{"id":117560,"date":"2016-10-04T11:16:40","date_gmt":"2016-10-04T14:16:40","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=117560"},"modified":"2016-10-04T11:16:40","modified_gmt":"2016-10-04T14:16:40","slug":"fmi-comeca-a-projetar-ponte-da-salvacao-do-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/fmi-comeca-a-projetar-ponte-da-salvacao-do-brasil\/","title":{"rendered":"FMI come\u00e7a a projetar ponte da salva\u00e7\u00e3o do Brasil"},"content":{"rendered":"<h6 class=\"Assina\"><strong>Altamiro Silva Junior<\/strong><\/h6>\n<p>O Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI) manteve a proje\u00e7\u00e3o para o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil e v\u00ea o pa\u00eds encolhendo 3,3% este ano e crescendo 0,5% no pr\u00f3ximo, mesmas estimativas do relat\u00f3rio anterior da institui\u00e7\u00e3o, divulgado em julho. A avalia\u00e7\u00e3o dos economistas do FMI, que come\u00e7a nesta ter\u00e7a-feira, 4, reuni\u00e3o anual em Washington, \u00e9 que o pa\u00eds est\u00e1 perto de sair do fundo do po\u00e7o e pode voltar a crescer no final do ano.<\/p>\n<p>Desde abril, quando o Fundo fez em Washington sua \u00faltima reuni\u00e3o com ministros das finan\u00e7as e presidentes de bancos centrais, a avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 que o Brasil segue com desafios importantes, mas o cen\u00e1rio melhorou e o pa\u00eds est\u00e1 pr\u00f3ximo de sair da recess\u00e3o. &#8220;A economia brasileira permanece em recess\u00e3o, mas a atividade parece estar perto de sair do fundo do po\u00e7o, na medida em que os efeitos de choques passados &#8211; decl\u00ednio dos pre\u00e7os das commodities, ajuste dos pre\u00e7os administrados e incerteza pol\u00edtica &#8211; se dissipam&#8221;, afirma, no relat\u00f3rio &#8220;Panorama Econ\u00f4mico Mundial&#8221;.<\/p>\n<p>A infla\u00e7\u00e3o no Brasil segue acima da meta do Banco Central, mesmo movimento visto em outros emergentes como Turquia e R\u00fassia, ressalta o FMI. Mas a previs\u00e3o \u00e9 que os \u00edndices de pre\u00e7os na economia brasileira reduzam gradualmente o ritmo de alta, na medida em que o efeito da desvaloriza\u00e7\u00e3o do real no passado fica menor. A previs\u00e3o do FMI \u00e9 que o IPCA termine o ano em 7,2% e no final de 2017 recue para 5%.<\/p>\n<p>A piora da confian\u00e7a de investidores, empres\u00e1rios e consumidores no Brasil parece ter parado e d\u00e1 sinais de recupera\u00e7\u00e3o, mas o relat\u00f3rio do FMI fala que h\u00e1 uma forte necessidade de estimular uma melhora maior da confian\u00e7a, por meio de um refor\u00e7o do &#8220;arcabou\u00e7o de pol\u00edticas&#8221;. &#8220;A credibilidade da pol\u00edtica econ\u00f4mica foi severamente prejudicada por acontecimentos que antecederam a transi\u00e7\u00e3o de regime&#8221;, afirma o \u00f3rg\u00e3o no relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>Nesse cen\u00e1rio, a ado\u00e7\u00e3o do teto que limita a expans\u00e3o dos gastos p\u00fablicos e ferramentas &#8220;coerentes&#8221; que garantam a consolida\u00e7\u00e3o fiscal no m\u00e9dio prazo enviariam aos agentes &#8220;fortes sinais&#8221; de comprometimento pol\u00edtico, de acordo com o FMI. Outras medidas sugeridas pelo Fundo para melhorar o ambiente de neg\u00f3cios no Brasil e elevar investimentos incluem a redu\u00e7\u00e3o de barreiras ao com\u00e9rcio, simplifica\u00e7\u00e3o dos tributos e resolu\u00e7\u00e3o de gargalos em infraestrutura.<\/p>\n<p>O Fundo espera piora adicional no mercado de emprego do Brasil. A taxa de desemprego deve subir de 8,5% em 2015 para 11,2% em 2016 e 11,5% em 2017.<\/p>\n<p>J\u00e1 o d\u00e9ficit da conta corrente, depois de forte queda de -3,3% do PIB de 2015 para -0,8% este ano, deve subir para -1,1% em 2017.<\/p>\n<p>Enquanto os pa\u00edses desenvolvidos perdem ritmo, o crescimento dos pa\u00edses emergentes deve se acelerar em 2016 pela primeira vez em seis anos, ganhando novo f\u00f4lego em 2017, afirma o FMI no relat\u00f3rio &#8220;Panorama Econ\u00f4mico Mundial&#8221;.<\/p>\n<p>Em 2015, os emergentes registraram expans\u00e3o de 4%, que deve subir para 4,2% este ano e 4,6% em 2017. Apesar do grupo estar ganhando f\u00f4lego, o FMI destaca que o cen\u00e1rio difere entre as v\u00e1rias economias. A \u00cdndia deve se manter na lideran\u00e7a como o pa\u00eds que mais cresce no mundo, considerando as principais economias. A previs\u00e3o \u00e9 que o PIB indiano avance 7,6% este ano e o mesmo montante no ano que vem. Nos dois casos, a estimativa foi melhorada em 0,1 ponto na compara\u00e7\u00e3o com os c\u00e1lculos feitos em julho, quando o Fundo divulgou seu \u00faltimo relat\u00f3rio de previs\u00f5es.<\/p>\n<p>Enquanto a \u00cdndia deve acelerar o crescimento, a China perde f\u00f4lego, por conta da transi\u00e7\u00e3o do modelo de expans\u00e3o da atividade que vem sendo conduzida pelo governo, que ter tornar o pa\u00eds mais dependente do consumo e servi\u00e7os. O FMI prev\u00ea que a China cres\u00e7a 6,6% este ano, mesma n\u00famero previsto no relat\u00f3rio de julho. Em 2017, a previs\u00e3o tamb\u00e9m foi mantida, em 6,2%. Nos dois casos, o patamar \u00e9 menor que o de 2015, que ficou em 6,9%.<\/p>\n<p>Na Am\u00e9rica Latina, a regi\u00e3o deve encolher 0,6% este ano, por conta das recess\u00f5es no Brasil e em outros pa\u00edses, como a Venezuela. A aposta do FMI \u00e9 que a recupera\u00e7\u00e3o ocorra em 2017, com avan\u00e7o de 1,6%. A Venezuela deve encolher 10% em 2016 e mais 4,5% no ano que vem. Para 2017, a estimativa \u00e9 de avan\u00e7o de 1,6% para a Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p>A volta do crescimento previsto para o Brasil e a R\u00fassia em 2017 deve ajudar a acelerar a expans\u00e3o da economia mundial, de acordo com previs\u00f5es divulgadas nesta ter\u00e7a-feira pelo FMI no relat\u00f3rio &#8220;Panorama Econ\u00f4mico Mundial&#8221;. Pela primeira vez em v\u00e1rios meses a institui\u00e7\u00e3o n\u00e3o cortou as estimativas para o PIB do planeta, mas v\u00ea os pa\u00edses avan\u00e7ados perdendo f\u00f4lego, enquanto os emergentes voltam a ganhar ritmo.<\/p>\n<p>A previs\u00e3o divulgada nesta ter\u00e7a pelo FMI \u00e9 que o PIB mundial deve crescer 3,1% este ano e 3,4% em 2017, mesma estimativa feita em julho. Os pa\u00edses avan\u00e7ados, por\u00e9m, tiveram corte de estimativa, de avan\u00e7o de 1,8% previsto no relat\u00f3rio anterior para 1,6%. A redu\u00e7\u00e3o foi puxada principalmente pela piora do desempenho dos Estados Unidos e do Reino Unido.<\/p>\n<p>Os EUA devem crescer 1,6% este ano, um corte de 0,6 ponto da proje\u00e7\u00e3o feita em julho (+2,2%), refletindo a fraca primeira metade do ano na maior economia do mundo. Para 2017, a estimativa foi cortada de expans\u00e3o de 2,5% para 2,2%.<\/p>\n<p>O Reino Unido tamb\u00e9m deve apresentar desacelera\u00e7\u00e3o, afetado pela decis\u00e3o de deixar a Uni\u00e3o Europeia em junho. Depois de crescer 2,2% em 2015, a expans\u00e3o deve se desacelerar para 1,8% este ano e 1,1% no ano que vem. Ainda nos pa\u00edses desenvolvidos, o FMI alerta que o Jap\u00e3o deve continuar crescendo pouco (0,5% este ano e 0,6% em 2017), o mesmo valendo para a zona do euro, onde a institui\u00e7\u00e3o v\u00ea necessidade de refor\u00e7o no programa de compra de ativos pelo Banco Central Europeu (BCE).<\/p>\n<p>No caso de R\u00fassia e Brasil, duas das maiores economias mundiais em recess\u00e3o, a aposta \u00e9 da volta ao crescimento em 2017. No Brasil, o PIB deve encolher 3,3% este ano e se expandir 0,5% no ano que vem. J\u00e1 para a economia russa, a estimativa \u00e9 de queda de 0,8% este ano e avan\u00e7o de 1,1% em 2017, nos dois casos, n\u00fameros melhores que o estimado em julho.<\/p>\n<p>Oito anos ap\u00f3s a crise financeira mundial de 2008, a recupera\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses \u00e9 vista como &#8220;prec\u00e1ria&#8221; pelo FMI. O baixo crescimento, alerta o Fundo, pode aumentar o desejo dos governos por medidas protecionistas e anti-imigra\u00e7\u00e3o, ressalta o relat\u00f3rio. O documento n\u00e3o cita nomes, mas esta tem sido a plataforma pol\u00edtica do candidato \u00e0 presidente dos EUA, Donald Trump.<\/p>\n<p>&#8220;A economia mundial tem se movido de lado e o crescimento est\u00e1 fraco&#8221;, afirmou o economista-chefe do FMI, Maurice Obstfeld, em coment\u00e1rios inicias preparados para uma entrevista \u00e0 imprensa nesta ter\u00e7a. Para ele, a ado\u00e7\u00e3o de medidas protecionistas no com\u00e9rcio, ao contr\u00e1rio de melhorar o cen\u00e1rio, deve agrav\u00e1-lo. &#8220;\u00c9 de vital import\u00e2ncia a defesa da crescente integra\u00e7\u00e3o comercial&#8221;, afirma ele, destacando que &#8220;dar as costas&#8221; para a agenda comercial s\u00f3 vai agravar e prolongar a fraca recupera\u00e7\u00e3o da economia mundial.<\/p>\n<p>O FMI volta a falar da necessidade de mais a\u00e7\u00e3o n\u00e3o apenas na pol\u00edtica monet\u00e1ria, mas tamb\u00e9m na pol\u00edtica fiscal e estrutural, com os governo buscando mais esfor\u00e7os para investir em infraestrutura. Os bancos centrais dos pa\u00edses desenvolvidos devem manter os programas de est\u00edmulos extraordin\u00e1rios, recomenda o Fundo. No caso do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), a recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 de a alta de juros seja &#8220;gradual&#8221; e dependente do comportamento dos sal\u00e1rios e dos \u00edndices de pre\u00e7os.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Altamiro Silva Junior O Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI) manteve a proje\u00e7\u00e3o para o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil e v\u00ea o pa\u00eds encolhendo 3,3% este ano e crescendo 0,5% no pr\u00f3ximo, mesmas estimativas do relat\u00f3rio anterior da institui\u00e7\u00e3o, divulgado em julho. 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