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Brasília

Ibaneis viaja, dengue mata e BRB pode ruir como castelo de cartas

Foto: Renato Alves/Agência Brasília
Bartô Granja

Ibaneis Rocha (MDB) está em Portugal. De novo. Desde que assumiu o Palácio do Buriti é a terceira viagem do governador ao país de Camões, Cabral e de brasilienses que tentam deixar o detrito (e não distrito) federal que vive cada vez mais abandonado. Ele embarcou na quinta-feira, 23, para, disse, passar o fim de semana descansando. A partir de segunda, 27, manterá conversas sobre investimentos na capital da República.

A viagem de Ibaneis se dá em mais um momento delicado para a cidade. Os índices de criminalidade se alastram como fogo em pavio de pólvora. A rede pública de saúde vive congestionada, como hospitais de uma cidade bombardeada. E o Aedes, que voa tanto quanto Ibaneis, continua matando o povo. Os casos de dengue, só nos primeiros cinco meses do ano, ultrapassaram a marca de todo o ano passado.

A guerra ao mosquito está paralisada. Não há antídoto. Antes de embarcar, Ibaneis garantiu, em conversa pelo aplicativo WhatsApp, que o famoso ‘fumacê’, suspenso dias antes, estava de volta. Mas o governador foi desmentido categoricamente pela Secretaria de Saúde. Os carros para aplicar o inseticida contra o Aedes estão parados. O produto, vencido, não mata nem pensamento ruim.

Mas, justiça seja feita. Ibaneis precisa esfriar a cabeça. Porque quando regressar a Brasília na próxima semana, terá dores piores do que aquelas provocadas pela dengue. Ações por improbidade administrativa e nepotismo cruzado vão pular mais do que macaco de galho em galho.

O Ministério Público do Distrito Federal abriu procedimento para investigar supostos casos de nepotismo e apadrinhamento em nomeações em órgãos públicos e empresas públicas. Se for constatada, omo comenta-se nos meios jurídicos, improbidade administrativa, vai sobrar para o governador.

A Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e Social (Prodep) está em ação. Enquanto a saúde vai mal, mandando muitos pacientes desesperançados para o Campo da Esperança, a direção do Banco de Brasília, que atropelou a lei do concurso público e nomeou consultores com salários de até 34 mil reais, pode ruir como um castelo de cartas mal marcadas.

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