{"id":106714,"date":"2016-07-04T08:41:23","date_gmt":"2016-07-04T11:41:23","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=106714"},"modified":"2016-07-04T12:01:04","modified_gmt":"2016-07-04T15:01:04","slug":"ta-todo-mundo-se-virando-para-tentar-sobreviver-e-haja-bicos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/ta-todo-mundo-se-virando-para-tentar-sobreviver-e-haja-bicos\/","title":{"rendered":"T\u00e1 todo mundo se virando para sobreviver \u00e0 crise do desemprego. E haja bicos&#8230;"},"content":{"rendered":"<p><strong>Marta Nobre, Edi\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>O jeitinho brasileiro entra em cena mais uma vez. Agora, para tentar sobreviver em meio \u00e0 crise econ\u00f4mica que assola o Pa\u00eds. Tem muita gente com curso superior cuidando do c\u00e3o dos outros. E marmanjo &#8211; no bom sentido &#8211; fazendo as vezes de marido de aluguel, para consertos gerais.<\/p>\n<p>\u00c9 isso que mostra reportagem do Uol. Com o mercado de trabalho cada vez mais enxuto, as pessoas est\u00e3o encontrando nos bicos uma alternativa ao emprego fixo ou um complemento para a renda. Alguns acabam fazendo um trabalho bem diferente de sua profiss\u00e3o original. A internet foi uma aliada na hora de come\u00e7ar a carreira alternativa.<\/p>\n<p>Tamires Lustosa, 26, formou-se em engenharia el\u00e9trica no final de 2014. Fazia est\u00e1gio, mas n\u00e3o foi efetivada. Passou a atuar como free-lancer, mas o trabalho n\u00e3o era est\u00e1vel. &#8220;Financeiramente estava sendo dif\u00edcil. Foi um per\u00edodo muito complicado&#8221;, conta. Decidiu, ent\u00e3o, fazer um bico cuidando de animais.<\/p>\n<p>Em outubro do ano passado, come\u00e7ou a oferecer servi\u00e7os de dog walker (passeio com c\u00e3es), bab\u00e1 e hospedagem de animais em sua casa. &#8220;Foi uma alternativa por causa da crise e foi super bem-vinda no final do ano, porque teve muita procura.&#8221;<\/p>\n<p>No in\u00edcio, esse bico tornou-se sua principal fonte de renda. Em fevereiro deste ano, ela foi efetivada no trabalho onde era free-lancer, mas o bico com os animais continuou. Passou a ser um complemento, que hoje chega a R$ 1.500 por m\u00eas, segundo ela.<\/p>\n<p>A jovem divulga seus servi\u00e7os pelo site Pet Anjo. Segundo a veterin\u00e1ria respons\u00e1vel pela empresa, Carol Rocha, n\u00e3o h\u00e1 pr\u00e9-requisito para se inscrever, mas os candidatos devem fazer um curso online de 15 horas, que \u00e9 pago, e passar por um processo seletivo. Atualmente, o site tem 200 profissionais cadastrados.<\/p>\n<p><strong>Sem emprego, mas com bicos<\/strong> &#8211; Eduardo Rocha, 41, perdeu o emprego de supervisor de manuten\u00e7\u00e3o em uma empresa de a\u00e7o no final de 2013. Decidiu aplicar o conhecimento que aprendeu na ind\u00fastria para fazer bicos e virou marido de aluguel.<\/p>\n<p>Mesmo sem a seguran\u00e7a de um emprego fixo, no primeiro ano ele n\u00e3o sentiu o bolso apertar. &#8220;Estava empatando o que ganhava na ind\u00fastria, tranquilamente.&#8221; Al\u00e9m disso, trabalhando por conta pr\u00f3pria ele conseguiu ter mais liberdade.<\/p>\n<p>Rocha anunciou seu trabalho no site Bicos, que tem oferta de diversos servi\u00e7os: motorista, carreto, aulas particulares, DJ, churrasqueiro, cabeleireiro e manicure em domic\u00edlio, etc..<\/p>\n<p>Qualquer profissional pode se cadastrar para oferecer seus servi\u00e7os, e o contato \u00e9 feito diretamente entre cliente e profissional. Os clientes podem avaliar o trabalho realizado e ajudar novos consumidores a escolherem um profissional pela plataforma.<\/p>\n<p><strong>N\u00e3o est\u00e3o sobrando bicos<\/strong> &#8211; A crise, por\u00e9m, tamb\u00e9m tem afetado o mercado de bicos. O Bicos foi criado no in\u00edcio de 2015 e hoje tem cerca de 50 mil usu\u00e1rios cadastrados, entre profissionais oferecendo servi\u00e7o e clientes contratando, em 421 cidades, segundo Kleber Costa, um dos s\u00f3cios.<\/p>\n<p>Apesar de esperar dobrar o n\u00famero de usu\u00e1rios at\u00e9 o final do ano, Costa afirma que o setor tem sentido a economia enfraquecida. &#8220;A crise tem afetado sem d\u00favida nenhuma todos os setores econ\u00f4micos&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Para Rocha, a crise apertou em meados do ano passado. &#8220;Caiu uns 40% [a quantidade de trabalho] no geral, do final do ano passado para c\u00e1&#8221;, afirma.<\/p>\n<p><strong>Muitas apostas<\/strong> &#8211; Thales Barbosa Ioshimoto, 28, \u00e9 formado em design gr\u00e1fico e tem p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em assessoria de comunica\u00e7\u00e3o em m\u00eddias. Trabalhava na \u00e1rea de marketing de um sal\u00e3o de beleza, mas foi demitido em novembro.<\/p>\n<p>&#8220;Precisei ver de que forma conseguiria ganhar dinheiro at\u00e9 voltar a trabalhar&#8221;, afirma. Passou a fazer brownie por encomenda. Paralelamente, come\u00e7ou oferecer servi\u00e7os de cabeleireiro e gar\u00e7om, entre outros.<\/p>\n<p>No come\u00e7o, conta que conseguiu alguns trabalhos, principalmente como diarista, mas j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 chamado h\u00e1 alguns meses. &#8220;Hoje a confeitaria est\u00e1 dando mais sustento&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Mesmo assim, ele diz que est\u00e1 ganhando cerca de metade do que conseguia quando tinha emprego fixo. &#8220;Ainda estou lutando para chegar ao mesmo patamar.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Marta Nobre, Edi\u00e7\u00e3o O jeitinho brasileiro entra em cena mais uma vez. Agora, para tentar sobreviver em meio \u00e0 crise econ\u00f4mica que assola o Pa\u00eds. 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