{"id":114501,"date":"2016-09-05T07:56:26","date_gmt":"2016-09-05T10:56:26","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=114501"},"modified":"2016-09-05T07:56:26","modified_gmt":"2016-09-05T10:56:26","slug":"quem-vai-representar-o-brasil-no-oscar-de-2017-dia-12-esta-chegando","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/quem-vai-representar-o-brasil-no-oscar-de-2017-dia-12-esta-chegando\/","title":{"rendered":"Quem vai representar o Brasil no Oscar de 2017? Dia 12 est\u00e1 chegando&#8230;"},"content":{"rendered":"<p><strong>Amilton Pinheiro<\/strong><\/p>\n<p>Dezessete filmes disputar\u00e3o a indica\u00e7\u00e3o brasileira para uma das vagas ao Oscar de filme estrangeiro em 2017. O longa escolhido ser\u00e1 divulgado no dia 12 de setembro, na Cinemateca Brasileira, em S\u00e3o Paulo. O prazo de inscri\u00e7\u00e3o para que os filmes fossem enviados \u00e0 Secretaria do Audiovisual (SAv) acabou na \u00faltima quarta-feira, 31.<\/p>\n<p>A Academia de Hollywood seleciona nove filmes indicados pelos pa\u00edses de l\u00edngua n\u00e3o-inglesa. Da lista de pr\u00e9-selecionados saem os cinco que disputar\u00e3o a estatueta de melhor filme estrangeiro na cerim\u00f4nia do Oscar, que ser\u00e1 realizada em fevereiro de 2017, em Los Angeles, Estados Unidos.<\/p>\n<p>Entre os inscritos est\u00e1 Aquarius, de Kleber Mendon\u00e7a Filho, que concorreu a Palma de Ouro em Cannes e foi alvo de uma pol\u00eamica entre o diretor e um dos jurados da comiss\u00e3o, o cr\u00edtico Marcos Petrucelli. Outro &#8216;pol\u00eamico&#8217; na briga \u00e9 Chat\u00f4 &#8211; O Rei do Brasil, de Guilherme Fontes, uma das produ\u00e7\u00f5es mais problem\u00e1ticas do cinema nacional, que demorou mais de 15 anos para chegar aos cinemas e foi recebido com certo entusiasmo pela cr\u00edtica.<\/p>\n<p>Formam inscritos: Mais Forte Que o Mundo &#8211; A Hist\u00f3ria de Jos\u00e9 Aldo, de Afonso Poyart, que teve um grande lan\u00e7amento para os nossos padr\u00f5es, mas que n\u00e3o chegou a fazer nem 500 mil de p\u00fablico e Nise &#8211; O Cora\u00e7\u00e3o da Loucura, de Roberto Berliner, filme pequeno que fez continua em cartaz em algumas salas e atingiu mais de 150 mil ingressos vendidos.<\/p>\n<p>At\u00e9 filmes considerados de &#8220;arte&#8221;, como Campo Grande, de Sandra Kogut, baseado em conto de Guimar\u00e3es Rosa, e o document\u00e1rio Menino 23: Inf\u00e2ncias Perdidas no Brasil, de Jos\u00e9 Belis\u00e1rio Franca, que conta uma hist\u00f3ria ocorrida nos anos 1930, quando 50 meninos negros foram transferidos de um orfanato no Rio de Janeiro para irem trabalhar numa fazenda no interior de S\u00e3o Paulo como escravos, est\u00e3o na disputa.<\/p>\n<p>O filme Pequeno Segredo, de David Schurmann, e O Roubo da Ta\u00e7a, de Ca\u00edto Ortiz, s\u00e3o os \u00fanicos que ainda n\u00e3o estrearam comercialmente. A regra do Oscar permite que o filme estreie em duas salas de cinema durante uma semana no pa\u00eds (o filme de Schurmann ser\u00e1 exibido em um cinema em S\u00e3o Paulo a partir do dia 22 de outubro). Outros filmes brasileiros, em anos anteriores, fizeram o mesmo.<\/p>\n<p>Pequeno Segredo reconstr\u00f3i a hist\u00f3ria real do casal Schurmann, Helo\u00edsa e Vilfredo, que adotaram uma menina, Kat, que era portadora do v\u00edrus da aids e morreria alguns anos depois, e foi inspirado no livro hom\u00f4nimo da pr\u00f3pria Helo\u00edsa, m\u00e3e do diretor. Ele acredita que seu filme pode ser a grande surpresa entre os que est\u00e3o concorrendo esse ano. &#8220;Caso o meu filme seja escolhido para representar o Brasil no Oscar, acredito que ele tenha chances reais para conseguir uma vaga, pois foi exibido para alguns produtores nos Estados Unidos e todos eles falaram que ele tem a cara do filmes da Academia&#8221;, diz com entusiasmo o diretor.<\/p>\n<p>Completam a lista: A Despedida, de Marcelo Galv\u00e3o, que recebeu alguns pr\u00eamios no Festival de Gramado, entre eles, o de atua\u00e7\u00e3o principal para os atores Nelson Xavier e Juliana Paes; O Outro Lado do Para\u00edso, de Andr\u00e9 Ristum, que se baseia num conto do jornalista Luiz Fernando Emediato, sobre a sua fam\u00edlia que saiu de Minas Gerais para tentar a vida na r\u00e9cem-constru\u00edda cidade de Bras\u00edlia, no in\u00edcio dos anos 1960; a com\u00e9dia Uma Loucura de Mulher, primeiro filme do diretor Marcus Ligocki J\u00fanior, protagonizado por Mariana Ximenes e Bruno Garcia, que custou R$ 7,5 milh\u00f5es de reais e chegou em mais de 400 salas de cinema; Vidas Partidas, de Marcos Schetchman, drama sobre os abusos e viol\u00eancias que as mulheres sofrem dos seus companheiros, com Domingos Montagner e Naura Schneider; o drama social Tudo Que Aprendemos Juntos, de S\u00e9rgio Machado, que conta a hist\u00f3ria de um violinista que vai dar aulas para jovens na periferia de S\u00e3o Paulo, papel de L\u00e1zaro Ramos; O Come\u00e7o da Vida, de Estela Renner, \u00fanico document\u00e1rio da sele\u00e7\u00e3o, que fala sobre a import\u00e2ncia dos primeiros anos de inf\u00e2ncia; A Bruta Flor do Querer, de Dida Andrade e Andradina Azevedo; At\u00e9 Que a Casa Ca\u00eda, de Mauro Giuntini e A Hora e a Vez de Augusto Matraga, de Vinicius Coimbra.<\/p>\n<p><strong>Aquarius<\/strong> &#8211;\u00a0Por conta da pol\u00eamica envolvendo um dos jurados &#8211; o cr\u00edtico Marcos Petrucelli, que havia postado no seu Facebook, antes de ser chamado para fazer parte da comiss\u00e3o especial do Oscar, declara\u00e7\u00f5es negativas sobre a atitude do diretor Kleber Mendon\u00e7a Filho, de Aquarius, que aproveitou o tapete vermelho do Festival de Cannes para protestar contra o impeachment, agora consumado, de Dilma Rousseff &#8211; tr\u00eas diretores que iam inscrever seus filmes recuaram em solidariedade a Kleber alegando falta de legitimidade da comiss\u00e3o (Anna Muylaert de M\u00e3e S\u00f3 H\u00e1 Uma, Aly Muritiba de Minha Amada Morta e Gabriel Mascaro de Boi Neon).<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos diretores, dois membros da comiss\u00e3o pediram para sair, o diretor e produtor mineiro Guilherme Fiuza Senha e a atriz Ingra Liberato. Foram chamados para substitu\u00ed-los os diretores Bruno Barreto e Carla Camurati.<\/p>\n<p>Para a Secretaria do Audiovisual (SAv), mesmo com a baixa desses filmes, o n\u00famero de inscritos esse ano superou as expectativas. &#8220;Recebemos 17 filmes, oito a mais que o ano passado, que ficou em nove. Tivemos um aumento significativo se levarmos em considera\u00e7\u00e3o o ano de crise e toda pol\u00eamica envolvendo Petrucelli e Kleber Mendon\u00e7a Filho&#8221;, revelou Sylvia Bahiense Naves, chefe de Gabinete Substituta, funcion\u00e1ria de carreira h\u00e1 mais de 30 anos do MinC e uma das juradas da comiss\u00e3o, tendo participado em outras tr\u00eas ocasi\u00f5es.<\/p>\n<p>Segundo n\u00fameros divulgados pela SAv, nos \u00faltimos cinco anos, as inscri\u00e7\u00f5es oscilaram um pouco. Em 2011 foram inscritos 11 filmes, em 2012 subiu para 16, caiu novamente em 2013, 14 produ\u00e7\u00f5es, em 2014, ano em que o primeiro filme do Kleber Mendon\u00e7a Filho foi escolhido, O Som ao Redor, houve um pequeno aumento no n\u00famero de filmes inscritos, 18. Em 2015, esse n\u00famero caiu para seu menor patamar, nos \u00faltimos anos, nove filmes, quando Que Horas Ela Volta?, da Anna Muylaert foi eleito&#8230;<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos diretores Bruno Barreto e Carla Camurati, do cr\u00edtico Marcos Petrucelli e de Sylvia Bahiense Naves, da SAv, a comiss\u00e3o \u00e9 composta por Adriana Rattes, ex-secret\u00e1ria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro, Luiz Alberto Rodrigues, distribuidor, George Firmeza, diretor do Departamento Cultural do Itamaraty, Paulo de Tarso Basto Menelau, exibidor e Silvia Maria Sanches Rabello, presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Empresas de Infra-Estrutura da Ind\u00fastria Cinematogr\u00e1fica e Audiovisual (Abeica).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Amilton Pinheiro Dezessete filmes disputar\u00e3o a indica\u00e7\u00e3o brasileira para uma das vagas ao Oscar de filme estrangeiro em 2017. 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