{"id":109327,"date":"2016-07-28T13:12:18","date_gmt":"2016-07-28T16:12:18","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=109327"},"modified":"2016-07-28T16:04:03","modified_gmt":"2016-07-28T19:04:03","slug":"lava-jato-abre-caixa-preta-de-ti-do-banco-do-brasil-e-ve-propina-em-negocio-de-53-mi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/lava-jato-abre-caixa-preta-de-ti-do-banco-do-brasil-e-ve-propina-em-negocio-de-53-mi\/","title":{"rendered":"Lava Jato abre caixa preta de T.I. do Banco do Brasil e v\u00ea propina em neg\u00f3cio de 53 mi"},"content":{"rendered":"<h6 class=\"Assina\"><strong>Ricardo Brandt, Julia Affonso e Fausto Macedo<\/strong><\/h6>\n<p>A Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato investiga o pagamento de propinas em contrato do Banco do Brasil com a A\u00e7\u00e3o Inform\u00e1tica Brasil. Dois ex-s\u00f3cios da empresa revelaram em depoimento \u00e0 Pol\u00edcia Federal (PF) terem repassado valores para a Credencial Construtora Empreendimentos e Representa\u00e7\u00f5es &#8211; acusada de ser empresa de fachada usada para lavagem de dinheiro no esc\u00e2ndalo Petrobras &#8211; por &#8220;consultoria&#8221; em neg\u00f3cio de fornecimento de software para o banco, fechado em 2010, por R$ 53,2 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>A Credencial, que tem sede em Sumar\u00e9 (SP), pertence a Eduardo Aparecido de Meira e Fl\u00e1vio Henrique de Oliveira Macedo, ambos presos em maio na 30\u00aa fase da Lava Jato (Opera\u00e7\u00e3o V\u00edcio). A firma seria usada pelos donos para intermediar neg\u00f3cios no governo federal &#8211; em \u00e1reas de \u00f3leo e g\u00e1s, energia e tecnologia &#8211; com v\u00ednculos com o ex-ministro da Casa Civil Jos\u00e9 Dirceu (governo Lula).<\/p>\n<p>A for\u00e7a-tarefa considera ter provas do repasse de dinheiro de corrup\u00e7\u00e3o da Credencial para Dirceu em contratos de fornecimento de tubos para obras da Petrobras.<\/p>\n<p>Os investigadores buscam agora informa\u00e7\u00f5es sobre quem a Credencial &#8211; suspeita de ser de fachada &#8211; pagou em servi\u00e7o prestado \u00e0 A\u00e7\u00e3o Inform\u00e1tica no contrato do Banco do Brasil. Quebra de sigilo banc\u00e1rio da Credencial revelou a transfer\u00eancia de R$ 4,9 milh\u00f5es da A\u00e7\u00e3o Inform\u00e1tica, nos meses seguintes ao contrato com o banco estatal.<\/p>\n<p>A for\u00e7a-tarefa suspeita que os pagamentos para a investigada por corrup\u00e7\u00e3o e lavagem tenham ocultado propina para agentes p\u00fablicos e pol\u00edticos.<\/p>\n<p>A rela\u00e7\u00e3o entre a A\u00e7\u00e3o e a Credencial passou a ser investigada no in\u00edcio do ano, ap\u00f3s o juiz federal S\u00e9rgio Moro, da Lava Jato, em Curitiba, autorizar as quebras dos sigilos fiscal e banc\u00e1rio da empresa ligada a Dirceu. Os R$ 4,9 milh\u00f5es foram repassados entre 19 de abril e 26 de junho de 2010. Eles come\u00e7aram dias depois da A\u00e7\u00e3o participar, em fevereiro, de uma licita\u00e7\u00e3o do Banco do Brasil para fornecimento de software e vencer o contrato, fechado em mar\u00e7o.<\/p>\n<p>&#8220;A \u00fanica rela\u00e7\u00e3o que a A\u00e7\u00e3o teve com a Credencial foram os pagamentos efetuados a pedido do representante da Memora em virtude do procedimento licitat\u00f3rio do Banco do Brasil&#8221;, afirmou Mauricio David Teixeira, ex-vice-presidente da A\u00e7\u00e3o respons\u00e1vel pela \u00e1rea de governo e grandes contas. &#8220;O contrato licitado, em quest\u00e3o, girava em torno de cinquenta a sessenta milh\u00f5es de reais.&#8221;<\/p>\n<p>A Memora Processos Inovadores &#8211; citada pelos dois ex-s\u00f3cios da A\u00e7\u00e3o, Enio Issa e Maur\u00edcio David Teixeira, era uma das empresas concorrentes na licita\u00e7\u00e3o do Banco do Brasil. Ela e a A\u00e7\u00e3o Inform\u00e1tica s\u00e3o firmas brasileiras que fornecem sistemas de inform\u00e1tica e tecnologia, que representavam a norte-americana Oracle Corporation &#8211; desenvolvedora dos softwares fornecidos ao banco. As tr\u00eas empresas negaram, por meio de suas assessorias de imprensa, qualquer irregularidade.<\/p>\n<p>O Banco do Brasil informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que &#8220;n\u00e3o h\u00e1 qualquer registro de atua\u00e7\u00e3o da empresa Credencial&#8221; com o banco, &#8220;diretamente ou na forma de consultoria&#8221; e que os contratos com a empresa A\u00e7\u00e3o Inform\u00e1tica &#8220;sempre estiveram em situa\u00e7\u00e3o de total regularidade e normalidade&#8221;.<\/p>\n<p>Os donos da Credencial negam irregularidades e informaram que atuavam para prospectar neg\u00f3cios de empresas como a A\u00e7\u00e3o Inform\u00e1tica. &#8220;A Credencial n\u00e3o \u00e9 empresa de fachada e n\u00e3o \u00e9 pagadora de propinas, apesar das acusa\u00e7\u00f5es do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal&#8221;, diz nota divulgada pela defesa dos donos da empresa.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-70065\" src=\"http:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/estadao.png\" alt=\"estadao\" width=\"99\" height=\"16\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ricardo Brandt, Julia Affonso e Fausto Macedo A Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato investiga o pagamento de propinas em contrato do Banco do Brasil com a A\u00e7\u00e3o Inform\u00e1tica Brasil. 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