{"id":108815,"date":"2016-07-23T09:56:53","date_gmt":"2016-07-23T12:56:53","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=108815"},"modified":"2016-07-23T09:56:53","modified_gmt":"2016-07-23T12:56:53","slug":"governo-avalia-criar-pedagio-para-aumentar-em-40-o-tempo-de-aposentadoria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/governo-avalia-criar-pedagio-para-aumentar-em-40-o-tempo-de-aposentadoria\/","title":{"rendered":"Governo avalia criar &#8216;ped\u00e1gio&#8217; para aumentar em 40% o tempo de aposentadoria"},"content":{"rendered":"<h6 class=\"Assina\"><strong>Idiana Tomazelli<\/strong><\/h6>\n<p>O governo estuda propor uma regra de transi\u00e7\u00e3o no \u00e2mbito da reforma da Previd\u00eancia que aumentar\u00e1 em 40% o tempo restante para a aposentadoria. O incremento ser\u00e1 o &#8220;ped\u00e1gio&#8221; a ser pago pelos contribuintes que estiverem mais pr\u00f3ximos de obter o benef\u00edcio e, portanto, estariam inclu\u00eddos na chamada faixa de transi\u00e7\u00e3o entre o regime atual e o novo modelo. Para os demais, dever\u00e1 valer a idade m\u00ednima, que pode ser de 70 anos. Ainda n\u00e3o est\u00e1 fechado qual ser\u00e1 a idade usada como refer\u00eancia para a divis\u00e3o dos dois grupos.<\/p>\n<p>A proposta dos 40% foi comentada esta semana em uma rede social pelo ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, e confirmada ao Broadcast, sistema de not\u00edcias em tempo real do Grupo Estado, pela pasta. &#8220;Para quem faltasse 10 meses, teria de trabalhar mais quatro. Faltariam 14 meses para aposentar&#8221;, escreveu Padilha.<\/p>\n<p>As centrais sindicais, no entanto, ainda n\u00e3o haviam sido apresentadas a essa ideia durante as reuni\u00f5es que t\u00eam mantido com o governo para debater o assunto. Embora o Executivo mantenha o otimismo sobre a aceita\u00e7\u00e3o, l\u00edderes sindicais adiantam que n\u00e3o v\u00e3o acatar a sugest\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o aceitaremos nenhuma regra que aumente o tempo de trabalho para quem j\u00e1 est\u00e1 no mercado de trabalho&#8221;, disse o deputado Paulinho da For\u00e7a (SD-SP), presidente da For\u00e7a Sindical. Para ele, as regras atuais de aposentadoria s\u00e3o um direito adquirido dos trabalhadores. &#8220;Ped\u00e1gio, nem pensar&#8221;, frisou. Como alternativa, o deputado sugere a cria\u00e7\u00e3o de uma &#8220;Nova Previd\u00eancia&#8221;, com contribuintes nascidos a partir de 2001. Neste caso, a central aceitaria que o governo fixasse uma idade m\u00ednima para aposentar.<\/p>\n<p>O presidente nacional da Uni\u00e3o Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, afirmou que a entidade tem analisado com &#8220;cautela&#8221; as propostas do governo e pediu bom senso do Executivo &#8220;N\u00e3o d\u00e1 para ficar criando situa\u00e7\u00f5es contr\u00e1rias aos interesses do trabalhador. \u00c9 tudo nas costas deles&#8221;, disse. Os l\u00edderes sindicais engrossaram o coro de que o governo tem de &#8220;fazer a parte dele&#8221; para reduzir o d\u00e9ficit na Previd\u00eancia, estimado em R$ 149,2 bilh\u00f5es neste ano.<\/p>\n<p>O marco de divis\u00e3o entre quem poder\u00e1 ou n\u00e3o usar a regra de transi\u00e7\u00e3o &#8220;pode parar em qualquer lugar&#8221;, explicou o chefe da Assessoria Especial da Casa Civil, Marcelo de Siqueira. Segundo ele, a quest\u00e3o ainda est\u00e1 em estudo e n\u00e3o h\u00e1 sequer defini\u00e7\u00e3o sobre o que ser\u00e1 usado como refer\u00eancia: a idade, o tempo de contribui\u00e7\u00e3o ou uma combina\u00e7\u00e3o dos dois.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, a ideia \u00e9 que haja dois grupos, um que vai se aposentar pela regra de transi\u00e7\u00e3o e outro que ter\u00e1 de esperar a idade m\u00ednima. A regra de corte \u00e9 que vai dizer quem vai se encaixar em qual. &#8220;Para quem est\u00e1 pr\u00f3ximo de se aposentar, n\u00e3o \u00e9 idade m\u00ednima (que vai valer)&#8221;, disse Siqueira.<\/p>\n<p>Em outra vers\u00e3o do novo modelo, o governo n\u00e3o descarta excluir a trava que dividiria os dois grupos. Neste caso, o pr\u00f3prio benefici\u00e1rio poderia visualizar qual regime seria mais vantajoso Para quem at\u00e9 hoje contribuiu pouco \u00e0 Previd\u00eancia ser\u00e1 mais neg\u00f3cio aderir \u00e0 idade m\u00ednima, entende o governo. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 idade m\u00ednima, a ideia \u00e9 mesmo fix\u00e1-la em 70 anos. A avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 de que outros pa\u00edses onde a idade m\u00ednima est\u00e1 em torno de 65 anos j\u00e1 analisam a necessidade de aumento. &#8220;Como queremos reforma de m\u00e9dio e longo prazo, temos de pensar l\u00e1 na frente&#8221;, justificou Siqueira.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-70065\" src=\"http:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/estadao.png\" alt=\"estadao\" width=\"99\" height=\"16\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Idiana Tomazelli O governo estuda propor uma regra de transi\u00e7\u00e3o no \u00e2mbito da reforma da Previd\u00eancia que aumentar\u00e1 em 40% o tempo restante para a aposentadoria. 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