{"id":124467,"date":"2016-12-23T08:47:17","date_gmt":"2016-12-23T10:47:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=124467"},"modified":"2016-12-23T13:42:51","modified_gmt":"2016-12-23T15:42:51","slug":"equipe-de-dilma-teve-propina-de-50-milhoes-em-2010","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/equipe-de-dilma-teve-propina-de-50-milhoes-em-2010\/","title":{"rendered":"Equipe de Dilma recebeu propina de 50 mi em 2010"},"content":{"rendered":"<h6 class=\"Assina\"><strong>Fausto Macedo e Beatriz Bulla<\/strong><\/h6>\n<p>Documentos do Departamento de Justi\u00e7a dos Estados Unidos indicam o repasse de R$ 50 milh\u00f5es da Odebrecht, por meio do setor de propina da empresa, para a campanha presidencial de Dilma Rousseff em 2010. O pagamento teria sido feito em troca de um benef\u00edcio \u00e0 Braskem, bra\u00e7o petroqu\u00edmico do grupo em sociedade com a Petrobras.<\/p>\n<p>Os americanos descrevem uma a\u00e7\u00e3o da Odebrecht e da Braskem com autoridades do governo, de 2006 a 2009, para garantir um benef\u00edcio tribut\u00e1rio \u00e0 petroqu\u00edmica. Para que as negocia\u00e7\u00f5es avan\u00e7assem, as empresas receberam um pedido de um ministro de Luiz In\u00e1cio Lula da Silva. A solicita\u00e7\u00e3o foi feita por Guido Mantega, ent\u00e3o titular da Fazenda.<\/p>\n<p>O departamento americano n\u00e3o menciona os nomes das autoridades e executivos envolvidos nas tratativas, mas descreve o acerto da propina com o primeiro escal\u00e3o. Primeiro foi feito um apelo a uma autoridade brasileira do governo Lula, identificada como o ex-ministro Antonio Palocci. Mesmo depois de deixar o governo, ele atuava como consultor da Braskem, segundo os investigadores. O apelo, conforme os relat\u00f3rios americanos, era para que Lula pedisse que tratasse do assunto.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s uma s\u00e9rie de reuni\u00f5es da Odebrecht com Mantega, o ministro pediu contribui\u00e7\u00f5es para a campanha de Dilma e escreveu &#8220;R$ 50 milh\u00f5es&#8221; em um peda\u00e7o de papel. De acordo com os documentos, em 2009, o governo chegou a uma solu\u00e7\u00e3o, lan\u00e7ando um programa de cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios do qual a Braskem se beneficiou.<\/p>\n<p>A Pol\u00edcia Federal j\u00e1 tinha apontado, na 35.\u00aa fase da Lava Jato, mensagens e e-mails de executivos sobre a atua\u00e7\u00e3o de Palocci. Segundo a PF, Marcelo Odebrecht conseguiu benef\u00edcios fiscais para a Braskem por meio de Palocci e Mantega. Em uma planilha de repasses il\u00edcitos, foi encontrada a cita\u00e7\u00e3o de R$ 50 milh\u00f5es para &#8220;P\u00f3s It\u00e1lia&#8221;, que os investigadores brasileiros relacionam a Mantega.<\/p>\n<p>Depois da obten\u00e7\u00e3o da medida que beneficiou a Braskem, o departamento da propina foi usado para fazer o pagamento. Os americanos identificaram um pagamento de R$ 14 milh\u00f5es a Palocci, pelos &#8220;esfor\u00e7os envolvidos&#8221;. Segundo o \u00f3rg\u00e3o, &#8220;apesar de o pagamento ter sido solicitado como uma contribui\u00e7\u00e3o de campanha, o executivo da Braskem sabia que o dinheiro n\u00e3o seria usado durante a campanha eleitoral&#8221;. &#8220;No lugar disso, o executivo entendeu que eles iriam distribuir o dinheiro, depois da pr\u00f3xima elei\u00e7\u00e3o, para benef\u00edcio pessoal de v\u00e1rios pol\u00edticos.<\/p>\n<p>A assessoria de Dilma Rousseff n\u00e3o foi localizada. Jos\u00e9 Roberto Batochio, que defende Guido Mantega e Antonio Palocci, disse que eles &#8220;negam peremptoriamente todos os fatos&#8221;. &#8220;Desconhecem ambos qualquer efic\u00e1cia ou validade de atos de autoridades de Estado estrangeiro em face da soberania brasileira.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fausto Macedo e Beatriz Bulla Documentos do Departamento de Justi\u00e7a dos Estados Unidos indicam o repasse de R$ 50 milh\u00f5es da Odebrecht, por meio do setor de propina da empresa, para a campanha presidencial de Dilma Rousseff em 2010. 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