece ter sido constru\u00eddo por um arquiteto celestial que exagerou nas medidas. Gigante de corpo e habitante permanente de um ber\u00e7o imagin\u00e1rio, conversa com as estrelas como se fossem vizinhas de condom\u00ednio.<\/p>\n<p>\u2014 Thiag\u00e3o, voc\u00ea est\u00e1 olhando para onde?<\/p>\n<p>\u2014 Para o c\u00e9u. Estou tentando descobrir se a pr\u00f3xima pedra vem de Marte.<\/p>\n<p>\u2014 Ent\u00e3o sente, porque at\u00e9 ela chegar a partida j\u00e1 terminou.<\/p>\n<p>Wilson carrega sangue italiano e o talento gastron\u00f4mico de quem poderia fazer os pr\u00f3prios deuses abandonarem o n\u00e9ctar para saborear uma pizza napolitana.<\/p>\n<p>Imagino que, se J\u00falio C\u00e9sar frequentasse a confraria, entraria anunciando:<\/p>\n<p>\u2014 Veni, vidi, vici!<\/p>\n<p>Wilson responderia:<\/p>\n<p>\u2014 Primeiro coma uma margherita. Depois pense em conquistar a G\u00e1lia.<\/p>\n<p>E finalmente chegamos a Z\u00e9 Carlos, o N\u00f4made, personagem cuja genealogia mitol\u00f3gica ainda desafia os pesquisadores do Vaticano e os arque\u00f3logos de Atenas.<\/p>\n<p>Ele se apresenta como descendente direto de alguma divindade que teria esquecido a pr\u00f3pria certid\u00e3o de nascimento no Monte Olimpo. Seu irm\u00e3o siam\u00eas, por raz\u00f5es que escapam \u00e0 ci\u00eancia, dispensa-lhe o tratamento reservado aos tutores de animais dom\u00e9sticos.<\/p>\n<p>\u2014 Z\u00e9 Carlos, voc\u00ea \u00e9 um deus ou um pet?<\/p>\n<p>\u2014 Depende de quem est\u00e1 segurando a coleira.<\/p>\n<p>E assim a mesa explode em gargalhadas, enquanto o N\u00f4made, com a dignidade ferida dos imperadores depostos, procura uma pedra capaz de restaurar sua autoridade.<\/p>\n<p>Mas volto a Bruno Gliosci, porque \u00e9 nele que essa hist\u00f3ria encontra seu verdadeiro significado.<\/p>\n<p>Imagino o presidente observando a confraria como um maestro diante de uma orquestra indisciplinada. Um reclama da sorte, outro protesta contra uma jogada e um terceiro jura que jamais voltar\u00e1 a sentar-se com determinado parceiro. Cinco minutos depois, todos est\u00e3o novamente juntos, como se nada tivesse acontecido.<\/p>\n<p>\u2014 Bruno, como voc\u00ea consegue administrar tanta personalidade diferente?, indago.<\/p>\n<p>\u2014 Seabra, uma mesa de domin\u00f3 tem quatro lados, mas a amizade n\u00e3o tem fronteiras.<\/p>\n<p>Eis a filosofia que sustenta o clube. Num mundo em que as pessoas se bloqueiam nas redes sociais por diverg\u00eancias insignificantes, Bruno construiu uma rede em que ningu\u00e9m precisa cancelar ningu\u00e9m. Onde a pol\u00edtica pode dividir opini\u00f5es, mas n\u00e3o destr\u00f3i amizades, e onde as diferen\u00e7as de idade, profiss\u00e3o, origem e temperamento deixam de ser obst\u00e1culos e se transformam em ingredientes de uma conviv\u00eancia extraordin\u00e1ria.<\/p>\n<p>A grandeza de Bruno n\u00e3o est\u00e1 em ganhar partidas, mas em fazer com que todos queiram voltar para a pr\u00f3xima. Ele compreendeu algo que muitos governantes, diplomatas e fil\u00f3sofos ainda procuram nos livros. \u00c9 a paz n\u00e3o nasce necessariamente de grandes tratados internacionais, porque pode muito bem come\u00e7ar com quatro cadeiras, uma mesa, vinte e oito pedras e algu\u00e9m disposto a aproximar pessoas.<\/p>\n<p>Se Alexandre, o Grande, conquistou territ\u00f3rios; se C\u00e9sar dominou Roma; e se Napole\u00e3o tentou submeter a Europa, Bruno Gliosci escolheu uma conquista infinitamente mais dif\u00edcil, ao transformar indiv\u00edduos diferentes numa comunidade de amigos. E conseguiu sem espada, sem ex\u00e9rcito e sem derramar uma gota de sangue. Apenas com paci\u00eancia, respeito, bom humor e a disposi\u00e7\u00e3o de manter acesa a chama da conviv\u00eancia.<\/p>\n<p>Por isso, quando a \u00faltima pedra \u00e9 colocada sobre a mesa e algu\u00e9m anuncia o encerramento da partida, percebo que o verdadeiro vencedor n\u00e3o \u00e9 necessariamente quem marcou mais pontos. \u00c9 Bruno, que fez da confraria uma extens\u00e3o da pr\u00f3pria fam\u00edlia. E somos todos n\u00f3s, que encontramos naquele pequeno territ\u00f3rio de \u00c1guas Claras uma esp\u00e9cie de rep\u00fablica independente da amizade. Uma rep\u00fablica onde n\u00e3o h\u00e1 oposi\u00e7\u00e3o nem situa\u00e7\u00e3o, porque o \u00fanico partido verdadeiramente organizado \u00e9 o da alegria.<\/p>\n<p>Quanto ao Nobel da Confraterniza\u00e7\u00e3o, continuo defendendo sua cria\u00e7\u00e3o. E, se depender do meu voto, Bruno Gliosci receber\u00e1 a primeira medalha. Minha \u00fanica exig\u00eancia \u00e9 que a cerim\u00f4nia de entrega aconte\u00e7a na mesa do domin\u00f3. Porque, no fim das contas, h\u00e1 homens que passam pela vida acumulando vit\u00f3rias, enquanto Bruno prefere acumular amigos. E essa \u00e9 uma conquista que nem o tempo consegue derrotar.<\/p>\n<p>&#8230;&#8230;&#8230;.<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Seabra \u00e9 CEO fundador de Notibras<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Embora majoritariamente presentes \u00e0 mesa, as mulheres n\u00e3o s\u00e3o o tema desta ter\u00e7a-feira, 19. Mesmo porque, se nelas n\u00e3o se deve bater sequer com uma flor, muito menos merecem apanhar em uma partida de domin\u00f3. 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