{"id":113392,"date":"2016-08-26T10:36:33","date_gmt":"2016-08-26T13:36:33","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=113392"},"modified":"2016-08-26T12:52:16","modified_gmt":"2016-08-26T15:52:16","slug":"jovens-abandonam-camisinha-e-abusam-de-alcool-e-droga","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/jovens-abandonam-camisinha-e-abusam-de-alcool-e-droga\/","title":{"rendered":"Jovens abandonam uso da camisinha e consomem mais \u00e1lcool e drogas, diz IBGE"},"content":{"rendered":"<h6 class=\"Assina\"><strong>Luciana Nunes Leal<\/strong><\/h6>\n<p>Pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) divulgada nesta sexta-feira, 26, revela o aumento do acesso precoce a bebidas alco\u00f3licas e a drogas il\u00edcitas entre alunos do 9\u00ba ano do ensino fundamental. Mais da metade dos jovens (55%, ou 1,44 milh\u00e3o de alunos) relataram j\u00e1 ter tomado ao menos uma dose de bebida alco\u00f3lica, propor\u00e7\u00e3o superior aos 50,3% registrados em 2012.<\/p>\n<p>Houve redu\u00e7\u00e3o dos jovens que informaram ter consumido bebidas alco\u00f3licas nos 30 dias anteriores \u00e0 pesquisa. Em 2012, 26,1% disseram ter bebido recentemente, porcentual que caiu para 23,8% em 2015. O dado mais preocupante foi o que mostrou que, tanto em 2012 como em 2015, um em cada cinco jovens (21,8% e 21,4% respectivamente) tiveram pelo menos um epis\u00f3dio de embriaguez.<\/p>\n<p>&#8220;H\u00e1bitos saud\u00e1veis e n\u00e3o saud\u00e1veis tendem a ser mais duradouros quando adquiridos na adolesc\u00eancia, no que se refere tanto a fumo e bebida alco\u00f3lica quanto \u00e0 pr\u00e1tica de esportes e boa alimenta\u00e7\u00e3o. Por isso a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade recomenda pesquisas com adolescentes, para preven\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as cardiovasculares, c\u00e2ncer e displasias&#8221;, diz o pesquisador do IBGE Marco Andreazzi, gerente da Pense.<\/p>\n<p>Estados da Regi\u00e3o Sul est\u00e3o entre os que registraram maior \u00edndice de consumo de \u00e1lcool nos 30 dias anteriores \u00e0 pesquisa &#8211; Rio Grande do Sul, 34%, e Santa Catarina, 33,8%, seguidos de Mato Grosso do Sul (31,2%) e Paran\u00e1 (30,2%)<\/p>\n<p>Uma pequena propor\u00e7\u00e3o, de 0,5%, revelou ter consumido crack nos 30 dias anteriores \u00e0 pesquisa. No universo total de alunos do 9\u00ba ano, seriam 13 mil usu\u00e1rios da droga, mesmo que eventuais. Para o gerente da Pense, j\u00e1 \u00e9 um alerta para pais e professores.<\/p>\n<p>&#8220;O crack costuma retirar os alunos da escola, \u00e9 a ponta do iceberg. Estamos entre os pa\u00edses com menor \u00edndice de consumo de drogas il\u00edcitas entre os adolescentes, mas o uso nos \u00faltimos 30 dias indica h\u00e1bito, ou v\u00edcio. Se for usado antes dos 14 anos, \u00e9 um risco a mais&#8221;, diz Andreazzi. Revelaram ter experimentado alguma droga il\u00edcita 9% dos alunos, ou 236,7 mil estudantes, em 2015, propor\u00e7\u00e3o maior que dos 7,3% de 2102.<\/p>\n<p>Houve pequena redu\u00e7\u00e3o entre os jovens que j\u00e1 fumaram cigarro. A propor\u00e7\u00e3o dos que experimentaram pelo menos uma vez caiu de 19,6% em 2012 para 18,4% em 2015. Entre os que fumaram nos 30 dias anteriores, foi detectado pequeno aumento, de 5,1% para 5,6%.<\/p>\n<div id=\"Corpo\">\n<p><strong>Camisinha<\/strong> &#8211; A mesma pesquisa\u00a0mostra que, entre 2012 e 2015, houve pequena altera\u00e7\u00e3o na propor\u00e7\u00e3o de jovens que j\u00e1 tiveram inicia\u00e7\u00e3o sexual, mas uma redu\u00e7\u00e3o preocupante no uso de preservativos. Em 2015, 27,5% dos alunos do \u00faltimo ano do fundamental disseram j\u00e1 ter tido rela\u00e7\u00e3o sexual alguma vez. Destes, 66,2% disseram ter usado camisinha na \u00faltima rela\u00e7\u00e3o sexual.<\/p>\n<p>Significa que um ter\u00e7o (33,8) dos jovens n\u00e3o tinha usado preservativo quando tiveram rela\u00e7\u00f5es na \u00faltima vez antes da pesquisa. Em 2012, 28,7% disseram j\u00e1 ter tido rela\u00e7\u00e3o sexual e 75,3% usaram camisinha. Em apenas tr\u00eas anos, a redu\u00e7\u00e3o dos que usaram preservativo foi de nove pontos porcentuais.<\/p>\n<p>A pesquisa confirma a grande diferen\u00e7a entre jovens do sexo feminino e masculino e entre alunos da rede p\u00fablica e privada, no que se refere a sexo, e mais proximidade em temas como consumo de cigarro, \u00e1lcool e drogas il\u00edcitas.\u00a0Entre os entrevistados, 88% tinham de 13 a 15 anos, sendo que 51% tinham 14 anos, idade adequada para este n\u00edvel de ensino.<\/p>\n<p>Os pr\u00f3prios estudantes preencheram os question\u00e1rios em um pequeno computador fornecido pelo IBGE. O levantamento foi feito pela primeira vez em 2009, a pedido do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, e teve uma segunda edi\u00e7\u00e3o em 2012.<\/p>\n<p>Entre os alunos do 9\u00ba ano, 36% relataram j\u00e1 terem tido rela\u00e7\u00e3o sexual. Entre as alunas, a propor\u00e7\u00e3o cai para 19,5%. Tinham experi\u00eancia sexual 29,7% dos alunos das escolas p\u00fablicas e 15% da rede particular. O descuido no uso da camisinha, no entanto, foi uniforme: entre rapazes e mo\u00e7as e estudantes da rede p\u00fablica e privada, a propor\u00e7\u00e3o dos que usaram camisinha na \u00faltima rela\u00e7\u00e3o ficou em torno de 66%.<\/p>\n<p><strong>DST e Aids<\/strong> &#8211; Quase nove em cada dez jovens (87,3%) disseram ter informa\u00e7\u00e3o na escola sobre preven\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis e Aids e 79,2% recebem informa\u00e7\u00f5es sobre preven\u00e7\u00e3o da gravidez. A menor propor\u00e7\u00e3o (68,4%) foi de jovens que disseram ter sido informados sobre onde podem receber preservativos gratuitamente. Neste item, h\u00e1 diferen\u00e7a grande entre as escolas: 70,3% dos alunos da rede p\u00fablica disseram ter orienta\u00e7\u00e3o de como adquirir camisinha, propor\u00e7\u00e3o que cai para 57,3% entre os estudantes da rede privada.<\/p>\n<p>Pela primeira vez, a Pense investigou casos de jovens que tiveram rela\u00e7\u00e3o sexual for\u00e7ada, viol\u00eancia que atingiu 4%, ou 105,2 mil alunos. Entre os meninos, 3,7% relataram ter sofrido abuso e entre as meninas, 4,3%. Os casos s\u00e3o mais frequentes nas escolas p\u00fablicas (4,4%) do que particulares (2%). Entre os for\u00e7ados a ter rela\u00e7\u00f5es sexuais, 11% disseram que o agressor foi pai, m\u00e3e, padrasto ou madrasta e 19% responderam ter sido outros parentes. A maior parte dos alunos (26,6%) disse ter sido obrigada a transar com namorados ou namoradas e com amigos (21,8%).<\/p>\n<p>Entre os jovens, 14,5% (381,3 mil) disseram ter sido agredidos fisicamente por algum parente nos 30 dias anteriores \u00e0 pesquisa. Houve pequena diferen\u00e7a entre escolas p\u00fablicas (14,8%) e privadas (13%).<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Luciana Nunes Leal Pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) divulgada nesta sexta-feira, 26, revela o aumento do acesso precoce a bebidas alco\u00f3licas e a drogas il\u00edcitas entre alunos do 9\u00ba ano do ensino fundamental. 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