{"id":108492,"date":"2016-07-19T23:01:46","date_gmt":"2016-07-20T02:01:46","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=108492"},"modified":"2016-07-20T00:25:38","modified_gmt":"2016-07-20T03:25:38","slug":"se-ele-guilherme-pegou-propina-ficou-com-tudo-para-mim-nao-veio-nada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/se-ele-guilherme-pegou-propina-ficou-com-tudo-para-mim-nao-veio-nada\/","title":{"rendered":"&#8216;Se ele [Guilherme] pegou propina ficou com tudo. Para mim n\u00e3o veio nada&#8217;, diz PB"},"content":{"rendered":"<div id=\"Corpo\">\n<h6 class=\"Assina\"><strong>Julia Affonso, Mateus Coutinho e Fausto Macedo<\/strong><\/h6>\n<p>Alvo da Opera\u00e7\u00e3o Custo Brasil, o ex-ministro Paulo Bernardo (Planejamento\/Governo Lula) declarou \u00e0 Pol\u00edcia Federal em S\u00e3o Paulo nesta ter\u00e7a-feira, 19, que n\u00e3o recebeu propinas de R$ 7,1 milh\u00f5es do esquema Consist.<\/p>\n<p>A Consist \u00e9 uma empresa de software que fez acordo com entidades contratadas pelo Planejamento na gest\u00e3o de Paulo Bernardo, em 2010. Cabia \u00e0 Consist gerenciar o dinheiro emprestado a milh\u00f5es de servidores p\u00fablicos. O esquema teria desviado R$ 100 milh\u00f5es de empr\u00e9stimos consignados entre 2010 e 2015 por meio da cobran\u00e7a de taxas altas.<\/p>\n<p>Questionado sobre anota\u00e7\u00f5es encontradas no escrit\u00f3rio do advogado Guilherme Gon\u00e7alves, de Curitiba, que indicam supostos repasses de valores em seu favor, Paulo Bernardo negou ter sido benefici\u00e1rio. Ele sugeriu que Gon\u00e7alves pode ter ficado com o dinheiro.<\/p>\n<p>O ex-ministro afirmou \u00e0 PF que n\u00e3o teve rela\u00e7\u00e3o com o acordo de coopera\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica firmado por entidades com a Consist, contratada para administrar a libera\u00e7\u00e3o dos consignados a milh\u00f5es de servidores. Mas admitiu ter tido uma reuni\u00e3o com as entidades para tratar do tema.<\/p>\n<p>A PF insistiu sobre os registros encontrados no escrit\u00f3rio do advogado. Paulo Bernardo disse que n\u00e3o pode responder pelas anota\u00e7\u00f5es de Guilherme Gon\u00e7alves. O ex-ministro deu a entender que Gon\u00e7alves pode ter se valido do seu nome para obter benef\u00edcios.<\/p>\n<p>Paulo Bernardo foi preso na Opera\u00e7\u00e3o Custo Brasil no dia 23 de junho, sob suspeita de recebimento de propinas de R$ 7,1 milh\u00f5es do esquema de empr\u00e9stimos consignados no \u00e2mbito do Minist\u00e9rio do Planejamento.<\/p>\n<p>A Custo Brasil \u00e9 um desdobramento da Pixuleco II que, em agosto de 2015, descobriu o esquema dos consignados. Um dos alvos da Pixuleco II, o advogado Alexandre Romano, o Chambinho, fez dela\u00e7\u00e3o premiada e revelou os bastidores do caso Consist.<\/p>\n<p>Valores obtidos ilicitamente teriam abastecido a campanha de Gleisi Hoffmann (PT\/PR), mulher de Paulo Bernardo, ao Senado em 2010.<\/p>\n<p>No dia 29 de junho, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou soltar Paulo Bernardo.<\/p>\n<p>A Custo Brasil investiga suposto desvio de R$ 100 milh\u00f5es de empr\u00e9stimos consignados no \u00e2mbito do Planejamento, desde 2010 (gest\u00e3o Paulo Bernardo). Por meio de seus advogados, ele nega categoricamente liga\u00e7\u00e3o com o esquema Consist.<\/p>\n<p>Quando Paulo Bernardo foi preso, a Procuradoria da Rep\u00fablica destacou. &#8220;O esquema permaneceu durante mais de cinco anos. N\u00e3o era um esquema isolado, um ato isolado. Era um esquema permanente e est\u00e1vel em que havia recebimento de valores altos, valores milion\u00e1rios. Em alguns casos, isso n\u00e3o se aplica a todos, se verificou atitudes fraudulentas para induzir em erro o ju\u00edzo, como por exemplo, por meio da simula\u00e7\u00e3o de contratos de servi\u00e7os ap\u00f3s a deflagra\u00e7\u00e3o da Pixuleco II, em agosto de 2015. Houve atos nesse sentido de tentar simular uma presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os&#8221;, declarou Andrey Borges na sexta-feira, 24, ap\u00f3s audi\u00eancia de cust\u00f3dia de Paulo Bernardo e de outros alvos da Custo Brasil.<\/p>\n<p>\u00c0 sa\u00edda da PF, ap\u00f3s cerca de quatro horas de depoimento, o ex-ministro declarou a jornalistas que n\u00e3o tem envolvimento com a Consist. &#8220;Esse contrato n\u00e3o existe, o Minist\u00e9rio do Planejamento nunca contratou a Consist.&#8221;<\/p>\n<p>Segundo ele, a Consist trabalha para a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Bancos Comerciais e para o Sindicato das Entidades de Previd\u00eancia Privada. &#8220;A Consist n\u00e3o \u00e9 contratada pelo Minist\u00e9rio do Planejamento, \u00e9 contratada por essas duas entidades que representam os bancos e as entidades que fazem empr\u00e9stimos para servidores&#8221;, disse o ex-ministro.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-70065\" src=\"http:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/estadao.png\" alt=\"estadao\" width=\"99\" height=\"16\" \/><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Julia Affonso, Mateus Coutinho e Fausto Macedo Alvo da Opera\u00e7\u00e3o Custo Brasil, o ex-ministro Paulo Bernardo (Planejamento\/Governo Lula) declarou \u00e0 Pol\u00edcia Federal em S\u00e3o Paulo nesta ter\u00e7a-feira, 19, que n\u00e3o recebeu propinas de R$ 7,1 milh\u00f5es do esquema Consist. 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