{"id":111718,"date":"2016-08-11T22:06:15","date_gmt":"2016-08-12T01:06:15","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=111718"},"modified":"2016-08-12T05:10:09","modified_gmt":"2016-08-12T08:10:09","slug":"basquete-feminino-joga-quatro-perde-quatro-e-e-eliminado-antes-do-tempo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/basquete-feminino-joga-quatro-perde-quatro-e-e-eliminado-antes-do-tempo\/","title":{"rendered":"Basquete feminino joga quatro, perde quatro e \u00e9 eliminado antes do tempo"},"content":{"rendered":"<p><strong>Vinicius Lisboa<\/strong><\/p>\n<p>A capit\u00e3 do time feminino de basquete do Brasil entrou no jogo contra a Fran\u00e7a diante de uma torcedora empolgada. Sua m\u00e3e, que faz anivers\u00e1rio hoje (11), estava no meio do p\u00fablico incans\u00e1vel da Arena da Juventude, no complexo esportivo de Deodoro, zona norte do Rio de Janeiro, que alternava aplausos e gritos de apoio \u00e0s brasileiras e vaias \u00e0s francesas. Mas n\u00e3o adiantou: com a derrota por 74 a 64 e a elimina\u00e7\u00e3o da Olimp\u00edada Rio 2016, a jogadora deixou o est\u00e1dio desabafando:<\/p>\n<p>\u201cEstou cansada de perder\u201d, disse Iziane, com os olhos marejados.<\/p>\n<p>O basquete feminino perdeu os quatro jogos que disputou e, ap\u00f3s cumprir a tabela no confronto de s\u00e1bado, com a Turquia, deixar\u00e1 a olimp\u00edada sem passar para a fase eliminat\u00f3ria pela terceira vez seguida. Para que a campanha n\u00e3o seja pior do que as de Pequim e Londres, por\u00e9m, ainda \u00e9 preciso vencer o \u00faltimo jogo.<\/p>\n<p>Iziane se despede da carreira de atleta nesta olimp\u00edada e lamenta n\u00e3o ter dado uma \u00faltima vit\u00f3ria de presente para a m\u00e3e. &#8220;O mais importante \u00e9 que ela sabe que a filha dela entra para dar o melhor. Luto sempre para ajudar minha equipe a vencer e sair de cabe\u00e7a erguida&#8221;, diz ela, que acredita que \u00e9 preciso ampliar a base e a forma\u00e7\u00e3o de atletas para que o basquete feminino reencontre um caminho: &#8220;\u00c9 preciso massificar o basquete feminino. Um campeonato brasileiro de apenas seis equipes, em um pa\u00eds grande como o Brasil, n\u00e3o vai nos ajudar nisso&#8221;.<\/p>\n<p>Os problemas que levaram \u00e0 campanha mal sucedida s\u00e3o praticamente um consenso entre atletas e o t\u00e9cnico, Antonio Carlos Barbosa, que reassumiu a sele\u00e7\u00e3o em janeiro, ap\u00f3s um per\u00edodo em que cinco treinadores se sucederam depois que ele saiu do comando do time, em 2007. Tantas mudan\u00e7as tamb\u00e9m atingiram o elenco, que, segundo Barbosa, teve 28 nomes diferentes em um intervalo de tr\u00eas anos.<\/p>\n<p>\u201cFaltou que elas tivessem muitos jogos internacionais para diminuir a diferen\u00e7a de n\u00edvel do basquete que elas jogam internamente para o de n\u00edvel internacional\u201d, analisa ele, que treinou a sele\u00e7\u00e3o que ganhou o bronze em Sidney 2000. O t\u00e9cnico acredita que n\u00e3o h\u00e1 diferen\u00e7a entre as atletas daquele ano e as de 2016, mas que faltou o entrosamento que um time acumula em amistosos internacionais e mais tempo de jogo em conjunto.<\/p>\n<p>&#8220;Com a exce\u00e7\u00e3o do jogo do Jap\u00e3o, fizemos jogos muito bons. Faltou pouco&#8221;, diz Barbosa, que se considera extremamente frustrado, mas n\u00e3o decepcionado. &#8220;De antem\u00e3o, n\u00e3o havia cobran\u00e7a no basquete feminino. A modalidade estava desacreditada&#8221;.<\/p>\n<p>Com uma experi\u00eancia na sele\u00e7\u00e3o de basquete que vem desde a d\u00e9cada de 70, Barbosa n\u00e3o pretende continuar como t\u00e9cnico titular, posi\u00e7\u00e3o que afirma ter assumido \u201cem uma situa\u00e7\u00e3o emergencial\u201d. Ele diz preferir uma posi\u00e7\u00e3o de supervis\u00e3o, o que acredita ser muito cedo para definir, j\u00e1 que haver\u00e1 elei\u00e7\u00f5es na Confedera\u00e7\u00e3o Brasileira de Basquete este ano.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m de sa\u00edda da sele\u00e7\u00e3o, a armadora Adriana Mois\u00e9s concorda que faltou um trabalho de longo prazo: &#8220;\u00c9 frustrante. Nenhum atleta vem para perder. A gente treina para fazer o melhor, mas sabe que o momento do basquete feminino \u00e9 delicado, atualmente&#8221;, disse ela, que contou ter aconselhado as jogadoras que permanecem na sele\u00e7\u00e3o a observar as atletas internacionais. &#8220;Os erros que a gente tem s\u00e3o da falta de jogar, da falta de interc\u00e2mbio. N\u00e3o s\u00e3o culpa s\u00f3 nossa&#8221;, diz ela, que quer continuar a trabalhar com basquete, mas como auxiliar t\u00e9cnica. E acrescenta:<\/p>\n<p>\u201cO basquete feminino precisa de gente trabalhando em prol dele, para o bem, n\u00e3o s\u00f3 criticando, mas fazendo tamb\u00e9m\u201d.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da m\u00e3e de Iziane, outra torcedora ilustre estava na arena, a ex-jogadora Janeth Arcain, que acredita que o caminho \u00e9 a renova\u00e7\u00e3o, mas avisa que isso n\u00e3o vir\u00e1 a tempo do ciclo ol\u00edmpico de T\u00f3quio.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o podemos criar falsa expectativa. Nos \u00faltimos anos, a gente n\u00e3o vem obtendo resultados e isso fez com que a equipe n\u00e3o estivesse t\u00e3o bem. Temos que pensar em renova\u00e7\u00e3o e em tempo para que as coisas sejam modificadas&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vinicius Lisboa A capit\u00e3 do time feminino de basquete do Brasil entrou no jogo contra a Fran\u00e7a diante de uma torcedora empolgada. 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