{"id":7797,"date":"2026-10-29T00:01:07","date_gmt":"2026-10-29T03:01:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/portal\/?p=7797"},"modified":"2026-10-29T07:59:26","modified_gmt":"2026-10-29T10:59:26","slug":"parana-de-curitiba-a-foz-tem-muita-historia-para-contar-e-lugar-para-olhar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/portal\/leitura-vip\/parana-de-curitiba-a-foz-tem-muita-historia-para-contar-e-lugar-para-olhar\/","title":{"rendered":"Paran\u00e1, de Curitiba a Foz, tem muita hist\u00f3ria para contar e lugar para olhar"},"content":{"rendered":"<p>O viajante que chega a Foz do Igua\u00e7u provavelmente j\u00e1 sabe o que deseja encontrar. Quer ver as Cataratas, sentir de perto a for\u00e7a das \u00e1guas, conhecer Itaipu e descobrir as particularidades de uma cidade onde tr\u00eas pa\u00edses compartilham fronteiras, culturas e hist\u00f3rias. O que talvez ainda n\u00e3o saiba \u00e9 que, seguindo viagem pelo Oeste, encontrar\u00e1 praias de \u00e1gua doce, pequenas propriedades rurais, gastronomia de diferentes origens e uma sucess\u00e3o de paisagens que dificilmente caberia no roteiro originalmente planejado.<\/p>\n<p>Algo semelhante acontece com quem visita Curitiba. A capital oferece parques, museus, arquitetura, gastronomia e uma programa\u00e7\u00e3o cultural que justifica a viagem por si s\u00f3. Mas basta avan\u00e7ar pela Serra do Mar para chegar \u00e0s cidades hist\u00f3ricas do Litoral, experimentar a culin\u00e1ria cai\u00e7ara, percorrer a centen\u00e1ria ferrovia e descobrir outra dimens\u00e3o da identidade paranaense.<\/p>\n<p>Nos Campos Gerais, a paisagem muda novamente. Forma\u00e7\u00f5es rochosas, c\u00e2nions, rios e antigas rotas tropeiras convivem com col\u00f4nias de imigrantes, tradi\u00e7\u00f5es preservadas e experi\u00eancias rurais. Mais adiante, no Norte Pioneiro, a hist\u00f3ria do caf\u00e9 encontra os atrativos de Angra Doce. No Centro-Sul, cachoeiras e heran\u00e7as culturais comp\u00f5em outro cen\u00e1rio. No Sudoeste, vin\u00edcolas, queijos, festas e propriedades familiares oferecem diferentes maneiras de conhecer a regi\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 justamente essa variedade que o Paran\u00e1 come\u00e7a a transformar em uma de suas principais for\u00e7as tur\u00edsticas.<\/p>\n<p>Durante muito tempo, os grandes destinos concentraram a aten\u00e7\u00e3o de quem promovia o Estado. E continuam sendo fundamentais. O que mudou foi a compreens\u00e3o de que o turismo pode alcan\u00e7ar muito mais munic\u00edpios quando as atra\u00e7\u00f5es deixam de ser apresentadas isoladamente e passam a integrar uma experi\u00eancia regional.<\/p>\n<p>O Paran\u00e1 j\u00e1 n\u00e3o quer ser apenas o lugar de uma grande atra\u00e7\u00e3o. Quer oferecer motivos para que o visitante prolongue a viagem, altere o roteiro, conhe\u00e7a outras cidades e, quem sabe, volte para descobrir aquilo que ficou para a pr\u00f3xima oportunidade.<\/p>\n<p>Destino vira regi\u00e3o<br \/>\nPor tr\u00e1s dessa transforma\u00e7\u00e3o existe uma articula\u00e7\u00e3o que re\u00fane a Secretaria de Estado do Turismo, o Viaje Paran\u00e1, as administra\u00e7\u00f5es municipais, as Inst\u00e2ncias de Governan\u00e7a Regional e os empreendedores do setor. O objetivo \u00e9 aproximar aquilo que cada localidade tem de melhor e organizar essa diversidade para que ela possa chegar ao mercado como uma oferta tur\u00edstica reconhec\u00edvel, acess\u00edvel e comercializ\u00e1vel.<\/p>\n<p>O programa estadual \u201918 Territ\u00f3rios, Um S\u00f3 Destino\u2019 expressa essa concep\u00e7\u00e3o. Em vez de enxergar os munic\u00edpios como unidades isoladas, o planejamento procura identificar afinidades geogr\u00e1ficas, hist\u00f3ricas, culturais e econ\u00f4micas que permitam organizar produtos e roteiros regionais.<\/p>\n<p>Isso significa que um munic\u00edpio conhecido por suas cachoeiras pode integrar um percurso com gastronomia, hospedagem rural e patrim\u00f4nio hist\u00f3rico de cidades vizinhas. Uma regi\u00e3o de tradi\u00e7\u00e3o religiosa pode organizar caminhos de peregrina\u00e7\u00e3o que atravessem diferentes localidades. E pequenos produtores podem receber visitantes interessados em acompanhar a fabrica\u00e7\u00e3o de queijos, conhecer vin\u00edcolas, experimentar receitas tradicionais ou descobrir como se construiu a identidade cultural de determinado territ\u00f3rio.<\/p>\n<p>O turista dificilmente organiza sua viagem a partir das fronteiras administrativas de cada munic\u00edpio. Procura experi\u00eancias. Quanto mais interessante e bem estruturada for a sequ\u00eancia dessas experi\u00eancias, maiores ser\u00e3o as possibilidades de transformar uma visita de poucas horas em uma perman\u00eancia de v\u00e1rios dias.<\/p>\n<p>Essa mudan\u00e7a exige uma participa\u00e7\u00e3o ativa das secretarias municipais de turismo, porque s\u00e3o elas que conhecem de perto os atrativos, os empreendedores, as dificuldades de acesso e as oportunidades que nem sempre aparecem nas campanhas de promo\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O trabalho estadual passa, ent\u00e3o, a ter uma dupla dimens\u00e3o: dar visibilidade ao que j\u00e1 est\u00e1 organizado e contribuir para que novos produtos tur\u00edsticos encontrem condi\u00e7\u00f5es de ganhar mercado.<\/p>\n<p>Conhecendo cada lugar<br \/>\nUma das caracter\u00edsticas mais interessantes da regionaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 reconhecer que nenhuma campanha de divulga\u00e7\u00e3o, por maior que seja, substitui o conhecimento de quem vive no territ\u00f3rio.<\/p>\n<p>S\u00e3o os munic\u00edpios que identificam uma estrada capaz de dar acesso a uma paisagem ainda pouco visitada, uma celebra\u00e7\u00e3o religiosa que mobiliza comunidades h\u00e1 gera\u00e7\u00f5es, uma tradi\u00e7\u00e3o culin\u00e1ria preservada pelas fam\u00edlias ou uma propriedade rural que pode abrir suas portas aos visitantes.<\/p>\n<p>Mas identificar uma atra\u00e7\u00e3o \u00e9 apenas o come\u00e7o. Para transform\u00e1-la em produto tur\u00edstico, \u00e9 preciso pensar no acesso, no atendimento, na seguran\u00e7a, na sinaliza\u00e7\u00e3o, na hospedagem e na integra\u00e7\u00e3o com outros servi\u00e7os.<\/p>\n<p>Nesse processo, as Inst\u00e2ncias de Governan\u00e7a Regional ajudam a aproximar prefeituras, empres\u00e1rios, associa\u00e7\u00f5es e comunidades, criando uma estrutura de coopera\u00e7\u00e3o que ultrapassa os limites de uma gest\u00e3o municipal.<\/p>\n<p>A Secretaria de Estado do Turismo reuniu, em junho de 2026, representantes dos 18 territ\u00f3rios em Foz do Igua\u00e7u para discutir prioridades relacionadas \u00e0 governan\u00e7a, infraestrutura, qualifica\u00e7\u00e3o e promo\u00e7\u00e3o dos destinos. A iniciativa ilustra uma etapa indispens\u00e1vel dessa constru\u00e7\u00e3o: aproximar o planejamento estadual das necessidades concretas de cada regi\u00e3o.<\/p>\n<p>H\u00e1 tamb\u00e9m uma quest\u00e3o econ\u00f4mica importante. Nem toda cidade precisa dispor de um grande hotel, aeroporto ou equipamento tur\u00edstico para participar dessa atividade. Em muitos casos, pode integrar um roteiro apoiado na estrutura de munic\u00edpios pr\u00f3ximos, oferecendo experi\u00eancias complementares e atraindo parte dos gastos realizados pelo visitante.<\/p>\n<p>\u00c9 uma maneira de distribuir oportunidades sem exigir que todos os lugares se tornem destinos completos e independentes.<\/p>\n<p>Mundo v\u00ea novos caminhos<br \/>\nAo mesmo tempo em que os munic\u00edpios procuram estruturar suas ofertas, o Viaje Paran\u00e1 trabalha para ampliar os mercados interessados em conhecer o Estado.<\/p>\n<p>Nos primeiros nove meses de 2026, o \u00f3rg\u00e3o participou de aproximadamente 110 eventos no Brasil e no exterior, incluindo feiras, encontros comerciais, conven\u00e7\u00f5es e capacita\u00e7\u00f5es de profissionais do setor.<\/p>\n<p>Mais de 14,5 mil agentes de viagens e empres\u00e1rios tiveram contato com os destinos paranaenses nesse per\u00edodo, n\u00famero 20% superior ao registrado nos mesmos meses do ano anterior. Mais de 40 dessas a\u00e7\u00f5es foram dedicadas especificamente \u00e0 capacita\u00e7\u00e3o de profissionais do mercado tur\u00edstico.<\/p>\n<p>O Paran\u00e1 tamb\u00e9m esteve presente em quase 20 eventos internacionais, distribu\u00eddos por tr\u00eas continentes, com agendas em pa\u00edses como Espanha, Portugal, Alemanha, Argentina, Peru, M\u00e9xico e Estados Unidos. A dimens\u00e3o desses n\u00fameros \u00e9 relevante, mas o que eles representam pode ser ainda mais interessante.<\/p>\n<p>Quem trabalha profissionalmente com viagens tem capacidade de influenciar escolhas, organizar itiner\u00e1rios e apresentar destinos que muitas vezes n\u00e3o seriam considerados espontaneamente pelo turista. Um operador que conhece apenas Foz do Igua\u00e7u tende a oferecer Foz do Igua\u00e7u. Quando passa a conhecer outras experi\u00eancias paranaenses, aumenta a possibilidade de diversificar os pacotes e alcan\u00e7ar novos perfis de viajantes.<\/p>\n<p>Essa \u00e9 uma das raz\u00f5es pelas quais a promo\u00e7\u00e3o tur\u00edstica contempor\u00e2nea vai al\u00e9m de divulgar belas paisagens. \u00c9 necess\u00e1rio mostrar como cada experi\u00eancia pode ser incorporada a uma viagem, quais servi\u00e7os est\u00e3o dispon\u00edveis e de que maneira os diferentes destinos podem ser conectados.<\/p>\n<p>O Viaje Paran\u00e1, dirigido por Irapuan Cortes, tem concentrado parte importante de sua atua\u00e7\u00e3o nessa aproxima\u00e7\u00e3o com operadores, agentes de viagens e profissionais capazes de levar os produtos paranaenses aos consumidores.<\/p>\n<p>O trabalho ganha dimens\u00e3o ainda maior quando representantes municipais e empres\u00e1rios participam dessas agendas, apresentando diretamente aquilo que suas localidades t\u00eam a oferecer.<\/p>\n<p>Paraguai, exemplo de articula\u00e7\u00e3o<br \/>\nEm outubro, uma iniciativa realizada na Embaixada do Brasil em Assun\u00e7\u00e3o mostrou como esse modelo pode funcionar.<\/p>\n<p>Com intermedia\u00e7\u00e3o do Viaje Paran\u00e1, representantes do munic\u00edpio de Matinhos participaram de um encontro com profissionais do turismo e conseguiram articular uma visita ao Litoral paranaense, prevista para dezembro, de 25 agentes de viagens, operadores e jornalistas paraguaios.<\/p>\n<p>A proposta \u00e9 permitir que esses profissionais conhe\u00e7am pessoalmente o destino, sua infraestrutura, seus servi\u00e7os e suas possibilidades de comercializa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para o munic\u00edpio, significa apresentar suas atra\u00e7\u00f5es diretamente a quem pode inclu\u00ed-las nas ofertas destinadas ao p\u00fablico paraguaio. Para o Paran\u00e1, representa uma oportunidade de ampliar o conhecimento sobre o Litoral em um mercado internacional pr\u00f3ximo, que j\u00e1 mant\u00e9m rela\u00e7\u00f5es intensas com o Estado.<\/p>\n<p>O exemplo ajuda a compreender a import\u00e2ncia da integra\u00e7\u00e3o entre promo\u00e7\u00e3o estadual e participa\u00e7\u00e3o municipal. Matinhos apresenta sua identidade e seus atrativos, enquanto a estrutura de divulga\u00e7\u00e3o do Viaje Paran\u00e1 contribui para aproxim\u00e1-los de um mercado ao qual seria mais dif\u00edcil chegar de maneira isolada.<\/p>\n<p>Essa rela\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m permite pensar em roteiros que ultrapassem o pr\u00f3prio munic\u00edpio, incluindo outras cidades e experi\u00eancias do Litoral, conforme o interesse do visitante.<\/p>\n<p>E o mercado internacional oferece raz\u00f5es concretas para esse investimento. De janeiro a setembro de 2026, o Paran\u00e1 recebeu mais de 717 mil visitantes estrangeiros, mantendo-se entre as principais portas de entrada internacional do Brasil. Paraguaios e argentinos responderam pela maior parte desse movimento, favorecidos pela proximidade geogr\u00e1fica e pelas conex\u00f5es terrestres.<\/p>\n<p>O desafio \u00e9 transformar essa vantagem de localiza\u00e7\u00e3o em viagens mais diversificadas, capazes de distribuir o fluxo tur\u00edstico por diferentes regi\u00f5es e estimular maior perman\u00eancia.<\/p>\n<p>Hist\u00f3rias para percorrer<br \/>\nA amplia\u00e7\u00e3o dos roteiros tamb\u00e9m permite recuperar experi\u00eancias que n\u00e3o cabem facilmente nas formas tradicionais de divulga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os Caminhos do Peabiru, por exemplo, representam a possibilidade de unir hist\u00f3ria, natureza e turismo de percurso em uma extensa rede de trajetos associados \u00e0s antigas liga\u00e7\u00f5es pelo territ\u00f3rio sul-americano.<\/p>\n<p>No Vale do Iva\u00ed, destinos religiosos e atrativos naturais podem compor viagens que combinem espiritualidade, lazer e aventura. Nos Campos Gerais, o visitante encontra desde o Parque Estadual de Vila Velha at\u00e9 o C\u00e2nion do Guartel\u00e1, passando por cidades que preservam tradi\u00e7\u00f5es tropeiras e heran\u00e7as da imigra\u00e7\u00e3o europeia.<\/p>\n<p>O Norte Pioneiro oferece uma combina\u00e7\u00e3o de mem\u00f3ria cafeeira, turismo rural, paisagens naturais e atra\u00e7\u00f5es como a regi\u00e3o de Angra Doce. J\u00e1 o territ\u00f3rio Terra dos Pinheirais re\u00fane cachoeiras, gastronomia e fortes refer\u00eancias culturais de diferentes comunidades de imigrantes.<\/p>\n<p>No Oeste, a grandiosidade das Cataratas e de Itaipu pode dialogar com experi\u00eancias relacionadas ao lago, aos munic\u00edpios lindeiros, \u00e0 cultura regional e \u00e0s atividades de natureza. O Sudoeste acrescenta vin\u00edcolas, produ\u00e7\u00e3o artesanal de alimentos, tradi\u00e7\u00f5es gastron\u00f4micas e paisagens ainda pouco exploradas pelo turismo de massa.<\/p>\n<p>N\u00e3o se trata de afirmar que todos esses roteiros estejam no mesmo est\u00e1gio de desenvolvimento. Alguns j\u00e1 possuem estruturas consolidadas, enquanto outros dependem de investimentos, qualifica\u00e7\u00e3o e maior integra\u00e7\u00e3o entre seus participantes.<\/p>\n<p>O valor da estrat\u00e9gia est\u00e1 precisamente em reconhecer essas diferen\u00e7as e criar condi\u00e7\u00f5es para que cada regi\u00e3o avance a partir de sua pr\u00f3pria identidade.<\/p>\n<p>Turismo sustent\u00e1vel, nesse contexto, tamb\u00e9m envolve respeitar a capacidade de cada lugar de receber visitantes, proteger o patrim\u00f4nio natural e cultural e permitir que as pr\u00f3prias comunidades participem dos benef\u00edcios econ\u00f4micos da atividade.<\/p>\n<p>Economia que se espalha<br \/>\nO turismo possui uma caracter\u00edstica especialmente importante para as economias regionais: seus resultados n\u00e3o ficam restritos ao atrativo que motivou a viagem.<\/p>\n<p>O visitante que passa uma noite a mais movimenta hospedagem e alimenta\u00e7\u00e3o. Quem contrata um guia, compra produtos locais, participa de uma experi\u00eancia rural ou visita uma comunidade tradicional ajuda a sustentar atividades que se espalham pela economia.<\/p>\n<p>No Paran\u00e1, as atividades caracter\u00edsticas do turismo encerraram 2025 com mais de 148 mil empregos formais, distribu\u00eddos principalmente entre gastronomia, hospedagem, transporte e outros servi\u00e7os relacionados \u00e0s viagens.<\/p>\n<p>Para munic\u00edpios menores, a cria\u00e7\u00e3o de roteiros regionais pode representar oportunidades para empreendedores que dificilmente teriam condi\u00e7\u00f5es de promover seus neg\u00f3cios em grandes mercados por conta pr\u00f3pria.<\/p>\n<p>Uma fam\u00edlia que recebe visitantes na propriedade rural, uma pequena pousada, um restaurante que preserva receitas tradicionais ou um produtor de alimentos artesanais podem encontrar no turismo uma fonte adicional de receita, desde que estejam integrados a uma oferta organizada e com capacidade de receber o p\u00fablico.<\/p>\n<p>\u00c9 por isso que as pol\u00edticas de promo\u00e7\u00e3o precisam caminhar junto com a qualifica\u00e7\u00e3o, a infraestrutura e a profissionaliza\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os. Atrair visitantes \u00e9 importante. Fazer com que encontrem experi\u00eancias satisfat\u00f3rias, retornem e recomendem o destino \u00e9 o que permite transformar movimento em atividade econ\u00f4mica duradoura.<\/p>\n<p>Pr\u00f3ximo destino<br \/>\nO Paran\u00e1 re\u00fane uma combina\u00e7\u00e3o pouco comum de atrativos naturais, diversidade cultural, infraestrutura urbana, patrim\u00f4nio hist\u00f3rico e experi\u00eancias rurais. Em um mesmo Estado, \u00e9 poss\u00edvel visitar uma das maiores quedas-d\u2019\u00e1gua do planeta, atravessar paisagens de montanha, conhecer antigas col\u00f4nias de imigrantes, percorrer cidades hist\u00f3ricas, desfrutar de praias oce\u00e2nicas ou de \u00e1gua doce e descobrir tradi\u00e7\u00f5es constru\u00eddas por diferentes gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A novidade n\u00e3o est\u00e1 no surgimento dessas atra\u00e7\u00f5es, muitas delas presentes h\u00e1 d\u00e9cadas na vida dos paranaenses. Est\u00e1 no esfor\u00e7o de aproxim\u00e1-las, organiz\u00e1-las e apresent\u00e1-las como partes de uma experi\u00eancia de viagem mais ampla.<\/p>\n<p>O trabalho desenvolvido pela Secretaria de Estado do Turismo e pelo Viaje Paran\u00e1, em associa\u00e7\u00e3o com munic\u00edpios, entidades regionais e iniciativa privada, aponta para essa dire\u00e7\u00e3o. De um lado, amplia a presen\u00e7a do Paran\u00e1 nos mercados nacional e internacional. De outro, incentiva que regi\u00f5es e localidades encontrem sua posi\u00e7\u00e3o dentro de um mapa tur\u00edstico cada vez mais diversificado.<\/p>\n<p>O sucesso dessa constru\u00e7\u00e3o depender\u00e1 de continuidade, infraestrutura, participa\u00e7\u00e3o municipal e capacidade de transformar as iniciativas em produtos que efetivamente cheguem ao viajante.<\/p>\n<p>Mas o horizonte \u00e9 promissor para um Estado que n\u00e3o precisa inventar paisagens nem fabricar hist\u00f3rias para despertar interesse. Elas j\u00e1 existem, espalhadas por suas diferentes regi\u00f5es.<\/p>\n<p>Quem chega ao Paran\u00e1 para conhecer as Cataratas talvez descubra que vale a pena seguir viagem. Quem escolhe Curitiba pode encontrar motivos para descer a serra. Quem visita os Campos Gerais pode se surpreender com o Norte Pioneiro, o Centro-Sul ou o Sudoeste.<\/p>\n<p>E quem pensa conhecer o Paran\u00e1 porque j\u00e1 esteve em seus destinos mais famosos provavelmente ainda tem muito a descobrir.<\/p>\n<p>Afinal, uma das melhores raz\u00f5es para viajar \u00e9 perceber que o lugar escolhido oferece muito mais do que aquilo que nos fez partir.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O viajante que chega a Foz do Igua\u00e7u provavelmente j\u00e1 sabe o que deseja encontrar. Quer ver as Cataratas, sentir de perto a for\u00e7a das \u00e1guas, conhecer Itaipu e descobrir as particularidades de uma cidade onde tr\u00eas pa\u00edses compartilham fronteiras, culturas e hist\u00f3rias. 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