{"id":119120,"date":"2016-10-19T19:38:20","date_gmt":"2016-10-19T21:38:20","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=119120"},"modified":"2016-10-20T08:05:49","modified_gmt":"2016-10-20T10:05:49","slug":"ato-em-sao-paulo-ataca-feminicidio-na-argentina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/ato-em-sao-paulo-ataca-feminicidio-na-argentina\/","title":{"rendered":"Ato em S\u00e3o Paulo ataca feminic\u00eddio na Argentina"},"content":{"rendered":"<p>Um protesto na escadaria do Theatro Municipal, no centro de S\u00e3o Paulo, homenageou nesta quarta (19) a adolescente argentina Luc\u00eda P\u00e9rez, 16 anos, que foi estuprada, morta e empalada. Um grupo de mulheres produziu faixas em que pediam o fim da viol\u00eancia e do feminic\u00eddio. O ato foi convocado pelas redes sociais e ocorreu de forma pac\u00edfica.<\/p>\n<p>\u201cEsse ato acontece em solidariedade \u00e0s mulheres que est\u00e3o em luta na Argentina denunciando o aumento da viol\u00eancia e do feminic\u00eddio. Ele surge ap\u00f3s o assassinato de uma jovem de 16 anos que foi drogada, estuprada e empalada e morreu por conta dessa viol\u00eancia. Estamos nas ruas, no Brasil, porque a gente sabe que a nossa realidade n\u00e3o \u00e9 diferente. Tamb\u00e9m somos assassinadas, estupradas e violentadas todos os dias\u201d, disse Marcela Azevedo, do movimento Mulheres em Luta.<\/p>\n<p>Marcela destacou que as mulheres jovens s\u00e3o as principais v\u00edtimas de viol\u00eancia no Brasil. \u201cElas s\u00e3o as principais v\u00edtimas dos casos de estupro porque s\u00e3o mais expostas a riscos, tanto em casa quanto na rua. Tamb\u00e9m s\u00e3o as principais v\u00edtimas de casos de atos passionais praticados por ex-companheiros e ex-namorados.\u201d<\/p>\n<p>A estudante Rafaela Farah Natel, 23 anos, ficou sabendo do protesto pelo Facebook e resolveu se juntar ao grupo porque considera as reivindica\u00e7\u00f5es coletivas. \u201cSe voc\u00ea entra em um t\u00e1xi e ele muda o caminho, faz um caminho que voc\u00ea n\u00e3o conhece, o que uma mulher pensa na hora? A mulher pensa que ele [o taxista] vai estupr\u00e1-la e mat\u00e1-la. J\u00e1 o homem pensa: ele est\u00e1 me roubando. \u00c9 \u00f3bvio que a gente tem medo\u201d, disse.<\/p>\n<p>Para as participantes do protesto, um dos passos para o fim da viol\u00eancia contra a mulher \u00e9 a educa\u00e7\u00e3o e a ado\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas de combate a esse crime.<\/p>\n<p>A ativista de direitos humanos argentina Josefina Cicconetti, que vive no Brasil h\u00e1 quatro anos, participou do ato com a leitura de um poema que trata sobre a viol\u00eancia contra a mulher. Josefina disse que \u00e9 importante dar nomes \u00e0s v\u00edtimas para que os casos n\u00e3o sejam tratados apenas como estat\u00edsticas. \u201cComo s\u00e3o v\u00e1rios casos de viol\u00eancia contra a mulher, esse caso seria mais um caso, mas ela tem um nome, \u00e9 Luc\u00eda. Esse caso \u00e9 atroz, inacredit\u00e1vel. Foi muita maldade, muita crueldade.\u201d<\/p>\n<p>Segundo a ativista, a viol\u00eancia contra a mulher no Brasil e na Argentina s\u00e3o muito semelhantes. \u201cS\u00e3o pa\u00edses que est\u00e3o muito pr\u00f3ximos um do outro e vivem uma situa\u00e7\u00e3o em comum, que \u00e9 o machismo. O machismo existe na Am\u00e9rica do Sul inteira e no mundo inteiro.\u201d<\/p>\n<p>Para Josefina, a educa\u00e7\u00e3o \u00e9 a grande pol\u00edtica contra a viol\u00eancia contra a mulher. \u201cA educa\u00e7\u00e3o \u00e9 primordial. E os exemplos que a gente d\u00e1. Se partirmos de uma piada ou de uma cantada na rua, n\u00e3o se pode falar tudo bem e fazer de conta que n\u00e3o \u00e9 nada. S\u00e3o com as microa\u00e7\u00f5es e a micropol\u00edtica que a gente faz a revolu\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um protesto na escadaria do Theatro Municipal, no centro de S\u00e3o Paulo, homenageou nesta quarta (19) a adolescente argentina Luc\u00eda P\u00e9rez, 16 anos, que foi estuprada, morta e empalada. Um grupo de mulheres produziu faixas em que pediam o fim da viol\u00eancia e do feminic\u00eddio. 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