{"id":123876,"date":"2016-12-16T07:44:32","date_gmt":"2016-12-16T09:44:32","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=123876"},"modified":"2016-12-16T09:02:34","modified_gmt":"2016-12-16T11:02:34","slug":"viuva-da-mega-pega-20-anos-por-morte-do-marido","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/viuva-da-mega-pega-20-anos-por-morte-do-marido\/","title":{"rendered":"Vi\u00fava da Mega pega 20 anos por morte do marido"},"content":{"rendered":"<div id=\"Corpo\">\n<h6 class=\"Assina\"><strong>Clarissa Thom\u00e9<\/strong><\/h6>\n<p>A cabeleireira Adriana de Almeida, de 39 anos, a Vi\u00fava da Mega-Sena, foi condenada a 20 anos de reclus\u00e3o pela morte do marido, o ex-lavrador Renn\u00e9 Senna, que ficou milion\u00e1rio ao ganhar o pr\u00eamio principal da loteria. O crime aconteceu em janeiro de 2007. Senna havia ganho R$ 52 milh\u00f5es na Mega-Sena dois anos antes.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o foi proferida na noite desta quinta-feira pelo juiz Pedro Amorim Gotlib Pilderwasser, titular da 2\u00aa Vara Criminal de Rio Bonito (RJ), ap\u00f3s tr\u00eas dias de julgamento.<\/p>\n<p>Adriana foi condenada por homic\u00eddio duplamente qualificado (motivo torpe e sem chance de defesa \u00e0 v\u00edtima). Ela foi acusada pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico de ser a mandante da morte do marido. Dois ex-seguran\u00e7as de Renn\u00e9, Anderson Silva de Souza e Ednei Gon\u00e7alves Pereira, foram condenados em julho de 2009 como executores do crime. Eles cumprem pena de 18 anos de pris\u00e3o.<\/p>\n<p>O juiz Pilderwasser determinou a pris\u00e3o preventiva da cabeleireira e ela n\u00e3o poder\u00e1 recorrer da decis\u00e3o em liberdade. &#8220;A acusada n\u00e3o foi localizada nas tentativas de intima\u00e7\u00e3o para o presente julgamento em mais de um endere\u00e7o. Assim, entendo que a acusada, ao menos por ora, se encontra em local incerto e n\u00e3o sabido. Nesta linha, vislumbro risco concreto \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o da lei penal, se mostrando presente a probabilidade de fuga. Desta forma, rejeito a possibilidade de recurso em liberdade e determino a pris\u00e3o preventiva da acusada&#8221;, escreveu.<\/p>\n<p>Nesta quinta-feira, ao ser interrogada pelo juiz, Adriana negou o crime e disse que sua vida &#8220;era muito melhor&#8221; quando Renn\u00e9 estava vivo. Ela confirmou que transferiu R$ 1,8 milh\u00e3o da conta conjunta que mantinha com o marido dias depois da morte dele. Mas disse que o gerente do banco mentiu ao dizer que Senna o procurou para cancelar a conta conjunta do casal.<\/p>\n<p>&#8220;Eu podia ter sacado o dinheiro, se quisesse, mas preferi deixar aplicado. Hoje a conta tem mais de R$ 4 milh\u00f5es e est\u00e1 bloqueada&#8221;, afirmou Adriana. A cabeleireira disse ainda que amava o marido e negou ter dito que &#8220;apenas nutria carinho&#8221; por ele.<\/p>\n<p>No seu depoimento, Adriana contou que conheceu Renn\u00e9 por meio da irm\u00e3 dele, com quem trabalhou em um sal\u00e3o de beleza, em 2005. O relacionamento entre eles s\u00f3 come\u00e7ou no ano seguinte, depois que Renn\u00e9 ganhou o pr\u00eamio. Ela afirmou ainda que n\u00e3o sabia que teria direito \u00e0 heran\u00e7a deixada pelo ex-lavrador. Disse que foi informada pela imprensa, quando Renn\u00e9 foi morto.<\/p>\n<p>Para responsabiliz\u00e1-la como mandante do assassinato, a acusa\u00e7\u00e3o se baseou em conversas telef\u00f4nicas entre Adriana e Anderson Souza. No dia da morte de Renn\u00e9 Senna, Adriana recebeu oito liga\u00e7\u00f5es do ex-seguran\u00e7a do marido. Amputado das duas pernas, por sequelas da diabetes, Renn\u00e9 Senna deixou de ser lavrador e passou a vender doces \u00e0 beira da estrada, em Rio Bonito. Em 2005, ele ganhou o pr\u00eamio milion\u00e1rio ao fazer uma aposta de R$ 1<\/p>\n<p>Em 2006, ele e Adriana come\u00e7aram a namorar e logo foram morar juntos. Adriana afastou o ent\u00e3o administrador dos bens do marido e assumiu a ger\u00eancia das contas. A fam\u00edlia do ex-lavrador se queixava de que ela afastava Renn\u00e9 dos parentes e amigos.<\/p>\n<p>Segundo as testemunhas, o relacionamento de Renn\u00e9 e Adriana entrou em crise quando ele descobriu que era tra\u00eddo. De acordo com o gerente do banco, Renn\u00e9 manifestou inten\u00e7\u00e3o de cancelar a conta conjunta, movimentada por Adriana. A filha do ex-lavrador, Renata Senna, disse ainda que o pai tinha inten\u00e7\u00e3o de excluir Adriana do testamento.<\/p>\n<p>Renn\u00e9 foi morto a tiros por dois encapuzados em um bar em Rio Bonito, a 80 quil\u00f4metros da capital fluminense, em janeiro de 2007.<\/p>\n<p>Em 2011, Adriana foi julgada pelo Tribunal do J\u00fari e absolvida. O Conselho de Senten\u00e7a era formado por cinco homens e duas mulheres. O Minist\u00e9rio P\u00fablico pediu a anula\u00e7\u00e3o do julgamento porque houve contato entre jurados, o que \u00e9 proibido por lei.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, os MP entendeu que os jurados n\u00e3o se ativeram \u00e0s provas apresentadas. Desta vez, o j\u00fari foi composto por cinco mulheres e dois homens.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Clarissa Thom\u00e9 A cabeleireira Adriana de Almeida, de 39 anos, a Vi\u00fava da Mega-Sena, foi condenada a 20 anos de reclus\u00e3o pela morte do marido, o ex-lavrador Renn\u00e9 Senna, que ficou milion\u00e1rio ao ganhar o pr\u00eamio principal da loteria. O crime aconteceu em janeiro de 2007. 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