{"id":110924,"date":"2016-08-06T12:27:28","date_gmt":"2016-08-06T15:27:28","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=110924"},"modified":"2016-08-06T14:56:02","modified_gmt":"2016-08-06T17:56:02","slug":"golfe-volta-apos-um-seculo-e-rugby-entra-em-cena-para-abrilhantarem-os-jogos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/golfe-volta-apos-um-seculo-e-rugby-entra-em-cena-para-abrilhantarem-os-jogos\/","title":{"rendered":"Golfe volta ap\u00f3s um s\u00e9culo e rugby entra em cena para abrilhantar Jogos"},"content":{"rendered":"<p><strong>Marcelo Brand\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Dos 42 esportes dos Jogos Ol\u00edmpicos Rio 2016, um deles estreia em uma Olimp\u00edada e o outro reaparece no maior evento esportivo do mundo depois de um hiato de mais de um s\u00e9culo. A Cidade Maravilhosa ser\u00e1 o palco da estreia do rugby seven (rugby de 7) e do retorno do golfe, ap\u00f3s 112 anos afastado dos Jogos.<\/p>\n<p>\u201cTeremos a honra desta grandeza universal de receber em nosso pa\u00eds muitos dos melhores golfistas do planeta, que estar\u00e3o em busca da medalha Ol\u00edmpica \u2013 a primeira no golfe em 112 anos. O retorno do golfe ao programa ol\u00edmpico representa para o esporte a chance de ter uma visibilidade sem precedentes, pois as Olimp\u00edadas s\u00e3o o maior evento esportivo do mundo\u201d, disse o presidente da Confedera\u00e7\u00e3o Brasileira de Golfe (CBG), Paulo Cezar Pacheco.<\/p>\n<p>Para ele, a pr\u00e1tica do esporte no Brasil e no mundo pode crescer com a presen\u00e7a do golfe na Olimp\u00edada. Apesar de ser considerado um esporte elitista, Pacheco cita o Golfe para a Vida, um programa de inclus\u00e3o social promovido pela CBG, como mais um indutor importante na populariza\u00e7\u00e3o do esporte. Nele crian\u00e7as de escolas p\u00fablicas e particulares t\u00eam contato com o golfe de forma recreativa.<\/p>\n<p>\u201cJ\u00e1 capacitamos mais de 350 professores de educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica para que possam ensinar os primeiros passos do golfe, utilizando kits de soft golf, que s\u00e3o tacos adaptados para ensinar o esporte de forma mais l\u00fadica. O programa j\u00e1 levou o golfe a quase 80 mil pessoas, a maioria crian\u00e7as\u201d.<\/p>\n<p>O golfe \u00e9 um esporte praticado em vasto campo com diversas caracter\u00edsticas: grama baixa, grama alta, \u00e1rvores, pequenos lagos e bancos de areia. O jogador precisa acertar a bolinha em 18 buracos espalhados pelo campo no menor n\u00famero de tacadas poss\u00edvel. Existem tacos com diferentes caracter\u00edsticas; para tacadas mais longas e altas, tacos para posicionar a bolinha a uma dist\u00e2ncia m\u00e9dia e tamb\u00e9m os chamados \u201cputter\u201d, tacos usados para finalizar a jogada, colocando a bola dentro do buraco.<\/p>\n<p><strong>Zika<\/strong> &#8211; A volta do golfe, ainda que celebrada, tem sido conturbada. V\u00e1rios atletas desistiram de viajar para o Rio de Janeiro por medo de contrair o v\u00edrus Zika. Dentre eles, o l\u00edder do ranking mundial, o australiano Jason Day, e o norte-irland\u00eas Rory McIlroy, n\u00famero quatro do ranking. No total, dez golfistas desistiram dos Jogos por medo de contrair o v\u00edrus.<\/p>\n<p>Na opini\u00e3o de Pacheco, as desist\u00eancias, apesar de sentidas pelos f\u00e3s de golfe, n\u00e3o tirar\u00e3o o brilho da volta do esporte ao programa ol\u00edmpico. Ele v\u00ea a decis\u00e3o dos atletas como algo de car\u00e1ter pessoal e que deve apenas ser \u201clamentado e respeitado\u201d.<\/p>\n<p>\u201cO evento continua em alto n\u00edvel t\u00e9cnico com presen\u00e7as de muitos outros \u00eddolos que nunca jogaram na Am\u00e9rica do Sul. Os golfistas e aqueles que n\u00e3o conhecem o esporte que forem assistir aos Jogos ainda ver\u00e3o muitos \u00eddolos que nunca vieram para o Brasil. N\u00e3o tenho d\u00favidas de que ser\u00e1 um espet\u00e1culo\u201d.<\/p>\n<p><strong>\u201cTry\u201d \u00e9 o \u201cgol\u201d do rugby<\/strong> &#8211; Quem n\u00e3o conhece o rugby e quiser acompanhar a modalidade nos Jogos Rio 2016, deve torcer para que o atleta leve a bola at\u00e9 o fundo do campo do advers\u00e1rio. Quando isso acontecer, o torcedor pode comemorar o \u201ctry\u201d &#8211; uma esp\u00e9cie de \u201cgol\u201d do rugby.<\/p>\n<p>No Rio, ser\u00e1 a vez da estreia do rugby seven, com sete atletas de cada lado. A outra vers\u00e3o do esporte, com 15 atletas, j\u00e1 figurou nos jogos de Paris (1900), Londres (1908), Antu\u00e9rpia (1920) e Paris (1924).<\/p>\n<p>A vers\u00e3o \u201cseven\u201d tem a caracter\u00edstica de ser mais din\u00e2mica, uma vez que s\u00e3o menos atletas em campo. O principal objetivo do jogo \u00e9 conduzir a bola ganhando terreno no campo advers\u00e1rio. Eles precisam avan\u00e7ar enquanto o advers\u00e1rio tenta impedir o progresso, bloqueando e derrubando aqueles que tenham a posse da bola. Os passes para frente, no entanto, s\u00e3o proibidos. Passes com as m\u00e3os, apenas para tr\u00e1s. S\u00f3 chutes podem ser dados para frente.<\/p>\n<p>O diretor-presidente da Confedera\u00e7\u00e3o Brasileira de Rugby (CBRu), Agustin Danza, v\u00ea um aumento no n\u00famero de praticantes como resultado da entrada do esporte no programa ol\u00edmpico. \u201cPara n\u00f3s, o principal impacto \u00e9 a massifica\u00e7\u00e3o do esporte, em dois sentidos. O primeiro \u00e9 permitir que a maioria dos brasileiros interessados nos Jogos Ol\u00edmpicos possam assistir as sele\u00e7\u00f5es jogando, fiquem sabendo que existe. E o segundo \u00e9 a possibilidade de poder entrar mais em escolas. Elas obviamente olham com bons olhos os esportes ol\u00edmpicos\u201d.<\/p>\n<p>Os atletas do rugby brasileiros s\u00e3o conhecidos como \u201ctupis\u201d. O desenho em seu uniforme homenageia os ind\u00edgenas do pa\u00eds. Os atletas chegaram a levar a camisa para ser \u201caben\u00e7oada\u201d por um paj\u00e9 Tupi. Se a ben\u00e7\u00e3o dos ancestrais \u00e9 bem vinda, o hist\u00f3rico de vit\u00f3rias pode deixar a torcida brasileira ainda mais otimista. Segundo Danza, o time feminino de rugby do Brasil \u2013 que estreia hoje (6) contra a Gr\u00e3 Bretanha, \u00e0s 12h \u2013 est\u00e1 entre as pot\u00eancias mundiais.<\/p>\n<p>\u201cNo rugby seven feminino, o Brasil \u00e9 pot\u00eancia na regi\u00e3o. N\u00f3s nunca perdemos um jogo na Am\u00e9rica Latina nos \u00faltimos dez anos. As meninas s\u00e3o 11 vezes campe\u00e3s da Am\u00e9rica do Sul e h\u00e1 tr\u00eas anos fazem parte do top 10 mundial\u201d.<\/p>\n<p>O time masculino, por sua vez, disputa o protagonismo na regi\u00e3o com a Argentina, pa\u00eds com mais tradi\u00e7\u00e3o no esporte.<\/p>\n<p>Caso o torcedor queira ir ao Est\u00e1dio de Deodoro para ver as disputas de rugby, Danza conta um pouco de algumas das melhores caracter\u00edsticas do esporte. \u201cO rugby \u00e9 um esporte muito cont\u00ednuo, similar ao futebol. Todas as regras visam que a bola nunca pare. Ent\u00e3o, voc\u00ea pode ficar assistindo a um jogo por dez minutos ininterruptos. E \u00e9 um dos poucos esportes que n\u00e3o tem agress\u00f5es, simula\u00e7\u00f5es, n\u00e3o tem brigas com o juiz. \u00c9 um esporte em que os jogadores entram para jogar e pronto, n\u00e3o tem distra\u00e7\u00f5es nem jogadores tentando quebrar regras\u201d.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.ebc.com.br\/esportes\/rio-2016\/2016\/08\/acompanhe-os-destaques-deste-sabado-nos-jogos-olimpicos\" target=\"_blank\"><strong>&gt;&gt; Acompanhe aqui os jogos da Rio 2016&lt;&lt;<\/strong><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Marcelo Brand\u00e3o Dos 42 esportes dos Jogos Ol\u00edmpicos Rio 2016, um deles estreia em uma Olimp\u00edada e o outro reaparece no maior evento esportivo do mundo depois de um hiato de mais de um s\u00e9culo. 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