{"id":112295,"date":"2016-08-16T15:49:39","date_gmt":"2016-08-16T18:49:39","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=112295"},"modified":"2016-08-16T17:04:24","modified_gmt":"2016-08-16T20:04:24","slug":"futebol-feminino-perde-para-suecia-e-vai-disputar-o-bronze","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/futebol-feminino-perde-para-suecia-e-vai-disputar-o-bronze\/","title":{"rendered":"Futebol feminino erra nos p\u00eanaltis, perde para Su\u00e9cia e vai disputar o bronze"},"content":{"rendered":"<h6 class=\"Assina\"><strong>Ciro Campos<\/strong><\/h6>\n<p>A Su\u00e9cia protagonizou uma esp\u00e9cie de Maracanazo em menores propor\u00e7\u00f5es nesta ter\u00e7a-feira, pelas semifinais do torneio de futebol feminino dos Jogos do Rio. A equipe europeia se defendeu durante o tempo normal e mais a prorroga\u00e7\u00e3o para n\u00e3o levar gols, empatar por 0 a 0 e derrubar o Brasil nos p\u00eanaltis por 4 a 3. A elimina\u00e7\u00e3o das donas da casa, as favoritas, frustrou mais uma vez o projeto do in\u00e9dito ouro ol\u00edmpico.<\/p>\n<p>Assim como naquele Brasil x Uruguai em 1950, o est\u00e1dio do Maracan\u00e3 estava lotado. De um lado a imensa torcida de verde e amarelo confiava no talento de Marta e no retrospecto recente contra a Su\u00e9cia. Afinal, h\u00e1 dez dias a vit\u00f3ria havia sido por 5 a 1. Por\u00e9m, dessa vez a defesa sueca trabalhou muito bem, principalmente a goleira Lindhal, que nos p\u00eanaltis defendeu as cobran\u00e7as de Cristiane e Andressinha.<\/p>\n<p>Marta acertou o seu chute nas cobran\u00e7as decisivas, assim como a goleira B\u00e1rbara novamente fez \u00f3tima defesa no chute de Asllani. Mas foi pouco diante da determina\u00e7\u00e3o e paci\u00eancia de advers\u00e1rias que durante 120 minutos se seguraram atr\u00e1s para esperar a chance de cobrar p\u00eanaltis. Restar\u00e1 ao Brasil disputar o bronze, na sexta-feira, em S\u00e3o Paulo, e se contentar em ficar longe da oportunidade de disputar a terceira final ol\u00edmpica.<\/p>\n<p>Da fria Su\u00e9cia veio a t\u00edpica catimba sul-americana. Demora para bater tiro de metas, atrasos para cobran\u00e7as de laterais e uma postura defensiva sem vergonha alguma de demonstrar medo fez o time europeu conseguir segurar mais de 120 minutos de press\u00e3o, ajudado pelos erros e nervosismo do Brasil.<\/p>\n<p>Dez dias ap\u00f3s o Brasil golear a Su\u00e9cia por 5 a 1 no Engenh\u00e3o, pela fase de grupos, as equipes se encontraram sob condi\u00e7\u00f5es bem diferentes. A sele\u00e7\u00e3o da casa n\u00e3o fez mais gols no torneio desde ent\u00e3o, enquanto as advers\u00e1rias chegaram \u00e0 semifinal como zebra. A receita delas para buscar a decis\u00e3o foi a mesma da usada contra as americanas, atuais campe\u00e3s mundiais: jogar na defesa com a esperan\u00e7a de levar aos p\u00eanaltis.<\/p>\n<p>O futebol ol\u00edmpico estreou no Maracan\u00e3 em tarde de sol, calor e \u00f3tima presen\u00e7a da torcida. As imensas filas do lado de fora adiaram a entrada do p\u00fablico. Muitos chegaram ao est\u00e1dio quando o Brasil j\u00e1 iniciava a longa batalha contra a retranca sueca, posicionada em um 4-5-1 obediente ao extremo. Nem mesmo quando tinha chance de atacar a equipe abria m\u00e3o do esquema.<\/p>\n<p>Ao Brasil restava a paci\u00eancia de explorar uma brecha. Marta, com o nome gritado pelo est\u00e1dio, era a mais acionada pela direita. Quando a op\u00e7\u00e3o ficou \u00f3bvia e marcada demais, era a vez de explorar a esquerda. A altern\u00e2ncia de lados seria uma op\u00e7\u00e3o produtiva se tivesse uma atacante centralizada capaz de finalizar ao gol. Sem Cristiane, ficou dif\u00edcil. Ainda assim a equipe da casa chegou com perigo duas vezes com Debinha e quase marcou gra\u00e7as a um gol contra.<\/p>\n<p>Os sustos vinham no ataque, mas tamb\u00e9m na defesa. O time avan\u00e7ava demais e deu \u00e0 Su\u00e9cia espa\u00e7os para dar trabalho. A goleira B\u00e1rbara deu a bola de presente para o ataque sueco e quase complicou a situa\u00e7\u00e3o. O passar do tempo era prejudicial somente para o Brasil, pela expectativa e ansiedade de um est\u00e1dio lotado, mas que n\u00e3o exercia tamanha press\u00e3o. A torcida no Maracan\u00e3 foi mais uma apreciadora silenciosa do jogo do que atuante na briga por vaga na final.<\/p>\n<p>No segundo tempo o calor e o cansa\u00e7o a partida cair. Marta pouco apareceu e, sem ela, o time dominou sem amea\u00e7ar. O jogo ficou mon\u00f3tono e parte da torcida at\u00e9 se desligou do gramado para protestar contra o presidente em exerc\u00edcio, Michel Temer, e para pedir a entrada de Cristiane, em recupera\u00e7\u00e3o de les\u00e3o.<\/p>\n<p>O apelo s\u00f3 foi atendido para o come\u00e7o da prorroga\u00e7\u00e3o. A forma abaixo do ideal dela, somada ao cansa\u00e7o do Brasil pelo segundo jogo seguido no tempo extra n\u00e3o alteraram o panorama do jogo. Foi a Su\u00e9cia quem criou mais lances de perigo, antes de Marta perder uma chance nos acr\u00e9scimos e do apito decretar a ida aos p\u00eanaltis.<\/p>\n<p>A torcida j\u00e1 tinha come\u00e7ado a gritar o tradicional &#8220;eu acredito&#8221; quando as cobran\u00e7as come\u00e7aram. As suecas demonstraram mais tranquilidade, ao deslocar a goleira B\u00e1rbara na maioria dos chutes. O desfecho ficou para Dahlkvist, que converteu e silenciou de vez o Maracan\u00e3.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de Dahlkvist, Schelin, Seger e Fischer tamb\u00e9m converteram suas penalidades, enquanto apenas Marta, Andressa Alves e Rafaelle marcaram pelo Brasil nesta disputa.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-70065\" src=\"http:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/estadao.png\" alt=\"estadao\" width=\"99\" height=\"16\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ciro Campos A Su\u00e9cia protagonizou uma esp\u00e9cie de Maracanazo em menores propor\u00e7\u00f5es nesta ter\u00e7a-feira, pelas semifinais do torneio de futebol feminino dos Jogos do Rio. 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