{"id":111821,"date":"2016-08-12T19:52:23","date_gmt":"2016-08-12T22:52:23","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=111821"},"modified":"2016-08-12T20:06:23","modified_gmt":"2016-08-12T23:06:23","slug":"alvo-na-custo-brasil-junto-com-paulo-bernardo-e-preso-por-coagir-testemunha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/alvo-na-custo-brasil-junto-com-paulo-bernardo-e-preso-por-coagir-testemunha\/","title":{"rendered":"Alvo na Custo Brasil junto com Paulo Bernardo \u00e9 preso por coagir testemunha"},"content":{"rendered":"<h6 class=\"Assina\"><strong>Fausto Macedo e Julia Affonso<\/strong><\/h6>\n<p>A Pol\u00edcia Federal prendeu Marcelo Maran, s\u00f3cio do advogado Guilherme Gon\u00e7alves, apontado como respons\u00e1vel pela contabilidade do Fundo Consist, no qual eram movimentados valores recebidos de um esquema de desvio de recursos de empr\u00e9stimos consignados montado no Minist\u00e9rio do Planejamento entre 2010 e 2015. Maran foi preso nesta quinta-feira, 11.<\/p>\n<p>O dinheiro do fundo seria usado no pagamento de despesas pessoais do ex-ministro Paulo Bernardo (Planejamento) e tamb\u00e9m seria empregado em campanhas pol\u00edticas.<\/p>\n<p>A ordem de pris\u00e3o contra Maran, bra\u00e7o direito de Guilherme Gon\u00e7alves, foi despachada pela 6.\u00aa Vara Federal Criminal de S\u00e3o Paulo, a mesma que recebeu, na semana passada, a den\u00fancia do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal contra Paulo Bernardo, Maran, Gon\u00e7alves e mais 10 pessoas.<\/p>\n<p>O ex-ministro, o advogado e seu s\u00f3cio s\u00e3o r\u00e9us pelos crimes de organiza\u00e7\u00e3o criminosa, lavagem de dinheiro e corrup\u00e7\u00e3o passiva.<\/p>\n<p>Segundo a Opera\u00e7\u00e3o Custo Brasil, Paulo Bernardo teria recebido R$ 7,1 milh\u00f5es em propinas do esquema Consist. Ele chegou a ser preso no dia 23 de junho, por determina\u00e7\u00e3o do juiz federal Paulo Bueno de Azevedo, mas seis dias depois foi solto por ordem do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal.<\/p>\n<p>A defesa do ex-ministro recha\u00e7a as suspeitas sobre ele. A advogada Ver\u00f4nica Abdalla Sterman, que defende Paulo Bernardo, afirma que ele n\u00e3o recebeu propinas do esquema Consist.<\/p>\n<p>A for\u00e7a-tarefa da Custo Brasil &#8211; miss\u00e3o integrada do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal e da Pol\u00edcia Federal &#8211; tomou o depoimento de uma testemunha do caso. Essa pessoa j\u00e1 havia sido ouvida na fase de inqu\u00e9rito, pela for\u00e7a-tarefa da Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato, em Curitiba, em julho de 2015.<\/p>\n<p>Na ocasi\u00e3o, a testemunha contou que o dinheiro do Fundo Consist pagava despesas pessoais de Paulo Bernardo e que Marcelo Maran havia dito que o dinheiro era desviado para campanhas pol\u00edticas tamb\u00e9m e que o escrit\u00f3rio fazia pagamentos por servi\u00e7os n\u00e3o prestados.<\/p>\n<p>No depoimento anterior, a testemunha contou que Maran tentou &#8220;coopt\u00e1-lo&#8221;, em agosto de 2015, quando ela pediu demiss\u00e3o do escrit\u00f3rio de Gon\u00e7alves por causa da Opera\u00e7\u00e3o Pixuleco, fase da Lava Jato que antecedeu a Custo Brasil.<\/p>\n<p>Trecho do depoimento dessa testemunha foi usado na den\u00fancia da Opera\u00e7\u00e3o Custo Brasil. Quando Maran tomou conhecimento da \u00edntegra da den\u00fancia, procurou o irm\u00e3o da testemunha que havia trabalhado um ano no escrit\u00f3rio de Gon\u00e7alves, entregou a ele um envelope com o trecho da den\u00fancia que mencionava o depoimento e disse: &#8220;Entregue isto para seu pai e pede para ele conversar com seu irm\u00e3o, para que ele mude o depoimento dele.&#8221;<\/p>\n<p>Para os procuradores da Rep\u00fablica Andrey Borges de Mendon\u00e7a, Rodrigo de Grandis, Silvio Lu\u00eds Martins de Oliveira e Vicente Mandetta, respons\u00e1veis pelo caso, &#8220;n\u00e3o h\u00e1 d\u00favida de que Maran tentava cooptar a testemunha e de que agora a amea\u00e7ou&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;A pris\u00e3o preventiva \u00e9 necess\u00e1ria para garantia da instru\u00e7\u00e3o quando o imputado interfere na produ\u00e7\u00e3o da prova. No caso, referida interfer\u00eancia se manifesta pela tentativa inicial de cooptar a testemunha para a continuidade do esquema, com o oferecimento de vantagens semelhantes \u00e0s que Maran recebia, para que n\u00e3o sa\u00edsse do escrit\u00f3rio, e, atualmente, em raz\u00e3o da tentativa de alterar o depoimento da testemunha. A amea\u00e7a, embora destinada ao irm\u00e3o do depoente, possu\u00eda clara e certa finalidade: fazer com que a testemunha alterasse seu depoimento e deixasse de incriminar Marcelo Maran&#8221;, afirma o Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal no pedido de pris\u00e3o, que foi acatado pelo juiz Paulo Bueno de Azevedo.<\/p>\n<p>A reportagem n\u00e3o localizou a defesa de Marcelo Maran.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-70065\" src=\"http:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/estadao.png\" alt=\"estadao\" width=\"99\" height=\"16\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fausto Macedo e Julia Affonso A Pol\u00edcia Federal prendeu Marcelo Maran, s\u00f3cio do advogado Guilherme Gon\u00e7alves, apontado como respons\u00e1vel pela contabilidade do Fundo Consist, no qual eram movimentados valores recebidos de um esquema de desvio de recursos de empr\u00e9stimos consignados montado no Minist\u00e9rio do Planejamento entre 2010 e 2015. 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