{"id":124090,"date":"2016-12-18T10:03:24","date_gmt":"2016-12-18T12:03:24","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=124090"},"modified":"2016-12-18T10:03:24","modified_gmt":"2016-12-18T12:03:24","slug":"temer-busca-cara-nova-para-dar-nova-cara-casa-civil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/temer-busca-cara-nova-para-dar-nova-cara-casa-civil\/","title":{"rendered":"Temer busca cara nova para dar nova cara \u00e0 Casa Civil"},"content":{"rendered":"<h6 class=\"Assina\"><strong>Vera Rosa<\/strong><\/h6>\n<p>Preocupado com os efeitos das dela\u00e7\u00f5es de ex-executivos da Odebrecht, o presidente Michel Temer quer dar uma &#8220;cara nova&#8221; ao governo ap\u00f3s a elei\u00e7\u00e3o para o comando da C\u00e2mara e do Senado, em fevereiro de 2017. O plano imediato de Temer para enfrentar a crise sem fim e se manter no cargo \u00e9 mexer na equipe alvejada por den\u00fancias de corrup\u00e7\u00e3o, substituir ministros ineficientes em \u00e1reas sociais e investir em mais medidas para alavancar o crescimento.<\/p>\n<p>A perman\u00eancia do chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, e do secret\u00e1rio do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), Moreira Franco, \u00e9 considerada incerta, apesar dos desmentidos oficiais. Temer, Padilha e Moreira foram citados na dela\u00e7\u00e3o do ex-diretor de Rela\u00e7\u00f5es Institucionais da Odebrecht, Cl\u00e1udio Melo Filho. O nome do presidente tamb\u00e9m apareceu no depoimento de M\u00e1rcio Faria, outro dirigente da construtora, \u00e0 for\u00e7a-tarefa da Lava Jato.<\/p>\n<p>Com o n\u00facleo pol\u00edtico do governo combalido e a popularidade despencando dia ap\u00f3s dia, o presidente pretende repaginar a Casa Civil, dando um perfil mais t\u00e9cnico e mais &#8220;interno&#8221; \u00e0 pasta que coordena as a\u00e7\u00f5es da equipe. Na outra ponta, a ideia \u00e9 criar uma secretaria especial no Minist\u00e9rio da Fazenda, hoje comandado por Henrique Meirelles, para abrigar discuss\u00f5es voltadas a novas iniciativas que possam reaquecer a economia e ter impacto mais r\u00e1pido no bolso do consumidor.<\/p>\n<p>Embora o pacote anunciado na quinta-feira pelo governo tenha como foco o combate ao desemprego e a redu\u00e7\u00e3o do endividamento das empresas, a avalia\u00e7\u00e3o do mercado financeiro \u00e9 a de que essas medidas somente ter\u00e3o efeito a longo prazo. &#8220;\u00c9 evidente que os n\u00fameros da economia n\u00e3o s\u00e3o motivo de alegria, mas temos um rumo sendo constru\u00eddo&#8221;, afirmou o l\u00edder do governo no Senado, Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP).<\/p>\n<p>O agravamento da crise, por\u00e9m, aflige cada vez mais o Pal\u00e1cio do Planalto, que conseguiu aprovar no Senado a Proposta de Emenda \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o (PEC) do Teto de Gastos, mas com oito baixas em sua base de sustenta\u00e7\u00e3o. A semana foi marcada por tens\u00f5es, choque entre Poderes e at\u00e9 mesmo o senador aliado Ronaldo Caiado (DEM-GO) roubou a cena ao sugerir a ren\u00fancia de Temer. O DEM comanda o Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o. A bancada do PSB &#8211; partido que controla Minas e Energia &#8211; tamb\u00e9m se rebelou e avisou que votar\u00e1 contra a reforma da Previd\u00eancia.<\/p>\n<p><b>Chacoalh\u00e3o &#8211;\u00a0<\/b>Temer vai esperar o fim da disputa na C\u00e2mara e no Senado, daqui a 45 dias, para promover as trocas no primeiro escal\u00e3o. No Planalto, seus auxiliares falam em &#8220;chacoalh\u00e3o&#8221; no governo, mas advers\u00e1rios veem na estrat\u00e9gia mais uma a\u00e7\u00e3o de marketing, em busca de sobreviv\u00eancia pol\u00edtica, a exemplo do que a ex-presidente Dilma Rousseff fez, sem sucesso, em outubro de 2015.<\/p>\n<p>&#8220;Esse governo nos tirou do poder, mas o Brasil segue em crise profunda, dividido e hoje sob risco de uma convuls\u00e3o social&#8221;, disse o vice-presidente do Senado, Jorge Viana (PT-AC), que agiu para jogar \u00e1gua na fervura da briga entre o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o Supremo Tribunal Federal.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de mudan\u00e7as na Casa Civil e na secretaria que cuida das concess\u00f5es serem vistas nos bastidores como uma quest\u00e3o de tempo, substitui\u00e7\u00f5es nas pastas do Trabalho e da Sa\u00fade viraram &#8220;pule de dez&#8221; na bolsa de apostas.<\/p>\n<p><b>PSDB &#8211;\u00a0<\/b>Na tentativa de contornar mais uma revolta em sua base de apoio, Temer tamb\u00e9m adiou a nomea\u00e7\u00e3o do l\u00edder do PSDB na C\u00e2mara, Antonio Imbassahy (BA), para a Secretaria de Governo. Ele acertou com o senador A\u00e9cio Neves (PSDB-MG) que Imbassahy ocupar\u00e1 o lugar do ministro Geddel Vieira Lima na articula\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, mas somente depois que a C\u00e2mara escolher seu novo presidente.<\/p>\n<p>Temer teve de recuar do an\u00fancio porque depende do Centr\u00e3o &#8211; grupo que re\u00fane 13 partidos e cerca de 200 deputados &#8211; para sobreviver nesses tempos sombrios, nos quais pedidos de impeachment n\u00e3o faltam. L\u00edderes do grupo se queixaram da indica\u00e7\u00e3o de Imbassahy, pois viram ali uma manobra do Planalto para beneficiar a reelei\u00e7\u00e3o de Rodrigo Maia (DEM-RJ) \u00e0 presid\u00eancia da C\u00e2mara, com o aval do PSDB.<\/p>\n<p>Antes mesmo das dela\u00e7\u00f5es da Odebrecht, o presidente j\u00e1 havia perdido seis ministros. O depoimento de Melo Filho, no entanto, provocou a queda, na quarta-feira, do advogado Jos\u00e9 Yunes, amigo de Temer e seu assessor especial. O presidente n\u00e3o escondeu dos amigos que Geddel e Yunes foram as sa\u00eddas mais sentidas por ele.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vera Rosa Preocupado com os efeitos das dela\u00e7\u00f5es de ex-executivos da Odebrecht, o presidente Michel Temer quer dar uma &#8220;cara nova&#8221; ao governo ap\u00f3s a elei\u00e7\u00e3o para o comando da C\u00e2mara e do Senado, em fevereiro de 2017. 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