{"id":123299,"date":"2016-12-08T10:50:59","date_gmt":"2016-12-08T12:50:59","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=123299"},"modified":"2016-12-08T10:57:48","modified_gmt":"2016-12-08T12:57:48","slug":"onde-natureza-vive-sufocada-tentando-sobreviver","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/onde-natureza-vive-sufocada-tentando-sobreviver\/","title":{"rendered":"Onde a natureza vive sufocada tentando sobreviver"},"content":{"rendered":"<p>O simp\u00e1tico pato mergulh\u00e3o, de penacho na cabe\u00e7a e bico longo e serrilhado para capturar peixes diretamente dentro d&#8217;\u00e1gua, tem apenas 200 exemplares em todo o mundo, 70 deles na regi\u00e3o na Chapada dos Veadeiros, de acordo com o pesquisador da Universidade de Bras\u00edlia (UnB) e doutor em ecologia Reuber Brand\u00e3o.<\/p>\n<p>Considerado uma das dez aves aqu\u00e1ticas mais amea\u00e7adas do planeta, o pato-mergulh\u00e3o est\u00e1 na lista das 32 esp\u00e9cies da fauna e 17 da flora que podem ser extintas caso a amplia\u00e7\u00e3o do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros n\u00e3o seja feita de acordo com a proposta formulada pelo Minist\u00e9rio do Meio Ambiente, contestada pelo governo de Goi\u00e1s.<\/p>\n<p>O projeto original prev\u00ea o aumento dos atuais 65 mil hectares para 222 mil hectares, em \u00e1rea cont\u00edgua. No entanto, uma contraproposta apresentada pelo governo de Goi\u00e1s na \u00faltima semana autoriza a anexa\u00e7\u00e3o de apenas 90 mil hectares \u00e0 unidade de conserva\u00e7\u00e3o, excluindo da amplia\u00e7\u00e3o as terras que dependem de regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria, formando uma esp\u00e9cie de peneira de \u00e1reas protegidas.<\/p>\n<p>Apesar de n\u00e3o ser a maior unidade de conserva\u00e7\u00e3o do Cerrado, o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros tem uma import\u00e2ncia estrat\u00e9gica para a prote\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o, segundo a pesquisadora e professora do Departamento de Ecologia da UnB Mercedes Bustamante. \u201cO parque \u00e9 extremamente importante para a regi\u00e3o e para o bioma por tratar-se de \u00e1reas de Cerrado de altitude com endemismos (representantes de flora e fauna restritos a essa regi\u00e3o) significativos\u201d, destaca.<\/p>\n<p>A lista de animais amea\u00e7ados de extin\u00e7\u00e3o identificados na \u00e1rea tamb\u00e9m inclui a on\u00e7a-pintada (Panthera onca), o soc\u00f3 boi jararaca (Tigrisoma fasciatum), a \u00e1guia-cinzenta (Harpyhaliaetus coronatus), o cachorro do mato vinagre (Speothos venaticus) e duas esp\u00e9cies s\u00edmbolo do Cerrado: o lobo-guar\u00e1 (Chrysocyon brachyurus) e o tamandu\u00e1-bandeira (Myrmecophaga tridactyla).<\/p>\n<p>Para a flora, a amplia\u00e7\u00e3o do parque vai garantir a conserva\u00e7\u00e3o de forma\u00e7\u00f5es vegetais do Cerrado at\u00e9 agora desprotegidas, como a mata seca, predominante na regi\u00e3o do Pouso Alto, a mais alta do Planalto Central, hoje fora dos limites oficias do parque. Al\u00e9m dessa, mais oito forma\u00e7\u00f5es vegetais do bioma fazem parte do novo desenho da unidade: matas de galeria, cerrad\u00e3o, cerrado sentido restrito, parque cerrado, vereda, campo sujo, campo limpo e campo rupestre.<\/p>\n<p>Segundo especialistas em Cerrado, pelas caracter\u00edsticas do bioma, a demarca\u00e7\u00e3o fragmentada das \u00e1reas a serem protegidas n\u00e3o garante o grau de preserva\u00e7\u00e3o que cabe a uma unidade de conserva\u00e7\u00e3o de prote\u00e7\u00e3o integral. \u201cA fragmenta\u00e7\u00e3o reduz a sua efetividade da \u00e1rea protegida, com redu\u00e7\u00e3o do fluxo g\u00eanico, impactos sobre a fun\u00e7\u00f5es importantes dos ecossistemas como ciclos do carbono e da \u00e1gua, e aumenta o impacto que as transforma\u00e7\u00f5es no entorno das \u00e1reas tem sobre o interior protegido\u201d, ressalta Mercedes.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o modelo de \u201cpeneira\u201d, com \u00e1reas n\u00e3o protegidas no interior do parque, inviabiliza a sobreviv\u00eancia de algumas esp\u00e9cies amea\u00e7adas, como a on\u00e7a-pintada e o lobo-guar\u00e1, que precisam de \u00e1reas extensas para suas atividades e reprodu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cSe pensarmos nas popula\u00e7\u00f5es de antas, on\u00e7as, lobos-guar\u00e1 e gavi\u00f5es, estamos falando de animais que precisam de grandes extens\u00f5es para ca\u00e7ar e sobreviver. A \u00e1guia-cinzenta, que habita a regi\u00e3o, j\u00e1 n\u00e3o tem sido vista pelos pesquisadores com a mesma frequ\u00eancia\u201d, explica Brand\u00e3o.<\/p>\n<p>J\u00e1 o pato-mergulh\u00e3o precisa de \u00e1guas cristalinas para capturar seu alimento diretamente dos rios. Se os cursos d\u00b4\u00e1gua s\u00e3o afetados pela atividade agropecu\u00e1ria, instala\u00e7\u00e3o de pequenas centrais hidrel\u00e9tricas ou at\u00e9 pela minera\u00e7\u00e3o \u2013 amea\u00e7a que ainda ronda a Chapada dos Veadeiros \u2013 o bicho n\u00e3o consegue sobreviver e desaparece. O pato-mergulh\u00e3o \u00e9 reconhecido inclusive como esp\u00e9cie bioindicadora, ou seja, a presen\u00e7a dele em uma determinada \u00e1rea revela um bom estado de preserva\u00e7\u00e3o do ambiente, justamente o que est\u00e1 em risco na regi\u00e3o dos Veadeiros neste momento.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 preciso garantir a preserva\u00e7\u00e3o dessas esp\u00e9cies para que a gente possa reverter o quadro de amea\u00e7a de extin\u00e7\u00e3o\u201d, diz a especialista em pato-mergulh\u00e3o Gislaine Disconzi, coordenadora do Censo Neotropical de Aves Aqu\u00e1ticas no Brasil.<\/p>\n<p>\u201cA proposta [do governo de Goi\u00e1s] vem com uma colcha de retalhos, \u00e9 uma fragmenta\u00e7\u00e3o t\u00e3o grande do sistema que n\u00e3o ajuda, n\u00e3o melhora as condi\u00e7\u00f5es atuais. N\u00e3o tem valor cient\u00edfico, n\u00e3o foram levados em conta os crit\u00e9rios de biodiversidade. O que essa colcha de retalhos vai trazer \u00e9 o decaimento do ecossistema e isso a gente n\u00e3o quer, a gente quer \u00e1reas que possam ser o mais conectadas poss\u00edvel. A proposta que o ICMBio [Instituto Chico Mendes de Conserva\u00e7\u00e3o da Biodiversidade] e o MMA fizeram \u00e9 a correta, em \u00e1rea cont\u00edgua, e contempla crit\u00e9rios de biodiversidade, \u00e9 para isso que se quer a amplia\u00e7\u00e3o\u201d, acrescenta a bi\u00f3loga.<\/p>\n<p>Respons\u00e1vel pela descoberta de 11 esp\u00e9cies de anf\u00edbios, nove delas na Chapada dos Veadeiros, Reuber Brand\u00e3o destaca o potencial de novos achados cient\u00edficos na regi\u00e3o, atividade que pode ser estimulada com a decreta\u00e7\u00e3o da nova \u00e1rea do parque. Sua \u00faltima descoberta foi em novembro: uma r\u00e3 ainda n\u00e3o batizada, encontrada na Reserva Natural Serra do Tombador, uma Reserva Particular do Patrim\u00f4nio Natural (RPPN) a cerca de 20 quil\u00f4metros do parque federal.<\/p>\n<p>Em 2015, o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros recebeu 136 projetos de pesquisa, quase dez vezes mais que em 2008. Considerando 2016, o total de pesquisas na unidade nos \u00faltimos nove anos chega a 467, procedentes de 38 institui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O secret\u00e1rio executivo do Conselho Estadual de Meio Ambiente de Goi\u00e1s, Rog\u00e9rio Rocha, reconhece que a amplia\u00e7\u00e3o fragmentada pode n\u00e3o ser a ideal para a biodiversidade e para a implementa\u00e7\u00e3o administrativa da nova \u00e1rea do parque, mas diz que a contraproposta priorizou a situa\u00e7\u00e3o das fam\u00edlias que vivem na \u00e1rea, algumas h\u00e1 d\u00e9cadas. Segundo ele, ap\u00f3s a regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria de todas as \u00e1reas, o governo de Goi\u00e1s vai dar o aval para a extens\u00e3o do parque tamb\u00e9m nessas terras.<\/p>\n<p>\u201cTem um motivo essa autoriza\u00e7\u00e3o de fazer esses 90 mil hectares agora, \u00e9 uma sinaliza\u00e7\u00e3o para o Minist\u00e9rio do Meio Ambiente de que n\u00f3s somos a favor da amplia\u00e7\u00e3o. Goi\u00e1s nunca foi contra, mas \u00e9 que tem que ter uma expans\u00e3o com responsabilidade social. A gente n\u00e3o pode garantir abstratamente ou juridicamente a prote\u00e7\u00e3o de uma \u00e1rea e esquecer de 230 fam\u00edlias, essa \u00e9 a quest\u00e3o\u201d, argumenta.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, segundo Rocha, a inten\u00e7\u00e3o do governo de Goi\u00e1s \u00e9 criar na regi\u00e3o do parque a Esta\u00e7\u00e3o Ecol\u00f3gica Nova Roma, um tipo de unidade de conserva\u00e7\u00e3o de uso ainda mais restrito que um parque nacional. \u201c\u00c9 uma \u00e1rea com n\u00edvel m\u00e1ximo de prote\u00e7\u00e3o. S\u00e3o 7 mil hectares que s\u00e3o s\u00f3 para pesquisa e pesquisa com autoriza\u00e7\u00e3o. Isso est\u00e1 no meio do parque\u201d, pondera.<\/p>\n<p><strong>\u00c1gua e clima<\/strong> &#8211; A conserva\u00e7\u00e3o dos recursos h\u00eddricos, que d\u00e3o ao Cerrado a fama de \u201ccaixa d&#8217;\u00e1gua do Brasil\u201d, pela quantidade e import\u00e2ncia das nascentes do bioma, tamb\u00e9m pode ganhar f\u00f4lego com os novos limites do Parque dos Veadeiros, beneficiando atividades como o ecoturismo com foco nas belas cachoeiras da regi\u00e3o e at\u00e9 a agropecu\u00e1ria, essencial para Goi\u00e1s.<\/p>\n<p>\u201cA amplia\u00e7\u00e3o vai proteger centenas de nascentes que abastecem os rios da regi\u00e3o, garantindo \u00e1gua inclusive para o agroneg\u00f3cio, que sustenta a economia do estado. Os rios que nascem na Chapada tamb\u00e9m alimentam a Bacia Amaz\u00f4nica\u201d, lembra Brand\u00e3o. O Rio Preto, por exemplo, cuja nascente hoje est\u00e1 fora da \u00e1rea de prote\u00e7\u00e3o no parque, des\u00e1gua no Rio Tocantins, bra\u00e7o da Bacia Araguaia-Tocantins, uma das mais importantes do Brasil.<\/p>\n<p>Por causa do impacto direto das mudan\u00e7as da cobertura vegetal no regime de chuvas do Cerrado, o gestor ambiental da Funda\u00e7\u00e3o O Botic\u00e1rio, Danilo Jo\u00e3o Tenfen, diz que o impacto da decis\u00e3o de n\u00e3o proteger determinadas \u00e1reas vai muito al\u00e9m dos efeitos sobre a fauna e a flora. \u201cAcima de tudo, a esp\u00e9cie mais vulner\u00e1vel na verdade \u00e9 a nossa, porque a n\u00e3o prote\u00e7\u00e3o de \u00e1reas significa devasta\u00e7\u00e3o e desflorestamento. Converter esses ambientes naturais, florestas e fitofisionomias em planta\u00e7\u00f5es, monoculturas extensivas e pastos vai modificar o clima, o ciclo hidrol\u00f3gico e quem \u00e9 mais afetado? Quem vai viver num planeta possivelmente inabit\u00e1vel?\u201d, questiona.<\/p>\n<p>A pesquisadora e professora da UnB Mercedes Bustamante destaca que, por causa das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, \u201cas \u00e1reas de altitude est\u00e3o entre as mais vulner\u00e1veis e devem ter sua prote\u00e7\u00e3o priorizada\u201d, como \u00e9 o caso de parte da Chapada dos Veadeiros, que chega aos 1,6 mil metros de altitude em alguns pontos ainda n\u00e3o abarcados pelo parque nacional.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O simp\u00e1tico pato mergulh\u00e3o, de penacho na cabe\u00e7a e bico longo e serrilhado para capturar peixes diretamente dentro d&#8217;\u00e1gua, tem apenas 200 exemplares em todo o mundo, 70 deles na regi\u00e3o na Chapada dos Veadeiros, de acordo com o pesquisador da Universidade de Bras\u00edlia (UnB) e doutor em ecologia Reuber Brand\u00e3o. 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