{"id":7293,"date":"2026-10-21T06:55:47","date_gmt":"2026-10-21T09:55:47","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/portal\/?p=7293"},"modified":"2026-10-21T08:57:32","modified_gmt":"2026-10-21T11:57:32","slug":"medicos-cobram-de-lula-velha-promessa-de-reestruturacao-das-utis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/portal\/brasil\/medicos-cobram-de-lula-velha-promessa-de-reestruturacao-das-utis\/","title":{"rendered":"M\u00e9dicos cobram de Lula velha promessa de reestrutura\u00e7\u00e3o das UTI&#8217;s"},"content":{"rendered":"<p>Uma avalia\u00e7\u00e3o das unidades de terapia intensiva (UTIs) no Brasil feita por profissionais da \u00e1rea revela dist\u00e2ncia na percep\u00e7\u00e3o sobre a qualidade de servi\u00e7os p\u00fablicos e privados. Na maioria das vezes, as notas positivas s\u00e3o duas vezes maiores em unidades privadas do que nas p\u00fablicas. J\u00e1 as notas negativas chegam a ser at\u00e9 quatro vezes maiores em unidades p\u00fablicas do que nas privadas.<\/p>\n<p>Ao todo, 2.338 m\u00e9dicos que atuam na assist\u00eancia de alta complexidade foram ouvidos dentro do Inqu\u00e9rito Nacional sobre a For\u00e7a de Trabalho M\u00e9dica nas UTIs Brasileiras, realizado pela Associa\u00e7\u00e3o de Medicina Intensiva Brasileira (Amib), com o apoio do Conselho Federal de Medicina (CFM).<\/p>\n<p>Os profissionais responderam a um question\u00e1rio e deram notas de 0 a 5 para itens considerados essenciais ao funcionamento das unidades, como infraestrutura, disponibilidade de leitos e medicamentos, n\u00edvel de especializa\u00e7\u00e3o da equipe, fluxos de paciente, protocolos, entre outros.<\/p>\n<p>Em nota, a Amib destacou que, analisadas em bloco, as men\u00e7\u00f5es ajudam a visualizar os problemas que afetam o atendimento a partir da \u00f3tica de quem \u00e9 respons\u00e1vel pelo cuidado de pacientes graves.<\/p>\n<p>Para a associa\u00e7\u00e3o, os resultados refor\u00e7am a necessidade de pol\u00edticas p\u00fablicas de sa\u00fade que tratem a estrutura\u00e7\u00e3o das UTIs como prioridade em m\u00faltiplos aspectos, n\u00e3o apenas como expans\u00e3o do n\u00famero de leitos.<\/p>\n<p>A entidade informou que pretende levar o diagn\u00f3stico a gestores p\u00fablicos e privados, bem como a autoridades de \u00e1reas de fiscaliza\u00e7\u00e3o e controle, com o intuito de defender o atendimento \u00e0s recomenda\u00e7\u00f5es feitas pelo inqu\u00e9rito.<\/p>\n<p>\u201cEventuais mudan\u00e7as ter\u00e3o impacto em 43.901 leitos de UTI distribu\u00eddos pelo pa\u00eds, sendo 34.927 destinados a adultos e 8.974 \u00e0 pediatria e neonatologia\u201d, destacou a Amib.<\/p>\n<p><strong>N\u00fameros<\/strong><br \/>\nOs dados mostram que apenas 22,7% dos m\u00e9dicos entrevistados consideram que a rede de UTIs do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS) tem disponibilidade totalmente adequada de medicamentos essenciais ao manejo dos pacientes.<\/p>\n<p>O \u00edndice sobe para 57,7% quando analisados servi\u00e7os particulares ou vinculados a planos de sa\u00fade.<\/p>\n<p>Por outro lado, quando analisadas as avalia\u00e7\u00f5es negativas, a situa\u00e7\u00e3o da oferta de medicamentos nos servi\u00e7os da rede p\u00fablica, por exemplo, foi considerada como inadequada ou totalmente inadequada por 16,1% dos m\u00e9dicos. No setor privado, o percentual cai para 3,8%.<\/p>\n<p>A tend\u00eancia se mant\u00e9m na avalia\u00e7\u00e3o sobre a sufici\u00eancia de leitos, em que 24,1% dos entrevistados atribu\u00edram nota m\u00e1xima aos servi\u00e7os p\u00fablicos de UTI. J\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o a unidades privadas ou de planos de sa\u00fade, a avalia\u00e7\u00e3o favor\u00e1vel sobe para 51,4%.<\/p>\n<p>No caso espec\u00edfico de disponibilidade e acesso a protocolos de atendimento e de conduta cl\u00ednica, a rede SUS recebeu nota m\u00e1xima de 23,1% dos que participaram do inqu\u00e9rito, enquanto o setor privado recebeu avalia\u00e7\u00e3o superior de 40,2% dos profissionais ouvidos.<\/p>\n<p><strong>Notas baixas<\/strong><br \/>\nPela perspectiva das notas mais baixas (0, 1 e 2), 32,6% dos m\u00e9dicos avaliaram a disponibilidade de leitos no SUS ruim e 27,4% atribu\u00edram as notas m\u00ednimas aos protocolos de atendimento.<\/p>\n<p>Na rede privada, as avalia\u00e7\u00f5es m\u00ednimas foram dadas por 7,7% e 14,3% dos m\u00e9dicos, respectivamente.<\/p>\n<p>O padr\u00e3o se repetiu em 12 dos 13 aspectos avaliados por profissionais que atuam em UTIs no Brasil. A \u00fanica exce\u00e7\u00e3o, em que a percep\u00e7\u00e3o dos entrevistados foi bastante pr\u00f3xima independentemente do segmento em que prestam servi\u00e7os (p\u00fablico ou privado), foi em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s tarefas administrativas e burocr\u00e1ticas.<\/p>\n<p>A pesquisa tamb\u00e9m identificou disparidade na percep\u00e7\u00e3o sobre a presen\u00e7a de equipe multiprofissional especializada: 39,2% dos m\u00e9dicos avaliaram esse item com nota m\u00e1xima no setor privado, contra 23% no setor p\u00fablico, enquanto as notas m\u00ednimas foram atribu\u00eddas por 24,8% dos m\u00e9dicos para o setor p\u00fablico e por 13,8% para o privado.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0 percep\u00e7\u00e3o sobre presen\u00e7a de enfermeiros com forma\u00e7\u00e3o espec\u00edfica em terapia intensiva, a propor\u00e7\u00e3o positiva foi de 25,1% para o privado e 16,9% para o p\u00fablico.<\/p>\n<p>J\u00e1 a negativa alcan\u00e7ou 37,2% para os servi\u00e7os do SUS e 26,4% para os servi\u00e7os particulares ou de planos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma avalia\u00e7\u00e3o das unidades de terapia intensiva (UTIs) no Brasil feita por profissionais da \u00e1rea revela dist\u00e2ncia na percep\u00e7\u00e3o sobre a qualidade de servi\u00e7os p\u00fablicos e privados. 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