{"id":101571,"date":"2016-05-15T22:02:25","date_gmt":"2016-05-16T01:02:25","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=101571"},"modified":"2016-07-30T16:50:16","modified_gmt":"2016-07-30T19:50:16","slug":"robo-virus-guerra-meteoro-o-que-mais-ameaca-o-homem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/robo-virus-guerra-meteoro-o-que-mais-ameaca-o-homem\/","title":{"rendered":"Rob\u00f4, v\u00edrus, guerra, clima, vulc\u00e3o, meteoro. O que mais amea\u00e7a o futuro do homem?"},"content":{"rendered":"<p>Milh\u00f5es de pessoas morreram em meados do primeiro mil\u00eanio da era crist\u00e3, entre os anos de 541 e 542, por causa da Praga de Justiniano, uma doen\u00e7a que afetou o Imp\u00e9rio Bizantino e v\u00e1rias partes da Europa, \u00c1sia e \u00c1frica.<\/p>\n<p>S\u00e9culos depois, dezenas de milh\u00f5es de pessoas morreram devido \u00e0 peste negra. Essa pandemia se espalhou pelo continente europeu entre os anos de 1347 e 1351 e causou um n\u00famero de \u00f3bitos maior do que qualquer guerra ou epidemia ocorridas at\u00e9 aquele momento.<br \/>\nA doen\u00e7a chegou at\u00e9 a China, parte do Oriente M\u00e9dio e norte da \u00c1frica.<\/p>\n<p>Os dois eventos resultaram na morte de mais de 10% da popula\u00e7\u00e3o mundial da \u00e9poca. Segundo a defini\u00e7\u00e3o usada pela consultoria Global Challenges Foundation (GCF), essas epidemias entrariam na categoria de cat\u00e1strofe global.<\/p>\n<p>A GCF tem sede em Estocolmo, na Su\u00e9cia, e se dedica a analisar as grandes amea\u00e7as mundiais. E, em seu relat\u00f3rio Riscos Catastr\u00f3ficos Globais 2016 , afirma que o risco de uma calamidade desse tipo acontecer nos nossos tempos n\u00e3o pode ser menosprezado.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 f\u00e1cil se deixar confundir pelas aparentemente baixas probabilidades de eventos catastr\u00f3ficos&#8221;, afirma o relat\u00f3rio, acrescentando que as &#8220;pequenas probabilidades se combinam (&#8230;) no longo prazo&#8221;.<\/p>\n<p>O documento da funda\u00e7\u00e3o faz uma an\u00e1lise dos sete principais riscos de uma cat\u00e1strofe global. Veja quais s\u00e3o:<\/p>\n<p><strong>1. Mudan\u00e7a clim\u00e1tica<\/strong><br \/>\nO relat\u00f3rio afirma que &#8220;\u00e9 imposs\u00edvel saber com exatid\u00e3o qual \u00e9 o n\u00edvel de aquecimento da atmosfera que pode resultar em uma cat\u00e1strofe global&#8221;.\u00a0Citando o Painel Intergovernamental sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (IPCC), a funda\u00e7\u00e3o afirma que &#8220;os riscos da mudan\u00e7a clim\u00e1tica oscilam entre alto e muito alto, com um aumento da temperatura m\u00e9dia de quatro graus acima dos n\u00edveis da era pr\u00e9-industrial&#8221;.\u00a0No texto, a GFC afirma que entre as consequ\u00eancias esperadas do aumento da temperatura est\u00e3o o grande impacto sobre sistemas \u00fanicos ou amea\u00e7ados, a extin\u00e7\u00e3o substancial de esp\u00e9cies e amea\u00e7as \u00e0 seguran\u00e7a alimentar.\u00a0Segundo o relat\u00f3rio, o que parece um risco baixo no futuro pr\u00f3ximo pode representar um perigo mais alto no longo prazo.\u00a0&#8220;O relat\u00f3rio Stern sobre os impactos econ\u00f4micos da mudan\u00e7a clim\u00e1tica sugere que a cada ano h\u00e1 0,1% de probabilidade de que a humanidade seja extinta (&#8230;). Isso implica em uma probabilidade de extin\u00e7\u00e3o da humanidade de 9,5% durante os pr\u00f3ximos cem anos.&#8221;<\/p>\n<p><strong>2. Guerra nuclear<\/strong><br \/>\nDurante a crise dos m\u00edsseis em 1962, Estados Unidos e Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica estiveram muito pr\u00f3ximos de uma guerra nuclear com a instala\u00e7\u00e3o dos m\u00edsseis sovi\u00e9ticos em Cuba.\u00a0Ao falar sobre esse epis\u00f3dio, o ent\u00e3o presidente americano John F. Kennedy afirmou que estimava em uma em cada tr\u00eas a chance de a crise ter acabado em uma guerra at\u00f4mica.\u00a0O relat\u00f3rio da GCF afirma que um conflito desse tipo geraria dois tipos de danos: o causado diretamente pelas explos\u00f5es, o fogo e a radia\u00e7\u00e3o, e o chamado inverno nuclear, causado pela fuma\u00e7a que chegaria \u00e0 atmosfera como consequ\u00eancia do inc\u00eandio de cidades inteiras, f\u00e1bricas e materiais inflam\u00e1veis.\u00a0O texto cita um relat\u00f3rio de 1979 do governo americano, no qual se estimava que, em um conflito nuclear entre as superpot\u00eancias da Guerra Fria, entre 35% e 77% da popula\u00e7\u00e3o americana morreria e entre 20% e 40% da popula\u00e7\u00e3o sovi\u00e9tica n\u00e3o sobreviveria aos primeiros 30 dias de guerra.\u00a0Nos dias de hoje, a GCF considera que os efeitos seriam menores, pois o arsenal nuclear nas m\u00e3os dos governos dos Estados Unidos e R\u00fassia corresponde a um quinto do que chegou a ser no auge da Guerra Fria, em 1986.<br \/>\nNo entanto, o relat\u00f3rio alerta que, por mais improv\u00e1vel que pare\u00e7a, os riscos de uma guerra nuclear s\u00e3o muito altos para serem esquecidos.<\/p>\n<p><strong>3. Pandemia natural<\/strong><br \/>\nNos \u00faltimos 300 anos foram registradas cerca de dez pandemias de gripe no mundo, e nenhuma causou a morte de mais de 5% da popula\u00e7\u00e3o mundial.\u00a0Segundo o relat\u00f3rio da GCF, as facilidades para esse tipo de doen\u00e7a se espalhar pelo planeta aumentaram devido \u00e0 globaliza\u00e7\u00e3o e pelo aumento de intera\u00e7\u00e3o entre os humanos e os animais.\u00a0No entanto, a melhora nas pr\u00e1ticas sanit\u00e1rias e de sa\u00fade diminui seu impacto.\u00a0O documento destaca que, segundo estimativas das autoridades brit\u00e2nicas, h\u00e1 uma probabilidade que varia entre 1 e 20 e entre 1 e 2 de que, nos pr\u00f3ximos cinco anos, ocorra uma pandemia que mate 1% da popula\u00e7\u00e3o da Gr\u00e3-Bretanha, por exemplo.\u00a0As probabilidades de ocorrer uma pandemia catastr\u00f3fica que tenha efeitos globais s\u00e3o menores.\u00a0Uma pesquisa que consultou especialistas afirma que h\u00e1 15% de probabilidade de ocorrer uma pandemia de H5N1, conhecida como gripe avi\u00e1ria, nos pr\u00f3ximos tr\u00eas anos.<\/p>\n<p><strong>4. Supervulc\u00f5es<\/strong><br \/>\nAlguns especialistas consideram que a erup\u00e7\u00e3o do vulc\u00e3o Toba, na Indon\u00e9sia, colocou a humanidade pr\u00f3xima da extin\u00e7\u00e3o cerca de 70 mil anos atr\u00e1s.\u00a0O vulc\u00e3o \u00e9 considerado um &#8220;supervulc\u00e3o&#8221; por ser capaz de produzir uma grande quantidade de material fragmentado.<br \/>\nAcredita-se que o grande volume de p\u00f3 e sulfatos lan\u00e7ados na atmosfera causou um esfriamento das temperaturas globais entre tr\u00eas e cinco graus, efeito que durou v\u00e1rios anos e levou a uma perda consider\u00e1vel de vida animal e vegetal.\u00a0O relat\u00f3rio da GCF destaca que alguns especialistas estimam que o desastre natural reduziu a popula\u00e7\u00e3o humana de umas cem mil para 4 mil pessoas.\u00a0O texto cita um relat\u00f3rio da Sociedade Geol\u00f3gica de Londres que afirma bastar uma capa de cinzas de apenas um cent\u00edmetro de espessura para acabar com a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola de um lugar.\u00a0No entanto, indica que \u00e9 muito dif\u00edcil haver estimativas sobre a poss\u00edvel erup\u00e7\u00e3o de um supervulc\u00e3o. Mesmo que alguns especialistas avaliem que isso ocorra em m\u00e9dia a cada 30 mil a 50 mil anos.<\/p>\n<p><strong>5. Asteroides e cometas<\/strong><br \/>\nOs cientistas acreditam que h\u00e1 cerca de 66 milh\u00f5es de anos um asteroide de cerca de 10 quil\u00f4metros de di\u00e2metro caiu em uma parte do territ\u00f3rio do M\u00e9xico, causando uma grande extin\u00e7\u00e3o de vida na Terra e encerrando a era dos dinossauros.\u00a0Segundo o relat\u00f3rio da GCF, o impacto de um asteroide ou de um cometa com um di\u00e2metro superior a 1,5 quil\u00f4metros poderia matar milh\u00f5es de pessoas. Em grande parte devido ao esfriamento das temperaturas que causaria, al\u00e9m dos danos para a agricultura.\u00a0O texto cita uma pesquisa de 2015, para a qual a probabilidade de que um asteroide se choque com a Terra nos pr\u00f3ximos cem anos e tenha um efeito global significativo \u00e9 de aproximadamente uma entre 1.250.<br \/>\nConsciente desse perigo, a Ag\u00eancia Espacial dos Estados Unidos, a Nasa, tem um sistema de vigil\u00e2ncia que j\u00e1 localizou mais de 90% dos asteroides com um di\u00e2metro maior que um quil\u00f4metro.<\/p>\n<p><strong>6. V\u00edrus de laborat\u00f3rio<\/strong><br \/>\nEm 2001, um grupo de pesquisadores da Austr\u00e1lia queria criar uma vacina anticoncepcional para ratos e, assim, controlar sua popula\u00e7\u00e3o. Mas eles acabaram criando um v\u00edrus de laborat\u00f3rio que matava cada uma das v\u00edtimas, destruindo parte de seu sistema imunol\u00f3gico.<br \/>\nEssa descoberta acidental foi um lembrete \u00e0 comunidade cient\u00edfica do risco de que essas descobertas acabem sendo usados para fins destrutivos.\u00a0&#8220;Existe uma possibilidade real de um agente patog\u00eanico perigoso criado em laborat\u00f3rio ser liberado por acidente&#8221;, afirma o relat\u00f3rio da GCF, que lembra as teorias afirmando que uma das variedades do v\u00edrus H1N1 era produto de um acidente de laborat\u00f3rio.\u00a0O texto indica que at\u00e9 2012 havia pelo menos 42 laborat\u00f3rios dedicados \u00e0 pesquisa com agentes patog\u00eanicos com potencial para causar pandemias.\u00a0&#8220;No longo prazo, se a biotecnologia avan\u00e7ar o suficiente e a s\u00edntese de material gen\u00e9tico n\u00e3o for bem regulamentada, ser\u00e1 cada vez mais f\u00e1cil para os Estados e grupos pequenos sintetizar e modificar agentes patog\u00eanicos perigosos. Isso gera um risco alto de uma cat\u00e1strofe global.&#8221;<\/p>\n<p><strong>7. Intelig\u00eancia artificial<\/strong><br \/>\nEmbora ainda pare\u00e7a um assunto mais ligado \u00e0 fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, a possibilidade de que o desenvolvimento de sistemas de intelig\u00eancia artificial que tenham efeitos negativos est\u00e1 inclu\u00edda na lista.\u00a0O relat\u00f3rio da GCF repete as previs\u00f5es de especialistas a respeito de quando ser\u00e1 desenvolvido um sistema que seja capaz de realizar tarefas t\u00e3o bem como um humano, o que, de acordo com pesquisadores consultados, tem 50% de probabilidade de ocorrer por volta do ano 2050.\u00a0Uma vez que isso ocorra, os estudiosos estimam em 5% as probabilidades de ser desenvolvido um sistema muito mais sofisticado nos dois anos posteriores e de 50% nos 30 anos seguintes.\u00a0&#8220;Presumindo que se consiga desenvolver um sistema de intelig\u00eancia artificial equivalente (\u00e0 intelig\u00eancia dos) humanos, seu impacto social no longo prazo \u00e9 desconhecido&#8221;, afirmou o texto.\u00a0&#8220;Segundo a opini\u00e3o dos especialistas consultados, h\u00e1 cerca de 7% de probabilidades de que isso seria &#8216;extremamente ruim&#8217;.&#8221;\u00a0Por\u00e9m &#8220;a enorme incerteza que envolve estas estimativas (tamb\u00e9m) deve ser destacada&#8221;, acrescentou o relat\u00f3rio.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Milh\u00f5es de pessoas morreram em meados do primeiro mil\u00eanio da era crist\u00e3, entre os anos de 541 e 542, por causa da Praga de Justiniano, uma doen\u00e7a que afetou o Imp\u00e9rio Bizantino e v\u00e1rias partes da Europa, \u00c1sia e \u00c1frica. 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