{"id":112422,"date":"2016-08-17T10:42:08","date_gmt":"2016-08-17T13:42:08","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=112422"},"modified":"2016-08-17T14:03:13","modified_gmt":"2016-08-17T17:03:13","slug":"desemprego-da-novo-salto-e-deixa-113-mi-sem-contra-cheque","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/desemprego-da-novo-salto-e-deixa-113-mi-sem-contra-cheque\/","title":{"rendered":"Desemprego d\u00e1 novo salto e deixa 11,6 milh\u00f5es de brasileiros sem contra-cheque"},"content":{"rendered":"<p><strong>Nielmar de Oliveira<\/strong><\/p>\n<p>A taxa de desocupa\u00e7\u00e3o subiu em todas as grandes regi\u00f5es do pa\u00eds, fechando o segundo trimestre do ano em 11,3% comparativamente ao mesmo per\u00edodo de 2015. Os dados foram divulgados nesta quarta, 17, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) e indicam que as taxas s\u00e3o as mais altas j\u00e1 registradas para cada uma das regi\u00f5es do pa\u00eds, desde o in\u00edcio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlio Cont\u00ednua (Pnad Cont\u00ednua), em janeiro de 2012.<\/p>\n<p>Na regi\u00e3o Norte, a taxa de desocupa\u00e7\u00e3o foi de 8,5% para 11,2%; no Nordeste, de 10,3% para 13,2%; no Sudeste, de 8,3% para 11,7%; no Sul, de 5,5% para 8,0%; e no Centro-Oeste, de 7,4% para 9,7%. No primeiro trimestre de 2016, as taxas haviam sido de 12,8% no Nordeste, 11,4% no Sudeste, 10,5% no Norte, 9,7% no Centro-Oeste e 7,3% no Sul.<\/p>\n<p>Entre as unidades da federa\u00e7\u00e3o, as maiores taxas de desemprego no segundo trimestre de 2016 foram observadas no Amap\u00e1 (15,8%); Bahia (15,4%) e Pernambuco (14%), enquanto as menores taxas estavam em Santa Catarina (6,7%), Mato Grosso do Sul (7%) e Rond\u00f4nia (7,8%).<\/p>\n<p><strong>Desempregados s\u00e3o 11,6 milh\u00f5es<\/strong> \u00a0&#8211; Dados divulgados anteriormente pelo IBGE indicam que a taxa geral de desemprego, de 11,3% no trimestre encerrado em junho, \u00e9 tamb\u00e9m a maior da s\u00e9rie hist\u00f3rica e indicava uma popula\u00e7\u00e3o desocupada de 11,6 milh\u00f5es de pessoas, um crescimento de 4,5% em rela\u00e7\u00e3o aos primeiros tr\u00eas meses do ano. Quando a compara\u00e7\u00e3o se d\u00e1 com o segundo trimestre do ano passado, no entanto, o aumento da popula\u00e7\u00e3o desocupada chegou a 38,7%.<\/p>\n<p>A pesquisa indica, ainda, que o n\u00edvel de ocupa\u00e7\u00e3o (indicador que mede a parcela da popula\u00e7\u00e3o ocupada em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 popula\u00e7\u00e3o em idade de trabalhar) ficou em 54,6% para a totalidade do Brasil no segundo trimestre deste ano.<\/p>\n<p>As regi\u00f5es Nordeste (48,6%) e Norte (54,4%) ficaram abaixo da m\u00e9dia do pa\u00eds. J\u00e1 nas demais regi\u00f5es, o n\u00edvel de ocupa\u00e7\u00e3o variou dos 59,1% verificados na regi\u00e3o Sul, passando pelos 59,2% do Centro-Oeste e at\u00e9 os 56,1% do Sudeste.<\/p>\n<p>Por estado, Mato Grosso do Sul (61,1%), Santa Catarina (59,4%), Paran\u00e1 (59,2%) e Goi\u00e1s (59,2%) apresentaram os maiores percentuais, enquanto Alagoas (42,9%), Pernambuco (46,6%) e Rio Grande do Norte (47,2%) apresentaram os n\u00edveis de ocupa\u00e7\u00e3o mais baixos.<\/p>\n<p><strong>Carteira assinada<\/strong> &#8211; Os dados divulgados hoje pelo IBGE, relativos \u00e0 Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlio Cont\u00ednua, referentes ao segundo trimestre do ano, apontam a regi\u00e3o Sul do pa\u00eds como a que registra o maior percentual de empregados com carteira de trabalho assinada (85,4%), seguida do Sudeste (82,7%) e Centro-Oeste (com 77,5%), todos com percentual de trabalhadores formais superiores \u00e0 m\u00e9dia nacional do pa\u00eds, que fechou o segundo trimestre em 77,3%.<\/p>\n<p>No Nordeste, este percentual de trabalhadores com carteira assinada encerrou o segundo trimestre do ano em 62,25%, enquanto no Norte o \u00edndice estava em 61,5%, todos abaixo da m\u00e9dia nacional.<\/p>\n<p>Por estado, Santa Catarina (89,7%), Distrito Federal (86,2%) e Rio de Janeiro (85,7%) apresentaram os maiores percentuais de empregados no setor privado com carteira de trabalho, enquanto Maranh\u00e3o (51,8%), Piau\u00ed (52,3%) e Par\u00e1 (57,4%) exibiram os menores.<\/p>\n<p><strong>Rendimento m\u00e9dio<\/strong> &#8211; Os dados da pesquisa indicam que tr\u00eas das principais regi\u00f5es metropolitanas do pa\u00eds apresentavam um rendimento m\u00e9dio real habitual dos trabalhadores brasileiros acima da m\u00e9dia nacional, de R$1.972. Na regi\u00e3o Sudeste, o rendimento m\u00e9dio real era no fechamento do segundo trimestre de R$ 2.279, no Centro-Oeste (R$ 2.230) e no Sul (R$ 2.133). J\u00e1 na regi\u00e3o Norte, ele ficou em R$ 1.538 e Nordeste (R$ 1.334), em ambos os casos abaixo da m\u00e9dia nacional.<\/p>\n<p>Por estado, o Distrito Federal apresentou o maior rendimento (R$ 3.679), seguido por S\u00e3o Paulo (R$ 2.538) e Rio de Janeiro (R$ 2.287). Os menores valores foram anotados no Maranh\u00e3o (R$ 1.072), Bahia (R$ 1.285) e Cear\u00e1 (R$ 1.296).<\/p>\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nielmar de Oliveira A taxa de desocupa\u00e7\u00e3o subiu em todas as grandes regi\u00f5es do pa\u00eds, fechando o segundo trimestre do ano em 11,3% comparativamente ao mesmo per\u00edodo de 2015. 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