{"id":121639,"date":"2016-11-17T22:51:46","date_gmt":"2016-11-18T00:51:46","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=121639"},"modified":"2016-11-18T22:43:18","modified_gmt":"2016-11-19T00:43:18","slug":"delator-muda-discurso-e-livra-chapa-dilma-temer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/delator-muda-discurso-e-livra-chapa-dilma-temer\/","title":{"rendered":"Delator muda discurso e livra a chapa Dilma-Temer"},"content":{"rendered":"<p><strong>Andr\u00e9 Richter<\/strong><\/p>\n<p>O empreiteiro Ot\u00e1vio Marques de Azevedo, um dos delatores da Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato, disse nesta quinta (17) em depoimento ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que n\u00e3o houve doa\u00e7\u00e3o eleitoral em forma de propina para a chapa da campanha presidencial Dilma-Temer de 2014. Azevedo \u00e9 ex-presidente da Andrade Gutierrez.<\/p>\n<p>Segundo advogados que presenciaram a audi\u00eancia, Azevedo retificou depoimento prestado anteriormente no qual confirmou os repasses em forma de propina para os comit\u00eas da ex-presidenta Dilma e do ent\u00e3o vice, Michel Temer.<\/p>\n<p>O delator foi chamado a depor novamente na Justi\u00e7a Eleitoral por determina\u00e7\u00e3o do ministro Herman Benjamim, que atendeu pedido feito pelos advogados da campanha de Dilma.<\/p>\n<p>Os defensores afirmaram ao TSE que cerca de R$ 1 milh\u00e3o, valor que teria sido recebido de propina pela empreiteira e repassado como doa\u00e7\u00e3o de campanha, foram transferidos em julho de 2014 para o diret\u00f3rio nacional do PMDB, e n\u00e3o do PT, como disse Azevedo em um primeiro depoimento.<\/p>\n<p>De acordo com o advogado Fl\u00e1vio Guedes, representante do PMDB, Azevedo retificou seu depoimento e disse que todas as doa\u00e7\u00f5es feitas ao partido e para Dilma foram legais, inclusive o repasse que consta em um cheque de R$ 1 milh\u00e3o repassado \u00e0 campanha de Temer.<\/p>\n<p>&#8220;Foi um depoimento de retifica\u00e7\u00e3o em que ele apresentou a nova vers\u00e3o dizendo que se equivocou em rela\u00e7\u00e3o ao primeiro depoimento e que, ao contr\u00e1rio do que disse, n\u00e3o houve da Andrade Gutierrez, nenhum valor de propina para a campanha presidencial de 2014.&#8221; disse Guedes.<\/p>\n<p>O advogado da campanha de Dilma, Fl\u00e1vio Caetano, tamb\u00e9m confirmou que Ot\u00e1vio de Azevedo reconheceu que &#8220;n\u00e3o houve nenhuma propina e nenhuma irregularidade na campanha de Dilma e de Temer&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Dos 25 testemunhos de acusa\u00e7\u00e3o, era o \u00fanico que tinha dito que tinha alguma irregularidade na campanha. Hoje cai por terra toda e qualquer acusa\u00e7\u00e3o de irregularidade na arrecada\u00e7\u00e3o da campanha de Dilma e Michel Temer&#8221;, afirmou Caetano.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o depoimento, que durou cerca de duas horas nesta noite, Azevedo foi abordado pela imprensa e evitou fazer coment\u00e1rios sobre seu depoimento, mas disse que est\u00e1 &#8220;tranquilo&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Da minha parte estou bastante tranquilo, como vejo que tem que ser. Vamos continuar olhando para a frente. Olhando para essa caminhada para a frente&#8221;.<\/p>\n<p>Em dezembro de 2014, as contas da campanha de Dilma e do ent\u00e3o vice-presidente Michel Temer foram aprovadas, por unanimidade, no TSE. No entanto, o PSDB questionou a aprova\u00e7\u00e3o por avaliar que havia irregularidades nas presta\u00e7\u00f5es de contas apresentadas por Dilma, como doa\u00e7\u00f5es suspeitas de empreiteiras. Conforme entendimento atual do tribunal, a presta\u00e7\u00e3o cont\u00e1bil da chapa \u00e9 julgada em conjunto.<\/p>\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Andr\u00e9 Richter O empreiteiro Ot\u00e1vio Marques de Azevedo, um dos delatores da Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato, disse nesta quinta (17) em depoimento ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que n\u00e3o houve doa\u00e7\u00e3o eleitoral em forma de propina para a chapa da campanha presidencial Dilma-Temer de 2014. Azevedo \u00e9 ex-presidente da Andrade Gutierrez. 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