{"id":8073,"date":"2026-11-03T07:54:09","date_gmt":"2026-11-03T10:54:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/portal\/?p=8073"},"modified":"2026-11-03T07:54:09","modified_gmt":"2026-11-03T10:54:09","slug":"depois-da-homenagem-ao-morto-trump-pode-comecar-a-morrer-politicamente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/portal\/mundo\/depois-da-homenagem-ao-morto-trump-pode-comecar-a-morrer-politicamente\/","title":{"rendered":"Depois da homenagem ao morto, Trump pode come\u00e7ar a morrer politicamente"},"content":{"rendered":"<p>Depois do ramo de flores colocado na cueca para homenagear o morto, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve amanhecer nesta ter\u00e7a-feira (02) contando os dias tenebrosos que ter\u00e1 de enfrentar at\u00e9 o encerramento de seu med\u00edocre, conturbado e melanc\u00f3lico segundo e \u00faltimo mandato na Casa Branca, marcado para 20 de janeiro de 2029. Se tudo der certo, o fim do dia das elei\u00e7\u00f5es de meio de mandato ser\u00e1 o come\u00e7o da derrocada de um governo que os norte-americanos dificilmente sentir\u00e3o falta. No popular, ap\u00f3s se render ao morto, hoje Trump deve come\u00e7ar a morrer politicamente.<\/p>\n<p>Mantido o quadro tra\u00e7ado pelos principais institutos de pesquisa do pa\u00eds comandado pelos republicanos, tudo indica que, na manh\u00e3 de quarta-feira (04), os democratas ter\u00e3o reconquistado a maioria em pelo menos uma das duas casas no Congresso. O objetivo \u00e9 recuperar C\u00e2mara e Senado. Se conseguirem, a consequ\u00eancia poder\u00e1 ser imediata. Com a vit\u00f3ria, os democratas, al\u00e9m de conter parte da insensatez da atual administra\u00e7\u00e3o dos EUA, dever\u00e3o trabalhar desde j\u00e1 com planos concretos para reduzir custos, tornar a assist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade e a moradia mais acess\u00edveis, e manter as contas de servi\u00e7os p\u00fablicos mais acess\u00edveis.<\/p>\n<p>T\u00e3o ou mais dividido do que o Brasil em que a democracia venceu cabulosamente uma prov\u00e1vel tirania civil, os cerca de 210 milh\u00f5es de eleitores dos Estados Unidos de Trump, Marco Rubio, Elon Musk e afins est\u00e3o votando desde meados da semana passada. At\u00e9 a noite dessa segunda-feira (2), os democratas apareciam \u00e0 frente em estados cruciais para a defini\u00e7\u00e3o do controle do Senado, entre eles o Texas e o Kansas, ambos controlados h\u00e1 anos pelos republicanos. As informa\u00e7\u00f5es recebidas do <i>front<\/i> d\u00e3o conta de que Trump experimenta do pr\u00f3prio veneno.<\/p>\n<p>A exemplo do ex\u00e9rcito do Lula, os americanos, notadamente os de origem latina, querem votar para derrubar aquele que, na avalia\u00e7\u00e3o deles, \u00e9 o pior presidente que os EUA j\u00e1 tiveram. Igualzinho como foi aqui h\u00e1 pouco mais de uma semana. Fizemos nossa parte. Como o cl\u00e3 que, presidencialmente, se evaporou no Brasil, Trump fez por merecer a amea\u00e7adora derrota de hoje. Fazendo minhas as palavras da companheira Sonja Tavares, na falta do que fazer para reduzir a avers\u00e3o do mundo \u00e0 sua figura, ele passou boa parte de seu mandato procurando pretextos para assumir o controle governamental e subordinar na\u00e7\u00f5es presididas por gestores medrosos, relapsos ou entreguistas.<\/p>\n<p>Ao lado da fam\u00edlia Bolsonaro, o argentino Javier Milei, o salvadorenho Nayib Bukele e o colombiano Abelardo de la Espriella lideram a extensa lista de pol\u00edticos latinos subservientes aos EUA. No caso do Brasil, tem respeito, mas n\u00e3o vassalagem. Por aqui, Trump perdeu porque quem seu governo apoiou n\u00e3o ganhou e fugiu. Simples assim. Como dizem l\u00e1 na minha terra, quem pariu o perdedor fuj\u00e3o que o embale. O fato a se comemorar \u00e9 que, sem o poder que, em tese, lhe sobrava, o l\u00edder republicano n\u00e3o ter\u00e1 mais tanta for\u00e7a para sustentar a\u00e7\u00f5es mais radicais contra os brasileiros, mexicanos, cubanos, canadenses, noruegueses, russos e iranianos.<\/p>\n<p>Vale lembrar que essas s\u00e3o das poucas na\u00e7\u00f5es que, mesmo com seu imp\u00e9rio econ\u00f4mico, pol\u00edtico e b\u00e9lico, Donald Trump ainda n\u00e3o conseguiu subjugar. Sem um Pr\u00eamio Nobel para chamar de seu, se perder a maioria dos 435 assentos da C\u00e2mara dos Representantes e a disputa por 35 das 100 cadeiras do, o presidente republicano ter\u00e1 de rebolar na boquinha da garrafa para se sustentar nos fundos da mesa principal da Casa Branca. Perdendo, o ros\u00e1rio de explica\u00e7\u00f5es ser\u00e1 medido em quil\u00f4metros.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao Brasil, Trump ter\u00e1 de explicar o financiamento de campanhas contra a Suprema Corte do Brasil, o politiqueiro tarifa\u00e7o do meio ano e, sobretudo, a guarida a brasileiros de conduta duvidosa, entre eles Paulo Figueiredo, Allan dos Santos, Willer Tomaz, Alexandre Ramagem e os irm\u00e3os Eduardo e Fl\u00e1vio Bolsonaro. Rejeitado por 61% dos americanos \u2013 a maior desde George W. Bush -, Donald Trump talvez consiga tempo para, ap\u00f3s a prov\u00e1vel derrota, reconhecer a fragorosa e democr\u00e1tica vit\u00f3ria de Luiz In\u00e1cio Lula da Silva. Quanto aos brasileiros fuj\u00f5es, comecem a torcer para que, em novembro de 2028, os americanos n\u00e3o elejam um democrata azedo, brasilianista e avesso a latinos que n\u00e3o sabem perder.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Depois do ramo de flores colocado na cueca para homenagear o morto, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve amanhecer nesta ter\u00e7a-feira (02) contando os dias tenebrosos que ter\u00e1 de enfrentar at\u00e9 o encerramento de seu med\u00edocre, conturbado e melanc\u00f3lico segundo e \u00faltimo mandato na Casa Branca, marcado para 20 de janeiro de 2029. 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