{"id":120738,"date":"2016-11-06T11:30:17","date_gmt":"2016-11-06T13:30:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=120738"},"modified":"2016-11-06T18:46:50","modified_gmt":"2016-11-06T20:46:50","slug":"trabalhadores-pedem-calma-com-reformas-de-temer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/trabalhadores-pedem-calma-com-reformas-de-temer\/","title":{"rendered":"Trabalhadores pedem calma com reformas de Temer"},"content":{"rendered":"<p><strong>Lu Aiko Otta<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o que v\u00e1 ser f\u00e1cil. Mas o governo n\u00e3o tem \u00e0 sua frente uma muralha intranspon\u00edvel para avan\u00e7ar com a reforma da Previd\u00eancia. Mesmo entre as centrais sindicais, que em tese s\u00e3o uma frente organizada contr\u00e1ria \u00e0 proposta do governo, h\u00e1 as que concordam com alguma mexida no sistema de aposentadorias e pens\u00f5es.<\/p>\n<p>A reportagem tamb\u00e9m consultou tr\u00eas confedera\u00e7\u00f5es patronais: da ind\u00fastria (CNI), do com\u00e9rcio (CNC) e da agricultura (CNA). As duas primeiras manifestaram apoio \u00e0 reforma previdenci\u00e1ria. A terceira prefere se pronunciar apenas quando a proposta do governo estiver oficializada.<\/p>\n<p>Entre as mexidas poss\u00edveis, na vis\u00e3o dos sindicalistas, est\u00e1 o estabelecimento da idade m\u00ednima de 65 anos para a aposentadoria, um dos pilares da proposta em elabora\u00e7\u00e3o pelo governo. As duas maiores centrais do Pa\u00eds, a CUT e a For\u00e7a Sindical, t\u00eam uma vis\u00e3o parecida. Elas acham que o correto seria aplicar a f\u00f3rmula 85\/95 at\u00e9 2026, como previsto atualmente &#8211; e que esse mecanismo levar\u00e1, gradualmente, a se estabelecer a idade m\u00ednima de 65 anos para a aposentadoria.<\/p>\n<p>Criada no governo da ex-presidente Dilma Rousseff (2011-2016) como uma resposta a press\u00f5es das centrais sindicais pelo fim do fator previdenci\u00e1rio, a f\u00f3rmula 85\/95 permite que se aposentem com benef\u00edcio integral os homens que alcan\u00e7arem o \u00edndice 95, ao somar a idade e o tempo de contribui\u00e7\u00e3o para a Previd\u00eancia. No caso das mulheres, o \u00edndice para se conseguir o benef\u00edcio integral \u00e9 85.<\/p>\n<p>Nos casos em que a soma prevista pela f\u00f3rmula \u00e9 atingida, o fator previdenci\u00e1rio deixa de ser aplicado &#8211; ou seja, o benef\u00edcio deixa de sofrer a redu\u00e7\u00e3o prevista antes da cria\u00e7\u00e3o da f\u00f3rmula 85\/95.<\/p>\n<p>O problema, do ponto de vista do governo, \u00e9 que n\u00e3o h\u00e1 condi\u00e7\u00f5es de se fazer uma transi\u00e7\u00e3o t\u00e3o lenta quanto a defendida pelas duas centrais. Para os t\u00e9cnicos, as contas p\u00fablicas n\u00e3o suportariam.<\/p>\n<p>Na mesma linha, com um gradualismo maior do que quer o governo, algumas centrais admitem igualar as regras de acesso \u00e0 aposentadoria de homens e mulheres. &#8220;Quando as condi\u00e7\u00f5es de trabalho estiverem mais parecidas, podemos discutir&#8221;, disse o presidente da Uni\u00e3o Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah<\/p>\n<p><strong>Caminho<\/strong> &#8211; A For\u00e7a enxerga outro caminho, tamb\u00e9m longo, para chegar \u00e0 igualdade. Ela defende que, ap\u00f3s 2026, a idade m\u00ednima para aposentadoria passe a ser corrigida conforme a expectativa de vida. &#8220;A\u00ed, a tend\u00eancia \u00e9 igualar, porque as mulheres vivem mais&#8221;, explicou o secret\u00e1rio-geral da central, Jo\u00e3o Carlos Juruna.<\/p>\n<p>Outro ponto que tem algum apoio entre os sindicalistas \u00e9 o de igualar os regimes previdenci\u00e1rios dos servidores p\u00fablicos e os do setor privado, que contribuem para o INSS. A ideia conta com o apoio da UGT e uma concord\u00e2ncia &#8220;com o princ\u00edpio&#8221; da For\u00e7a Sindical, que apoia tamb\u00e9m o fim de regimes especiais para militares e pol\u00edticos.<\/p>\n<p>A Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB) concorda, desde que seja para os ingressantes ap\u00f3s a aprova\u00e7\u00e3o da lei. &#8220;Tudo o que for para prejudicar, atrapalhar, somos contra&#8221;, disse o presidente da central, Ant\u00f4nio Neto. &#8220;Se for fazer alguma coisa, que seja para quem entrar a partir da lei.&#8221;<\/p>\n<p>Mas, fora um ou outro ponto, as centrais s\u00e3o bastante resistentes \u00e0 reforma. &#8220;A popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o faz ideia do tamanho do estrago que vem a\u00ed&#8221;, afirmou o secret\u00e1rio-geral da CUT, S\u00e9rgio Nobre. &#8220;O problema n\u00e3o est\u00e1 no trabalhador&#8221;, argumentou o secret\u00e1rio-geral da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Wagner Gomes.<\/p>\n<p>Apesar da resist\u00eancia dos sindicalistas, a reforma da Previd\u00eancia encontra algum espa\u00e7o onde ela \u00e9 decidida: no Congresso. &#8220;Com mais educa\u00e7\u00e3o sobre o tema, \u00e9 poss\u00edvel avan\u00e7ar com a reforma&#8221;, afirmou o diretor de Pol\u00edticas e Estrat\u00e9gia da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI), Jos\u00e9 Augusto Coelho Fernandes. &#8220;Vemos isso claramente em pesquisas que fazemos com os parlamentares.&#8221; A entidade \u00e9 a favor da reforma, por entender que ela \u00e9 fundamental para reequilibrar as contas p\u00fablicas.<\/p>\n<p>&#8220;Tudo o que for para prejudicar, atrapalhar, somos contra.&#8221;<\/p>\n<p>Ant\u00f4nio Neto<br \/>\nPRESIDENTE DA CSB<\/p>\n<p>&#8220;Com mais educa\u00e7\u00e3o sobre o tema, \u00e9 poss\u00edvel avan\u00e7ar com a reforma.&#8221;<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Augusto C. Fernandes<br \/>\nDIRETOR DA CNI<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lu Aiko Otta N\u00e3o que v\u00e1 ser f\u00e1cil. Mas o governo n\u00e3o tem \u00e0 sua frente uma muralha intranspon\u00edvel para avan\u00e7ar com a reforma da Previd\u00eancia. 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