{"id":118917,"date":"2016-10-18T09:10:25","date_gmt":"2016-10-18T11:10:25","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=118917"},"modified":"2016-10-18T09:22:30","modified_gmt":"2016-10-18T11:22:30","slug":"tomossintese-o-melhor-caminho-para-achar-o-cancer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/tomossintese-o-melhor-caminho-para-achar-o-cancer\/","title":{"rendered":"Tomoss\u00edntese, o melhor caminho para achar o c\u00e2ncer"},"content":{"rendered":"<p>O c\u00e2ncer de mama \u00e9 o mais comum entre as mulheres no Brasil e no mundo, perdendo apenas para o de pele n\u00e3o-melanoma. De acordo com o Instituto Nacional de C\u00e2ncer (INCA), cerca de 58 mil novos casos devem ocorrer em 2016. Com o objetivo de alertar para a doen\u00e7a e para a import\u00e2ncia do diagn\u00f3stico precoce, o movimento internacionalmente conhecido como \u201cOutubro Rosa\u201d vem ganhando cada vez mais ades\u00e3o de diversos segmentos da sociedade.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 prov\u00e1vel que uma em cada nove ou dez mulheres receba esse diagn\u00f3stico se viver at\u00e9 os 90 anos\u201d, alertam os oncologistas Daniele Assad e Carlos dos Anjos, do Centro de Oncologia do Hospital S\u00edrio-Liban\u00eas \u2014 Unidade Bras\u00edlia. De acordo com eles, o c\u00e2ncer consiste em uma prolifera\u00e7\u00e3o descontrolada de c\u00e9lulas que eram anteriormente normais, em um processo decorrente de muta\u00e7\u00f5es no DNA.<\/p>\n<p>\u201cEntre os tipos mais comuns de c\u00e2ncer infiltrante est\u00e3o o carcinoma ductal e o carcinoma lobular. O primeiro surge dos ductos mam\u00e1rios, estruturas que transportam o leite do local de produ\u00e7\u00e3o at\u00e9 o mamilo. E o segundo, dos l\u00f3bulos mam\u00e1rios, local de produ\u00e7\u00e3o do leite\u201d, explicam.<\/p>\n<p>Outro fator que preocupa os especialistas \u00e9 o alto \u00edndice de mortes decorrentes da doen\u00e7a: dados do INCA apontam que esse \u00e9 o tipo de c\u00e2ncer que mais leva as brasileiras a \u00f3bito. \u201cIsso se deve ao grande n\u00famero de novos casos, ao diagn\u00f3stico tardio causado pelo rastreamento inapropriado. Em pa\u00edses onde o rastreamento foi adequadamente implementado, como nos Estados Unidos, nota-se uma queda da mortalidade desta doen\u00e7a ao longo das \u00faltimas d\u00e9cadas\u201d, explica Daniele. O atraso no in\u00edcio do tratamento e o dif\u00edcil acesso \u00e0 terapia multimodal (quimioterapia, radioterapia, terapia-alvo) tamb\u00e9m podem ser apontados como poss\u00edveis causas de piora dos progn\u00f3sticos.<\/p>\n<p>Apesar de ser uma doen\u00e7a muito mais comum em mulheres, uma pequena parcela dos homens tamb\u00e9m desenvolve o c\u00e2ncer de mama. \u201cOs casos em homens ocorrem com frequ\u00eancia de 50 a 100 vezes menor que a observada em mulheres\u201d, explica Carlos dos Anjos. De acordo com o oncologista, o aumento da exposi\u00e7\u00e3o a estrog\u00eanios ao longo da vida aumenta o risco de desenvolvimento de c\u00e2ncer de mama. Isto tamb\u00e9m \u00e9 uma verdade para homens. \u201cAqueles que apresentam aumento da exposi\u00e7\u00e3o a estrog\u00eanios por diversos fatores (reposi\u00e7\u00e3o hormonal, insufici\u00eancia hep\u00e1tica, obesidade, uso de maconha, entre outros) ter\u00e3o o risco de c\u00e2ncer de mama aumentado\u201d, alerta.<\/p>\n<p><strong>Autoexame<\/strong> &#8211; Um dos principais alertas da campanha \u201cOutubro Rosa\u201d \u00e9 para a import\u00e2ncia do diagn\u00f3stico precoce, que pode ajudar a mudar os altos \u00edndices de mortes provocados pela doen\u00e7a. \u201cSem d\u00favida alguma, o diagn\u00f3stico precoce pode impactar nas estat\u00edsticas de mortalidade. H\u00e1 uma forte correla\u00e7\u00e3o entre o volume da doen\u00e7a inicial, diagn\u00f3stico e o desfecho, morte ou reca\u00edda da doen\u00e7a. Isso \u00e9 o que chamamos de estadiamento inicial. Quanto mais cedo ocorrer o diagn\u00f3stico, maior a chance de cura\u201d, aponta Carlos.<\/p>\n<p>As mulheres que t\u00eam mais de 40 anos devem estar ainda mais atentas. \u201cO simples envelhecimento \u00e9 um fator de risco para o desenvolvimento do c\u00e2ncer de mama. Mesmo nos pa\u00edses onde os exames complementares s\u00e3o mais acess\u00edveis, o rastreamento inicia-se apenas aos 40 anos. Por\u00e9m, esta recomenda\u00e7\u00e3o deve ser ajustada para pacientes que tenham no hist\u00f3rico familiar um fator de risco para c\u00e2ncer de mama\u201d, afirma o oncologista.<\/p>\n<p>O autoexame, apesar de ter um papel secund\u00e1rio no diagn\u00f3stico precoce, deve ser considerado. \u201cN\u00e3o desencorajamos a realiza\u00e7\u00e3o do autoexame, mas ele definitivamente n\u00e3o substitui a consulta, avalia\u00e7\u00e3o m\u00e9dica e os exames complementares\u201d, alerta a oncologista Daniele Assad. De acordo com a m\u00e9dica, \u201co autoexame da mama, deve ser feito aproximadamente no s\u00e9timo dia ap\u00f3s o in\u00edcio da menstrua\u00e7\u00e3o, momento no qual a mama est\u00e1 menos inchada e dolorida, facilitando o procedimento. Deve-se procurar por assimetrias importantes, imagens de nodula\u00e7\u00f5es, altera\u00e7\u00f5es cut\u00e2neas ou sa\u00edda de secre\u00e7\u00e3o pelo mamilo\u201d.<\/p>\n<p><strong>Diagn\u00f3stico e tratamento<\/strong> &#8211; A tecnologia tem sido uma grande aliada, tanto na descoberta do c\u00e2ncer quanto no combate \u00e0 doen\u00e7a. A tomoss\u00edntese mam\u00e1ria, tamb\u00e9m conhecida como mamografia 3D \u00e9 um exemplo disso. Estudos t\u00eam demonstrado que o uso combinado da tomoss\u00edntese com a mamografia 2D tem aumentado as taxas de detec\u00e7\u00e3o de c\u00e2ncer.<\/p>\n<p>\u201cEsta tecnologia minimiza os efeitos da sobreposi\u00e7\u00e3o do tecido mam\u00e1rio e fornece melhor detalhamento de achados mamogr\u00e1ficos n\u00e3o calcificados. O c\u00e2ncer de mama pode se apresentar de diferentes formas. Por exemplo, a distor\u00e7\u00e3o arquitetural tem um valor preditivo positivo para c\u00e2ncer de aproximadamente 60%. \u00c9 um achado frequentemente melhor identificado pela tomoss\u00edntese. A caracteriza\u00e7\u00e3o de massas quanto \u00e0 sua forma e margens tamb\u00e9m \u00e9 melhor realizada pela tomoss\u00edntese\u201d, explica a radiologista especialista em mamografia do Centro de Diagn\u00f3sticos do Hospital S\u00edrio-Liban\u00eas \u2014 Unidade Bras\u00edlia, Ana Cec\u00edlia Scultori. Ainda de acordo com ela, essa nova tecnologia tamb\u00e9m beneficia os pacientes em outros aspectos.<\/p>\n<p>\u201cA tomoss\u00edntese possibilita uma melhor visualiza\u00e7\u00e3o do tecido mam\u00e1rio, com o potencial de reduzir o n\u00famero de reconvoca\u00e7\u00f5es de pacientes (fator que freq\u00fcentemente gera ansiedade nos pacientes), e de melhorar a sele\u00e7\u00e3o de pacientes candidatas \u00e0 bi\u00f3psia\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Esteja atenta aos fatores de risco:<\/p>\n<p><strong>\u2022 Peso \u2013<\/strong> Estar acima do peso aumenta o risco de desenvolvimento de c\u00e2ncer de mama em at\u00e9 30%, especialmente em mulheres p\u00f3s-menopausa;<\/p>\n<p><strong>\u2022 Exposi\u00e7\u00e3o estrog\u00eanica ao longo da vida \u2013<\/strong>\u00a0Quanto maior a exposi\u00e7\u00e3o a estrog\u00eanios ao longo da vida, maior o risco de desenvolver c\u00e2ncer de mama. Esta vari\u00e1vel pode ser influenciada por idade de in\u00edcio dos ciclos menstruais (quanto mais precoce maior o risco); idade da menopausa (quanto mais tarde maior o risco); n\u00famero de filhos (quanto maior o n\u00famero menor o risco); per\u00edodo de amamenta\u00e7\u00e3o dos filhos (quanto maior o per\u00edodo menor o risco); reposi\u00e7\u00e3o hormonal (quanto maior o per\u00edodo de reposi\u00e7\u00e3o, maior o risco); entre outros;<\/p>\n<p><strong>\u2022 Hist\u00f3rico familiar \u2013<\/strong>\u00a0Ter parentes com hist\u00f3rico de c\u00e2ncer de mama e\/ou ov\u00e1rio, sobretudo parentes de primeiro grau, aumenta o risco de desenvolvimento de c\u00e2ncer de mama. Quanto maior o n\u00famero de parentes portadores da doen\u00e7a, maior o risco. Quando h\u00e1 um n\u00famero grande de familiares com estes diagn\u00f3sticos (mama\/ov\u00e1rio) e especialmente se a doen\u00e7a ocorreu em fases precoces da vida (abaixo dos 50 anos) \u00e9 recomendado aconselhamento gen\u00e9tico \u00e0 fam\u00edlia, que verifica a probabilidade de uma doen\u00e7a gen\u00e9tica ocorrer;<\/p>\n<p><strong>\u2022 H\u00e1bitos de vida \u2013<\/strong>\u00a0Sedentarismo, grande ingest\u00e3o de bebida alco\u00f3lica e tabagismo s\u00e3o fatores que incrementam o risco de surgimento de c\u00e2ncer de mama.<\/p>\n<p>Boa parte das vari\u00e1veis que aumentam risco de c\u00e2ncer de mama n\u00e3o s\u00e3o modific\u00e1veis, ou s\u00e3o de dif\u00edcil modifica\u00e7\u00e3o. No entanto, alguns h\u00e1bitos, como estar dentro do peso, praticar atividade f\u00edsica regular, se alimentar adequadamente, n\u00e3o fumar e n\u00e3o ingerir bebida alc\u00f3olica em excesso, podem ajudar na preven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Certos alimentos podem prevenir ou desacelerar o crescimento dos tumores. Pesquisas mostraram que se enquadram nessa categoria os seguintes produtos: vegetais verdes (couve, r\u00facula, br\u00f3colis, agri\u00e3o etc), frutas vermelhas e roxas (framboesa, mirtilo, morango, a\u00e7a\u00ed, rom\u00e3, etc), vegetais e frutas alaranjados e vermelhos (mam\u00e3o, laranja, p\u00eassego, damasco, cenoura, tomate, ab\u00f3bora, piment\u00e3o, etc), especiarias (curcumina, pimenta do reino), ch\u00e1 verde, azeite de oliva, nozes, abacate e lim\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O c\u00e2ncer de mama \u00e9 o mais comum entre as mulheres no Brasil e no mundo, perdendo apenas para o de pele n\u00e3o-melanoma. 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