{"id":104653,"date":"2016-06-12T17:05:54","date_gmt":"2016-06-12T20:05:54","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=104653"},"modified":"2016-07-30T16:49:58","modified_gmt":"2016-07-30T19:49:58","slug":"estrela-com-brilho-estranho-sugere-ser-habitada-por-extraterrestre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/estrela-com-brilho-estranho-sugere-ser-habitada-por-extraterrestre\/","title":{"rendered":"Estrela com brilho estranho sugere ser habitada por seres extra-terretres, revela estudo"},"content":{"rendered":"<p>Uma astr\u00f4noma da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, iniciou uma campanha de financiamento coletivo para obter recursos que permitam explorar em profundidade uma estrela cujo brilho em transforma\u00e7\u00e3o pode ser explicado com um conceito de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica aplic\u00e1vel a civiliza\u00e7\u00f5es extraterrestres avan\u00e7adas.<\/p>\n<p>Das 150 mil estrelas analisadas pelo telesc\u00f3pio espacial Kepler, apenas uma, at\u00e9 o momento, deixou os astr\u00f4nomos sem explica\u00e7\u00e3o: a KIC 8462852, tamb\u00e9m conhecida como Tabby&#8217;s Star, em homenagem \u00e0 cientista Tabetha Boyajian, de Yale, que come\u00e7ou a investigar este distante astro da Via L\u00e1ctea.<\/p>\n<p>O telesc\u00f3pio Kepler, que armazenou dados de estrelas e poss\u00edveis planetas de 2009 a 2013, permitiu analisar o brilho de um grupo de estrelas na constela\u00e7\u00e3o Cygnus para determinar se esses astros s\u00e3o orbitados por corpos celestes, o que permitiu comprovar que a maioria de estrelas forma sistemas planet\u00e1rios.<\/p>\n<p>Em 2015, um grupo de cientistas e cidad\u00e3os descobriu uma estrela com um brilho que n\u00e3o pode ser explicado facilmente por fen\u00f4menos naturais e que pode ser a primeira prova de uma teoria elaborada h\u00e1 d\u00e9cadas para detectar civiliza\u00e7\u00f5es avan\u00e7adas no espa\u00e7o.<\/p>\n<p>&#8220;De uma dezena de explica\u00e7\u00f5es naturais que analisamos, nenhuma se encaixa adequadamente ao brilho desta estrela. A teoria de uma esfera de Dyson \u00e9 algo que poderia explicar o err\u00e1tico brilho, mas \u00e9 muito gen\u00e9rica&#8221;, explicou Boyajian.<\/p>\n<p>A esfera de Dyson \u00e9 uma hipot\u00e9tica megaestrutura de pain\u00e9is ao redor de uma estrela que seria utilizada por uma civiliza\u00e7\u00e3o muito avan\u00e7ada que consumiu os recursos de seu planeta e precisa capturar a energia emitida.<\/p>\n<p>Essa teoria, desenvolvida pelo f\u00edsico Freeman Dyson nos anos 1960, poderia explicar por que o brilho da estrela de Tabby n\u00e3o tem uma mudan\u00e7a peri\u00f3dica e se escurece quase totalmente em algumas ocasi\u00f5es, o que nunca foi identificado antes.<\/p>\n<p>Mas o Kepler j\u00e1 n\u00e3o pode recopilar mais informa\u00e7\u00e3o sobre esta estrela devido a uma falha ocorrida em 2013, e Boyajian e astr\u00f4nomos de todo o mundo precisam de mais dados para decifrar o enigma desta estranha estrela.<\/p>\n<p>Para isso, iniciaram uma campanha de financiamento coletivo (kck.st\/1PaKfxB) que pretende arrecadar mais de US$ 100 mil at\u00e9 o dia 17 deste m\u00eas.<\/p>\n<p>&#8220;Queremos direcionar \u00e0 estrela uma rede de telesc\u00f3pios privados no mundo todo que permitam monitorar de maneira constante a estrela para descobrir quando ela come\u00e7a a perder o brilho e fazer medi\u00e7\u00f5es, j\u00e1 que n\u00e3o se comporta de maneira peri\u00f3dica&#8221;, detalhou Boyajian.<\/p>\n<p>Embora seja dif\u00edcil chegar \u00e0 capacidade de detec\u00e7\u00e3o de um telesc\u00f3pio espacial, Boyajian acredita que potentes observat\u00f3rios terrestres possam observar outros comprimentos de onda procedentes da estrela, que n\u00e3o pode ser vista da terra durante tr\u00eas meses ao ano.<\/p>\n<p>&#8220;Precisamos vigiar constantemente as oscila\u00e7\u00f5es de luz da estrela porque n\u00e3o sabemos em que momento o brilho come\u00e7a a diminuir&#8221;, afirmou a astr\u00f4noma, que lembrou que a participa\u00e7\u00e3o no projeto colaborativo Planet Hunter foi o que permitiu encontrar esta estrela inclassific\u00e1vel.<\/p>\n<p>Outra explica\u00e7\u00e3o para o raro comportamento desta estrela seria por ela ser orbitada por uma am\u00e1lgama de cometas e p\u00f3 de asteroides, o que Bradley Schaefer, um cientista da Universidade da Louisiana, considera imposs\u00edvel ap\u00f3s fazer c\u00e1lculos.<\/p>\n<p>Boyajian quer manter com esta campanha de financiamento coletivo o esp\u00edrito de parceria global que permitiu encontrar a estrela que leva seu nome e que, se novos dados permitirem, pode indicar a exist\u00eancia de uma civiliza\u00e7\u00e3o muito mais avan\u00e7ada que a nossa a 1,5 mil anos-luz de n\u00f3s.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma astr\u00f4noma da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, iniciou uma campanha de financiamento coletivo para obter recursos que permitam explorar em profundidade uma estrela cujo brilho em transforma\u00e7\u00e3o pode ser explicado com um conceito de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica aplic\u00e1vel a civiliza\u00e7\u00f5es extraterrestres avan\u00e7adas. 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